Educando seu Bolso

Quero estudar para ganhar mais dinheiro, mas quem vai pagar por isso?

Publicado em 16/06/2014

Sem dúvida uma das melhores formas de crescer é estudar. Com uma melhor formação aumentam as chances de se obter melhores remunerações pelo seu trabalho ou mesmo para seu capital. Mas o que fazer se não houver capacidade de financiar seus próprios estudos em instituições privadas ou mesmo pagar pelo estudo dos seus filhos?

Antes de desistir do sonho, é preciso conhecer programas de financiamentos como o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), o Programa Universidade para Todos o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Educa Mais Brasil entre outros.

Deixe-me explicar cada um deles e até indicar onde busca-los:

Fies- Programa do MEC que financia graduação superior em instituições privadas. Desde 2010 os juros foram para 3,4% ao ano, após o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação passar a ser o agente do programa. A maior parte do financiamento só será paga após a formatura e normalmente num prazo igual ao da graduação. www.sisfiesportal.mec.gov.br

Prouni- também é um programa do MEC, concede bolsas integrais e parciais de 50% em instituições privadas de educação superior. Para concorrer o candidato deve ter renda bruta familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais de 50%, a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa. É preciso preencher pelo menos um dos requisitos, como ter cursado Ensino médio em escola pública. www.siteprouni.mec.gov.br

Sisu- Sistema informatizado gerenciado pelo MEC, no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O candidato que se inscreveu no Sisu também pode se inscrever no Prouni, desde que atenda aos critérios do programa.  www.sisu.mec.gov.br

Educa Mais Brasil- Mantido pelo Instituto Educar, tem parceria com cerca de 4700 instituições, que oferecem bolsas de até 50% para graduação, pós-graduação, ensino básico e cursos técnicos e de 30% e 45% para ensino a distância (EAD). www.educamaisbrasil.com

Pravaler- Crédito universitário privado com consórcio de várias faculdades para facilitar custeio de graduação, pós ou MBA. Com juros de até 1,99% ao mês, oferece diversas formas de pagamento.  www.pravaler.com.br

Bancos e financeiras também podem ser aliados, mas é preciso estar atento aos juros e ás condições de pagamento. Enfim não deixe de realizar ou complementar sua formação por falta inicial de capital, isso será mais do que recompensado no futuro.

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Como estaria a vida financeira de Eduardo e Mônica?

Publicado em 26/05/2014

Quase 30 anos depois o que aconteceu com o casal que em 1986 ficou nacionalmente famoso pela Legião Urbana? A canção, talvez uma das mais famosas da banda, narra, de forma linear, em quase cinco minutos, a história de amor de duas pessoas muito diferentes entre si. Sua letra descreve as personagens ao mesmo tempo em que mostram a evolução de sua relação.

Eduardo no ano da canção, época que voltou a Brasília, tinha gêmeos, um dos seus filhos cursava a 5ª série ginasial (ainda era essa a nomenclatura) e outro a 4ª (acabou repetindo depois de pegar recuperação), estava com 30 anos, casado há 10 com a Dra. Mônica, morando na casa que havia construído uns 2 anos atrás com 3 décadas pela frente para pagar o crédito imobiliário.

Dra. Mônica que já estava com 39, mesclava seu trabalho no hospital com o voluntariado que praticava em clínicas das cidades Satélites do Planalto Central.

Em 2014 Eduardo estava com sua casa própria quitada e gostaria de se aposentar, mas como empresário de uma escola de idiomas começou tarde a se preocupar com a terceira fase da vida e só iniciou sua previdência privada aos 47 anos e agora tem duas alternativas, parar de trabalhar e viver às custas dos seus filhos mais o pequeno saldo acumulado em seu VGBL ou adiar um pouco mais seu sonho de jogar futebol de botão com seu netinho sem se preocupar com dinheiro e continuar trabalhando e poupando um pouco mais.

Felizmente o casal sempre se preocupou com a educação dos filhos e hoje os dois são formados e graduados, um trabalhando para o governo central e o outro é médico como a mãe. Aprenderam com a situação do pai e já vêm amealhando recursos para sua futura aposentadoria. Batalham para proporcionar a melhor educação aos netos do casal e adoram viajar em família como aprenderam com os pais.

Já Mônica manteve a tinta no cabelo, mas abandonou a medicina, se separou (nunca foram casados formalmente) e aproveitou para divulgar todo seu conhecimento em magia e meditação, inicialmente em blogs, depois em livros e hoje em dia tem best sellers traduzidos e publicados em vários países.

Essa especulação do que poderia ter sido a continuidade da vida deles é apenas para refletirmos sobre a importância de pensarmos sobre educação, formação, prudência em gastos e em economia para o futuro, sem nunca deixar de fazer o que se gosta e usar as pausas como nas viagens de lazer para recarregar e continuar a aproveitar todas as fases da vida!

Bora” continuar batalhando grana para segurar as barras mais pesadas que possam surgir?

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Alguém mais por aí quer independência financeira?

Publicado em 16/04/2014

Ultimamente ouvimos em várias mídias a repercussão do diálogo entre um doleiro (aliás, muito peculiar esse termo, isso é uma profissão ou uma instituição brasileira?) e um deputado, onde um dizia que buscava garantir a Independência Financeira de ambos.

Essa coluna é de educação financeira, por isso antes de entrar em discussão ética ou política, gostaria de discorrer sobre a diferença entre Segurança Financeira x Independência Financeira x Liberdade Financeira.

Segurança Financeira: acontece quando temos uma reserva financeira que possa ser usada por um determinado período para o socorro de alguma emergência. Para se estabelecer o tamanho da sua, calcule quanto é o seu gasto mensal e multiplique pelo tempo que acredita ser necessário para que volte a ter a “mais valia”, seja por perda de emprego, doença ou algo que interrompa seu fluxo de entradas. Normalmente o cálculo é feito com 6 meses para recuperação. Também é comum somar-se a essa reserva a capacidade de pagar prêmios de seguros que protejam sua vida e patrimônio dos riscos do dia a dia.

Independência Financeira: chega quando não dependemos do valor que recebemos mensalmente por trabalhar, ou seja, o rendimento da sua reserva financeira + suas fontes de renda alternativas (como aluguel, por exemplo) = total das suas despesas. Neste momento você não precisa mais trabalhar para manter o atual padrão de vida. Apesar de independente, você não pode fazer todas suas escolhas sem restrições, tem que se preocupar ainda em fazer as escolhas certas para não aumentar seu padrão de vida nem seus gastos, pois assim precisaria de mais dinheiro e voltaria a ser dependente.

Liberdade Financeira: diferente dos dois primeiros, quando esse estágio é atingido, a sobra de recursos é muito maior do que as despesas mensais. Esse sim é o estágio sonhado por grande parte da população, quando não é necessário trabalhar no que não se gosta para sobreviver e ainda pode fazer todas as escolhas financeiras com a liberdade que se deseja.

Ah, relacionando as definições com o primeiro parágrafo, acho que eles estão em busca da Liberdade Financeira, afinal para ter independência financeira eles poderiam abandonar seus trabalhos, mas ainda não sei nem se doleiro é uma profissão, e quanto ao deputado... esse sim tem salário (muito bem pago pela população) e se quiser buscar uma fonte alternativa de renda, que saia da vida pública e principalmente faça-o licitamente!

E você esta em busca do quê?

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Você está satisfeito com a qualidade da sua vida financeira?

Publicado em 01/04/2014

Você está satisfeito com a qualidade da sua vida financeira? Conheça o seu Índice da Vida Melhor para conseguir responder!

Muito se discute hoje em dia sobre qualidade de vida, bem-estar e o quanto é possível manter um padrão de vida adequado ao orçamento familiar, em busca de uma vida saudável no presente e no futuro.

Já abordei esse assunto nesta coluna, mas é importante não confundir padrão de vida, qualidade de vida e custo de vida.  O último é a medida de quanto gasta para viver em função do estilo (padrão) que se leva, com mais ou com menos qualidade de vida no dia-a-dia.

Mas, como é possível medir o quanto você pode estar satisfeito com sua vida e com seu bem-estar, e até se comparar com os outros (desafiando o dito popular que a grama do vizinho é sempre mais verde)?

Tarefa difícil, pois além da definição do que é qualidade de vida causar muita controvérsia, cada indivíduo tem fatores que considera essenciais para a melhora enquanto avalia outros como nada importantes. E não poderia ser diferente: os aspectos que causam bem-estar para uns podem não ser os mesmos para outros.

A OECD (Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento) criou um índice para isso, chamado de Índice da Vida Melhor (“Better Life Index“). A Organização pesquisou em 36 países e levantou informações socioeconômicas, classificando-as em 11 indicadores considerados essenciais nas áreas de condições materiais (financeiras) e em qualidade de vida (não financeiras).

Os fatores analisados foram: Moradia, Renda, Emprego, Comunidade, Educação, Meio-ambiente, Cidadania, Saúde, Satisfação com a vida, Segurança e Balanço vida-trabalho.

 A maior parte desses tópicos conta com dados objetivos, mas alguns, como Comunidade e Satisfação com a Vida, são levantados a partir de pesquisas de opinião nos diversos países. Por exemplo, para o tópico Comunidade, fazem a pergunta: “Se você estiver com problemas, você pode contar com parentes ou amigos para ajudá-lo sempre que precisar, ou não?”, isso vale para a aposentadoria também.

Isto já seria suficiente para sabermos se estamos melhores no nosso país do que no vizinho, mas eles fizeram melhor: é possível calcular esse índice individualmente, fazendo a nossa classificação de acordo com a ponderação entre os itens que realmente consideramos importantes, e dar menos peso (ou até ignorar) os que nos parecem menos relevantes.

Com isso é possível criar uma comparação interativa e totalmente individualizada de como está nosso índice de bem-estar e compará-lo com os vizinhos próximos e distantes.

O grande barato desse índice é que você pode colocar os seus próprios pesos nesses diversos tópicos. Por exemplo, se você ponderar que aspectos considerados como responsabilidade do Estado no nosso país como Educação, Saúde e Segurança como os únicos importantes (todos com o peso máximo) e desconsiderar os outros (zerando suas pontuações), nosso país só seria melhor do que o México para se viver. Por outro lado, se forem colocados pesos máximos apenas em aspectos não financeiros como Meio-ambiente, Cidadania, Satisfação com a vida e Balanço vida-trabalho, o Brasil pode ser considerado um lugar melhor de se viver do que alguns países europeus como Itália, Espanha, República Tcheca e Hungria, e quase tão bem quanto nos EUA!

Afinal, o que é importante para você ter uma vida melhor?  Click (aqui) e faça o seu índice! Vale a pena! Faça e depois me conte como você responde ao título.

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Seu padrão de vida é Padrão FIFA?

Publicado em 11/03/2014

Com a Copa aterrissando no Brasil daqui algumas semanas, ficou escancarada a discussão sobre o chamado “Padrão FIFA” e a dramática distância para o “Padrão Brasil”. Constantes manifestações mostram a indignação de muitos por sediar um evento mundial com exigências de primeira classe, sejam nas Arenas (construções que costumávamos chamar de Estádios), Eventos (sorteio, congressos e premiações), infraestrutura (para imprensa, patrocinadores e autoridades) e até para Festas (FIFA Fan Fest™- são festas que transmitem os jogos em praça pública nas cidades onde estão acontecendo).

Será que o país do futebol com a seleção penta campeã do mundo não sabe fazer Estádios? Não tem capacidade de fazer eventos bem feitos e sem a supervisão dos “velhinhos’ da FIFA? Pior, será que o país do Carnaval não sabe fazer festas, e tem que seguir a cartilha da entidade com sede na Suíça, nos ensinando a fazer Festa para transmissão de jogos de futebol???

Mas o que isso tem relação com o seu padrão de vida?  A analogia é simples! Digamos que o Chefe da nossa família tenha negociado com alguma entidade esportiva que de agora pra frente nosso clã viverá em casas de luxo, de preferência novas, com todas as melhores condições de moradia - ar condicionado, móveis novos, cobertura retrátil na garagem, jardinagem top e se não forem novas, devem ser 100% reformadas. Devem ficar ao lado de uma estação de metrô (se não existirem devem ser construídas), com toda a segurança de uma fortaleza e todas as festas serão de altíssimo nível, como uma festa do Oscar (Carnaval só se for como o de Veneza). Ah, com um detalhe importantíssimo, a negociação com essa entidade foi estabelecida num contrato com penalizações caso a família não cumpra todas as cláusulas e tudo deve ser feito com dinheiro próprio (ou dívida pessoal). Toda a verba para isso sairá do cofrinho do nosso orçamento familiar, ou do crédito que teremos que contrair.

Trocando o Chefe da família pelo presidente da república, a família pela nação e a entidade pela FIFA, temos a analogia completa. O que, a meu ver, nos leva a uma situação onde a nação se comprometeu a ter um padrão de vida acima das suas posses, padrão FIFA com preço e jeitinho brasileiro! Resultado: dívidas públicas, falta de legado, revoltas, grito das ruas e o futuro custeado por um presente (e passado) muito mal planejado.

Não traga um padrão para sua vida que é insustentável, o seu padrão de vida deve ser tudo que está compreendido entre o valor dos seus custos e dívidas (especialistas apontam para um máximo de 30% da sua renda líquida) e tudo o que investe para seu futuro (no mínimo 10%). O que está no meio disso é quanto deve ser o seu padrão de vida atual, e é você quem deve estabelecer quais são as prioridades para o seu (cada um tem o seu) “padrão FIFA”.

Ah, lembre que mesmo sem o padrão FIFA, somos a pátria de chuteiras, os maiores campeões mundiais entre as seleções, único país a participar de todas as copas, o país com maior número de atletas apontados como o melhor do mundo, e nos últimos anos nossos times são os maiores campeões Sul americanos. Com isso, fica a pergunta: precisamos de padrão FIFA ou será que devemos sempre viver de acordo (ou até um pouco abaixo) do padrão que nosso bolso comporta?

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

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Pagar Aluguel ou “Alugar dinheiro” do banco para financiar seu imóvel?

Publicado em 19/02/2014

O que vale mais a pena, entrar num financiamento imobiliário ou morar de aluguel para juntar dinheiro e comprar o bem sem usar crédito?

Abaixo 8 aspectos financeiros ou não, para ajudar a reflexão do que fazer neste momento.

Se você se planejou e decidiu realizar um dos seus objetivos financeiros na vida e vai comprar um imóvel para morar, em primeiro lugar parabéns, de nada adianta poupar e só sonhar, afinal um objetivo nunca concretizado é só um sonho.  

O senso comum responde rápido que a segurança de ter uma moradia própria não se compara a viver pagando aluguel, pois quem compra está investindo seu capital, pagando a sua casa e quem paga aluguel está jogando fora seu dinheiro para o futuro.

É importante lembrar que na compra financiada além de pagar a casa, está se “investindo” recurso no pagamento de juros ao banco, o que nada mais é do que “alugar dinheiro” do banco pagando caro por isso.

Porém antes de entrarmos no aspecto financeiro vale a reflexão de alguns aspectos do aluguel:

1. Você achou o imóvel da sua vida? Pretende ficar nele até se casar, até ter filhos ou até se aposentar?

Vantagem do aluguel- para quem não sabe por quanto tempo ainda ficará no imóvel ou para quem ainda não tem a família completa e pode inicialmente ficar num menor pagando aluguel até ter condições de comprar o imóvel definitivo.

2.  Você pretende morar nesta cidade até quando? Se vive em um grande centro urbano, quanto tempo passa no trânsito até seu trabalho? Quanto tempo deve continuar trabalhando nessa região?

Vantagem do aluguel- a mobilidade urbana pode ser um grande aliado de quem paga aluguel de um imóvel perto do trabalho. Caso esteja nos seus planos mudar de região ou cidade, será mais fácil fazê-lo caso não precise da liquidez quando tiver que vender seu imóvel.

3. Você tem disciplina para poupar ou “dinheiro na mão é vendaval” e a única possibilidade de formação de patrimônio é pagando carnês?

Desvantagem do aluguel- se esta é a única forma de aumentar seu patrimônio e você não mudará seus hábitos, definitivamente não há benefício no aluguel.

4. Já possui uma reserva financeira para emergências?

Vantagem no aluguel- se ainda não tem esse fundo para eventualidades e não investiu um montante em imóvel, não terá problema de liquidez que você teria caso precisasse vender para “fazer dinheiro”.

Vantagem na compra- caso já tenha essa reserva, não terá problema com a necessidade de venda do imóvel a tempo de cobrir suas necessidades.

Agora vamos pensar nos fatores financeiros:

5. Quero ter uma casa com a minha cara!

Caso queira comprar um imóvel novo para deixá-lo com seu estilo, lembre que você ainda deve levar em conta a instalação de pisos e metais, além da compra de armários e peças de decoração. Estes gastos podem facilmente ultrapassar 20% do valor do imóvel.

6. Consigo poupar pagando aluguel para a casa dos meus sonhos?

Se fixarmos como 0,5% do preço do imóvel o aluguel médio (esse valor pode ser maior ou menor, dependendo dos aspectos como local, idade do imóvel, (des)valorização da região, etc.), podemos entender que qualquer rentabilidade líquida acima deste percentual já faz o locatário economizar ao deixar o dinheiro em investimentos financeiros - a própria poupança oferece 0,5% ao mês líquido + TR, portanto maior que o custo do aluguel isso sem contar a possibilidade de obter melhores retornos com a diversificação do seu investimento.

Porém o ganho acontecerá se você conseguir um retorno líquido sobre seu capital investido, maior do que o banco cobra para financiar um imóvel. Voltamos a ter no Brasil uma taxa Selic de 2 dígitos o que aumenta o custo do empréstimo e dá maior retorno a quem investe, então o conselho financeiro é: faça os juros trabalharem a seu favor e não “alugue dinheiro” do banco se puder esperar para concretizar seu objetivo.

7. O que importa é que a parcela cabe no meu bolso e é isso que importa no planejamento. Será?

Se você se planejou e um dos seus objetivos é a compra do imóvel, sem dúvida a verificação do tamanho da parcela no seu orçamento é fundamental, mas com certeza não é seu único custo, não se esqueça das “despesas extras”.
Para começar, na compra de um imóvel, impostos e taxas podem perfazer cerca de 5% do valor de aquisição:

- taxa de escrituração imobiliária – é paga ao Cartório de Notas, que é o responsável por registrar a escritura de compra e venda.

- imposto sobre transmissão de bens imobiliários (ITBI) – é pago à prefeitura do município onde se localiza o imóvel e em média a alíquota é de 2,5% do valor do imóvel, podendo superar os 3%;

- taxa de registro do imóvel – é paga ao Cartório de Registro Imobiliário;

Como já comentei, os gastos com acabamento e mobília podem facilmente ultrapassar 20% do valor do imóvel.

Caso a aquisição do imóvel seja feita por meio de financiamento, além de juros, você ainda irá pagar por dois seguros (geralmente inclusos nas parcelas), a saber:

- danos físicos do imóvel – o qual protege o imóvel contra incêndio e demais eventos de causa externa. A indenização serve para devolver o imóvel às condições em que se encontrava antes do sinistro.

- morte e invalidez permanente – o qual protege o comprador e sua família em caso de morte e invalidez permanente do comprador. A indenização serve para amortizar ou quitar a dívida;

E ainda uma a tarifa de avaliação de garantia a ser paga ao banco por conta do financiamento, cujo valor gira em torno de R$ 900 e uma eventual tarifa de abertura de crédito.

Por isso fique atento, não é só a parcela que deve caber no bolso, mas todos os custos, inclusive os de moradia, como IPTU, condomínio e manutenção geral.

8. É um ótimo investimento, pois vai sempre se valorizar!

Como um ativo seu preço vai sempre flutuar, mas nem sempre pra cima, imagine que uma favela comece a “florescer” no seu bairro, ou que uma onda de violência tome conta da região ou mesmo o repentino alagamento da sua rua a cada estação chuvosa. Vários fatores vão levar o preço do imóvel para cima ou para baixo.

Recentemente tivemos uma excelente valorização dos imóveis em todo o país o que alguns especialistas chamam de Bolha Imobiliária. Particularmente, acredito no preço flutuante em função de oferta e da demanda, mas não me parece que os preços de capitais como SP, RJ e Brasília devam ter os preços de m² iguais (ou até maiores) do que capitais como NY, Londres ou Paris, são economias, países e principalmente custos de vidas diferentes, mas o “mercado” tem sido soberano.

Nos últimos 5 anos o Brasil foi o país que teve a maior valorização imobiliária, em comparação feita por 54 bancos centrais de todo mundo, o preço médio dos imóveis brasileiros subiu 121,6%, porém essa realidade está mudando nos últimos meses, a valorização no último semestre ficou em 4,6% deixando o país em 22 no ranking do BIS (Banco de Compensações Internacionais ). O mês passado foi o primeiro em que a alta de preços desacelerou em relação ao mês anterior segundo o índice FipeZap  (jan2014 foi de 0,8%) se isso continuar teremos menores valorizações, inclusive já se fala que se forem considerados os descontos nos preços de fechamento das negociações, os preços reais já estão em queda.

Segundo o Creci- SP (conselho de corretores) acumulado até novembro de 2013 a venda de imóveis usados recuou 21,2% no ano, o que aponta uma menor demanda, portanto uma tendência de menores preços.

Em período de recessão da economia assim como outros ativos os preços tendem a não se valorizar.

Espero que isso ajude na reflexão antes de comprar ou alugar. Normalmente a decisão tem como cerne a segurança de ter seu próprio teto, ainda mais por termos um passado muito recente de estabilização monetária e muitas vezes só analisarmos se as parcelas cabem no bolso.

Fique atento aos fatores financeiros e aos não financeiros e assim decida como atingir um dos seus objetivos e não transformando sonho em pesadelo!

Eduardo Forestieri CFP®

Planejador Financeiro

fores@ig.com.br

Economizar é um Ato Sustentável? Todos precisam economizar?

Publicado em 05/02/2014

Você já fez suas resoluções para o novo ano antes de pular as sete ondas, ou antes de ver a queima de fogos no Réveillon, mas quantas delas pretende mesmo cumprir? Ou melhor, quantas delas são compromissos com seu futuro e não só com seu ano?

Sugiro essa reflexão para poder responder a pergunta do título. Se mudarmos algumas atitudes do presente, com certeza teremos mais futuro, teremos uma longevidade sustentável.

Minha conclusão para a pergunta é que sim, todos têm que economizar. Isso vale para quem tem que pagar uma dívida, para quem tem fluxo de caixa incerto, para quem hoje tem uma receita mensal acima dos seus gastos, para governantes, enfim para toda a sociedade.

No último índice disponibilizado pela Fecomercio SP mensurando qual a intenção do consumidor contratar uma linha de crédito, subiu 21,4% em relação a janeiro 2012, isso mostra que houve uma maior despreparação para os gastos de começo de ano, só evidenciando que é necessário economizar para pagar gastos extras como impostos, matrícula, material escolar, seguros diversos, saúde, etc.

Surpreendentemente o cartão de crédito (que já foi tema de uma coluna anterior) foi passado para o segundo lugar como principal fonte de atrasos. Um velho conhecido dos brasileiros, o carnê/ boleto é a principal forma de pagamento que deu origem a dívida segundo a Boa Vista Serviços, empresa de informações financeiras, no último trimestre de 2013. Isto mostra uma evidente evolução na maturidade do consumidor que foge do juro alto do cartão e do cheque especial (que está em último lugar), mas ainda mostra que o financiamento não acontece como fonte de investimentos para renda futura (como o bom planejamento mostra), mas sim para consumo e a linha mais barata deveria ser a mais utilizada. Infelizmente o maior motivo para atraso acontece quando o devedor perde o emprego, daí a importância de se economizar sempre, em momentos de renda estável ou instável, para que isso sustente períodos de adversidade.

Neste verão que quebra recordes atrás de recordes de temperaturas máximas e de baixíssimo índice pluviométrico, toda sociedade terá que fazer economia de água (seja através de racionamento, conscientização ou de incentivo do governo em desconto na conta mensal) para que não haja falta de água e de energia. Este deve ser um ato de economia sustentável tão importante para a sociedade quanto cada indivíduo pensar e economizar para seu futuro, não colocando toda sua expectativa de renda futura na aposentadoria pública. Quem não economiza agora está transferindo a maior parte do seu ônus da melhor idade para que a sociedade sustente, seja ele financeiro, de saúde ou de bem estar.

Como último exemplo, vamos analisar o Governo Federal e o Banco Central, ambos têm dívidas e em 2013 contabilizaram despesas de R$186 bilhões com juros, isso representa 21% de tudo que a sociedade gera de arrecadação ao Tesouro Nacional.  A economia que o governo conseguiu fazer para pagar esses juros foi de R$77 bilhões (portanto 41% da sua dívida), o restante teve que ser refinanciado. Só para contextualizar a taxa básica da economia ( SELIC) está em 10,5%aa e deve subir, portanto está sendo refinanciado de forma mais onerosa ao governo, quem paga essa dívida? A Sociedade brasileira, nós!

A conclusão é inevitável, em todos os casos, quando o indivíduo não guarda para investir no presente (dívidas para necessidades de curto prazo) ou para sua aposentadoria o ônus de alguma forma vai para a sociedade. Quando o governo não economiza para o pagamento de suas dívidas, quem sente é toda a sociedade.

Isso mostra que economizar é um ato sustentável por si só, de difícil sustentação, mas sustentável. Vale refletir e buscar fazer a sua parte.

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Cartão de Crédito: vilão ou amigo do seu bolso

Publicado em 22/10/2013

Se bem usado, o cartão de crédito é um eficiente meio de pagamento para o planejamento financeiro, mas se for utilizado da forma errada pode até levar a falência.

Vou listar abaixo formas de fazer o bom uso e as práticas não recomendadas, mas antes vale lembrar o funcionamento do cartão de crédito que pode ser entendido como uma forma moderna de comprar fiado.  Antes, essa prática, comum ainda em algumas cidades do interior, permitia a compra e recebimento da mercadoria no ato, e o lojista marcava a dívida em uma caderneta que seria quitada todo dia 5 após o recebimento do salário do cliente.

O cartão usa desse mesmo expediente, o cliente compra, passa o cartão e recebe a mercadoria. Neste momento o lojista tem certeza que receberá o valor, mas com um pequeno desconto e em um período futuro (algumas semanas depois) diretamente da empresa emissora do cartão. O cliente que comprou vai quitar sua dívida (não mais com o lojista, mas agora com a emissora) em uma data de vencimento futura (igual todos os meses). Para ter direito a isso o cliente precisa ter seu crédito aprovado previamente e pagar uma anuidade. Caso precise de ajuda para parcelar o pagamento da sua dívida o cartão oferece o adiantamento mensal com juros nada pequenos, afinal não exige nenhuma garantia pelo empréstimo.

Como usar bem:

1.       Concentrando seus gastos você pode ter um melhor controle das despesas variáveis através da fatura. Você consegue saber quanto está gastando com cada item do orçamento (alimentação, combustível, etc.) sem ter que anotar diariamente.

2.       Manter um limite de crédito adequado a sua renda (em torno de 40% da renda líquida) permite não gastar mais do que tem disponível por mês.

3.       Ter apenas uma data de pagamento no mês pode ajuda-lo a poupar o que não vai usar durante o resto do mês

4.       Parcele apenas sem juros as compras nas lojas, lembrando que o limite total do cartão será “consumido” com o valor total da compra e não o valor da parcela no mês.

5.       Programa de recompensa, normalmente cada cartão tem um programa de benefício (milhas, pontos, etc.) que acabam transformando o pagamento das suas compras em benefícios a sua escolha.

6.       Pague sempre o total da fatura, sem parcelar o pagamento.

O que não fazer:

1.       Não pense no cartão como um complemento da sua renda, ele deve ser encarado como um meio de programação de pagamento com o limite adequado.

2.       No seu orçamento mensal não deve existir a linha de despesa “cartão de crédito”. Ele é apenas uma forma de pagamento e as despesas devem estar cada uma em sua linha (alimentação, combustível, etc.).

3.       Evite pagar menos que o total da fatura, ao parcelar você paga juros nada módicos por não quitar sua dívida, são juros compostos que acabam aumentando o valor que você originalmente pagou por cada mercadoria. No Brasil existem dois tipos de cartões, na maioria deles o cliente que atrasa o pagamento paga multa e juros sobre o atraso a partir do dia de vencimento da fatura, mas já existe no mercado local o cartão que cobra o atraso de quem não paga em dia a partir do dia da compra e não do vencimento da fatura. Neste segundo caso os juros são normalmente menores, porém como o atraso é computado desde o dia da compra o período é maior.

A dica para educar seu bolso hoje é essa, o cartão quando bem utilizado é um amigo do bolso, mas ele não é um complemento da sua renda e deve ficar na lembrança que uma dívida só deveria ser feita se for para aumentar o patrimônio e se “couber na sua carteira”.

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Onde e Como Investir Pequenas Quantias

Publicado em 27/08/2013

Pense na cena, o paciente chega ao consultório médico e pergunta:

“- Estou com pouca dor, qual o melhor remédio para essa situação?”

Certamente se o doutor recomendar algo a probabilidade dele acertar será mínima, afinal precisa fazer mais perguntas e conhecer melhor o paciente e sua dor para indicar o melhor medicamento para a doença.

Com investimentos não é diferente, antes de falar sobre mil produtos para chegar ao que é melhor para pequenas economias, o ideal é conhecer melhor e fazer mais perguntas antes de chegar a uma recomendação. 

 

 

 

Alguns bancos e corretoras têm as ferramentas para traçar o seu perfil de investidor, mas vou ajudar a fazer sua própria análise com 6 perguntas , assim você mesmo vai responder o que tem maior probabilidade de ser o melhor para sua pequena economia:

1.       Qual é o objetivo dessa sua economia?

2.       Por quanto tempo você vai (ou pretende) ficar com o recurso aplicado sem precisar gastar?

3.       Quanto pretende investir agora e trazer a mais mensalmente para essa aplicação?

4.       Você se considera: Ansioso, frio como um iceberg ou algo no meio disso?

5.       O que você espera sobre a rentabilidade:

a.       Melhor ganhar pouco e não perder;

b.      Aceito perder pouco e ter a possibilidade de melhores retornos;

c.       Quero ter chance de ganhar mais, mesmo podendo ter perda no curto prazo.

A primeira resposta é a mais importante para termos uma meta tangível, para que você sempre se lembre do porquê o esforço de poupar, mas não indica produto algum ( a não ser que a resposta fosse aposentadoria que te levaria a produtos de previdência).

A segunda te leva para uma escala: se o tempo de investimento é menor do que 1 ano nem pense em produtos diferentes dos mais conservadores ( poupança, fundos DI, CDB’s DI, títulos do governo pós fixados, etc), a partir disso , quanto maior o prazo maior segue a indicação para produtos menos conservadores.

Essa terceira é a única que de cara é relacionada a produtos, pois cada produto tem sua restrição de aplicação inicial, como a pergunta é relacionada a pequenas economias vou mostrar os produtos mais conservadores:

·         para poupança o inicial é bem baixo e o retorno é o mesmo em qualquer banco e não depende do valor investido, seu destaque é a isenção no Imposto de Renda (IR), neste caso o governo não é seu “sócio”;

·         em CDB há produtos iniciando em R$1m ou R$5m, a diferença é que o retorno é melhor quanto maior for o valor investido e quanto mais o banco quiser/puder  pagar e o imposto de renda sobre a rentabilidade só é pago no resgate, quanto mais tempo investido menor a alíquota;

·         Os fundos de investimentos diferem entre sí pela composição das suas carteiras. Outra grande diferença de retorno se dá pela taxa de administração cobrada ( valor pago pelo cliente para que seja feita a gestão dos valores aplicados), normalmente quanto maior o valor a se investir, menor a taxa de administração e provavelmente melhor o retorno. Neste produto há IR a cada 2 vezes por ano e no resgate,  e quanto mais tempo investido menor a alíquota ;

·         Os títulos do governo podem ser negociados via Tesouro direto, a aplicação mínima é baixa, neste caso é importante saber que há datas para vender os títulos quando necessário. Não há taxa de administração, mas sim custos para negociação (compra e venda) e para custódia. O imposto também é decrescente e como os CDBs, recolhem IR apenas nos resgates ou vencimentos. Tanto em fundos conservadores, CDBs e títulos do governo caso a aplicação seja feita por menos de 30 dias parte da rentabilidade e destinada ao pagamento de outro imposto, o IOF (que depois dos 30 primeiros dias é zero).

·         Deixarei produtos mais arrojados ou sofisticados para outro post, mas se você tiver interesse é só perguntar.

A quarta pergunta apenas vai responder qual o seu comportamento em momento de crise ou de oscilação de retorno. Se você não é frio como gelo, não se arrisque em produtos mais agressivos como ações, câmbio e produtos sofisticados.

A última novamente é uma escala, se você não quer perder nada, vá aos conservadores listados acima, se aceita um pouco de oscilação coloque produtos moderados ( multimercados, um pouco de produtos atrelados a inflação ou até pouco de ações), agora se não vai morrer de taquicardia se perder muito para buscar melhores retornos no longo prazo certamente pense em colocar porções maiores em produtos mais arrojados no seu portfolio.

Certamente vale também medir o quanto você conhece dos produtos financeiros e caso precise de ajuda consulte um planejador financeiro, eu estou à disposição para ajuda-lo caso tenha alguma dúvida ou precise educar seu bolso!

Vale a dica: não existe pequena economia, toda economia é válida quanto se tem um objetivo, e seu sonho só será alcançado se você fizer constantes economias, mesmo que pequenas!

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Quarto passo: revisão periódica

Publicado em 10/07/2013

Pronto, seu plano já está feito, você esta cumprindo com disciplina, já pode descansar e relaxar que tudo será realizado, certo?

Isto seria verdade se não vivêssemos num mundo que esta em constante transformação. Como tudo que conhecemos hoje certamente será diferente no futuro, temos que fazer o quarto passo: Revisão dos planos, metas e análise de como estamos evoluindo.

Por exemplo, quando o governo altera a taxa Selic, isso influencia a rentabilidade do valor do investimento feito, assim podemos ter nossos objetivos realizados antes ou depois (dependendo da alteração – aumento ou redução da taxa básica de juros) ou  se você estiver pagando um crédito contraído ( lembre que a recomendação é só usar este artifício para formar patrimônio) essa alteração de juros pode abrir espaço para uma renegociação da dívida a ser paga.

Alterações no fluxo de caixa também acontecem, perda de emprego, promoção com aumento salarial, acertar 6 números na mega sena, ou mesmo gastos não esperados, conserto de carro, gastos com remédios, etc.

Por isso a revisão periódica é fundamental para o acerto de rumo, afinal o planejamento é de prazo longo, portanto quanto mais certos estivermos no caminho mais certeza teremos de chegar ao lugar certo.

Vamos lá, pratique com disciplina, corrija o rumo ao longo do tempo, com certeza o planejamento será a ponte entre seus desejos e suas realizações!

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Terceiro passo: disciplina

Publicado em 20/06/2013

Este é o mais simples e talvez mais difícil dos passos para concretizar um bom planejamento.

Da mesma forma que você se planeja a começar um regime, o primeiro passo não é fácil, mas de nada adiantará se não houver perseverança e após algum tempo o regime for abandonado, seu objetivo nunca será alcançado. Este princípio também vale para suas finanças.

Mantenha a disciplina e se atenha ao plano inicial, quando mais rígido você concretizar as fases planejadas, mais rápido chegará ao seu objetivo.

Mas como os outros passos, isso deve ser feito em conjunto por todos os participantes para que não exista desbalanceamento e todos possam ver claramente o objetivo final.

Portanto vamos lá, não deixe para começar só na próxima segunda e muito menos esmoreça e desanime, o caminho é longo, mas uma vez praticado com disciplina, acarretará inevitavelmente no sucesso em atingir o objetivo traçado.

Traçar metas intermediárias muitas vezes ajuda a atingir objetivos parciais e isso o fará verificar o quanto a disciplina é fundamental e traz resultados!

Agora só falta o último passo para seu bolso ficar completamente educado. Disciplinadamente você deve praticar e colocar a inteligência no seu bolso.

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Segundo Passo: estabelecendo suas metas no tempo

Publicado em 28/04/2013

 

Já está de pé e com o primeiro passo dado, agora é se equilibrar buscar sustentação, analisar suas opções e dar o segundo passo.

Você e todos que compõem o orçamento do seu lar já conversaram e estabeleceram seus objetivos, mas será que é factível realizar todos? Será que todos seus sonhos cabem no seu bolso?

Essa é a hora de estabelecer quais planos serão realizados e quais serão feitos no curto, no médio ou no longo prazo.

Esse exercício normalmente não é fácil, e muitas vezes nos coloca de frente com a realidade de que nossos sonhos não serão facilmente realizados se não nos esforçarmos para cumprir as metas de orçamento, de controle de despesa, de busca por endividamento consciente, e de que todos devem cooperar para que o objetivo comum seja atingido.

É duro, mas também traz a realidade de que daqui pra frente todos podem se enganar, mas não serão mais surpreendidos com finais de meses apertados e sem sobra de caixa para o que precisam, ou com dívidas que não param de crescer (até por que uma das boas metas de curto prazo pode ser acertar sua vida financeira, saindo do vermelho, buscando dívidas mais baratas e tendo sobra de caixa).

Jogue suas metas na linha de tempo (até um ano, de um a cinco anos e acima disso anos) não se esqueça de que daqui a um tempo pode acabar (ou diminuir) a entrada de recursos e com a aposentadoria será necessário ter reservado mais sobra de capital agora, para que o futuro não seja complicado (o quanto antes começar essa reserva melhor).

Estabeleça agora quanto precisará de dinheiro para cada sonho, veja quanto vocês conseguem poupar por mês, quantos meses demorará para que cada meta seja atingida e agora confronte se você tem sobra suficiente ou se precisará rever.

Caso precise rever, são 3 alternativas: diminua a quantidade de metas estabelecendo somente as prioridades, enxugue seus gastos para ter mais sobra ou busque alguma forma de ter mais entradas com uma fonte de renda extra ( nesta última alternativa também existe a opção de endividamento, mas se o planejamento for bem feito e de forma antecipada ela só deveria ser usada para formar patrimônio, numa eventualidade e se a taxa cobrada couber no orçamento e seja possível pagá-la dentro do prazo estabelecido).

Na próxima coluna escreverei sobre o penúltimo passo para colocar a inteligência no seu bolso, até lá!

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

Primeiro Passo

Publicado em 11/04/2013

Primeiro Passo: Aonde meu bolso vai me levar

Você que já se conscientizou da importância da Educação Financeira e leu na última coluna sobre os 4 passos para se planejar pode perguntar: “ E agora o que devo fazer ?”

Simples: é hora de sair da inércia e dar o primeiro passo!

Assim como acontece com um bebê, para essa nova prática não é só se levantar e andar. Deve-se pensar em qual músculo mexer, pensar no que deve ser feito para se manter em pé, como se equilibrar e até se haverá alguém para segurar em suas mãos e mantê-lo de pé.

No planejamento financeiro não é diferente. O primeiro passo parece ( e neste caso é ) muito fácil, é a hora de estabelecer seus Objetivos. Mas apesar de simples, se não for feito de forma estruturada, coletiva, com “gols” alcançáveis, porém desafiadores e principalmente mensuráveis, literalmente não para em pé.

Na prática recomendo que seja feito em conjunto com todos os membros da casa, numa espécie de “mesa redonda” estruturada e liderada por um firme comandante.

Trace todos os seus objetivos e peça para que cada membro também o faça (filhos, cônjuge, enfim todos que dependam ou contribuam para a vida financeira da família).

Lembre- se que gols financeiros podem ser bens materiais (adquirir um carro, uma casa, reformar a casa de veraneio, um videogame, um smartfone, a última versão do tablet), objetivos imateriais (fazer um MBA, estudo dos filhos, doação a entidades filantrópicas, viagem com a família todo ano, ir com o namorado para a praia todo feriado, deixar de andar de transporte público), preventivas (garantir a saúde da família, diminuir os riscos de se viver ou de perda de patrimônio, reservas para eventualidades, garantir sua aposentadoria sem depender do governo ou de familiar) ou até puramente financeiras (sair do vermelho no banco, pagar todos seus devedores, fazer uma poupança, atingir seu primeiro milhão de reais ou ter um patrimônio de imóveis de R$X mil ).

Dei acima alguns exemplos, mas isso é inesgotável e apenas cada um de vocês pode dizer o que é importante para si ou sua família.

Como escrevi lá em cima, esse passo é simples e se esgota assim, colocando todos os objetivos da sua família de forma organizada e em conjunto no papel. O difícil virá daqui pra frente que será estabelecer os objetivos principais e distribuí-los ao longo do tempo (curto , médio e longo prazos), mas esse já é o segundo passo e falo dele daqui a 15 dias na próxima coluna.

Até lá espero que você pratique e dê o primeiro passo para colocar a inteligência no seu bolso.

 Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador financeiro

fores@ig.com.br

4 Passos do Planejamento Financeiro

Publicado em 24/03/2013

Quando queremos fazer uma viagem a um lugar desconhecido, quando um empresário pensa em abrir uma nova empresa ou para todo objetivo que venhamos a traçar, temos mais possibilidade de obter sucesso se fizermos um bom planejamento e o seguirmos com disciplina e com o compromisso de constante revisão de caminhos a serem trilhados para sempre estar no rumo certo.

Com o planejamento financeiro não é diferente, temos que traçar um plano, programar e agindo com disciplina, seguir uma estratégia para atingir os objetivos.

O primeiro passo é traçar suas metas, elas podem ser de longo prazo ( buscar uma aposentadoria tranquila ou chegar ao seu primeiro milhão), médio prazo ( ter grana para fazer uma faculdade, MBA ou mesmo estudo dos filhos) ou até de curto prazo ( sair das dívidas, comprar um carro ou até fazer uma grande viagem).

Com suas metas traçadas comece a pensar em sua vida financeira nos prazos em que você estabelece suas metas. É possível dividi-la friamente em 3 fases, a primeira é de busca pelo equilíbrio de suas contas, a segunda de acumulação e a terceira é o consumo de suas reservas.
Isto é o segundo passo do planejamento: Adequação as fases da vida.
Neste exercício quanto mais razão você colocar frente as emoções mais êxito irá obter, não é fácil pensar que você tem "vida útil" na acumulação de capital e quando você deixa de receber a "mais valia" começa a consumir o que poupou ou passa a depender do governo ou até de algum ente querido para sobreviver, portanto o quanto antes você pensar e atuar neste planejamento, menos você dependerá da sociedade quando se aposentar.

Traçar seus objetivos é fundamental para saber onde quer chegar, mas de nada adianta apenas desenhar o planejamento sem colocá-lo em prática dia-a-dia. Seria como ter o GPS e nunca usá-lo.Este é o terceiro passo : Ação com disciplina!

Mudando os velhos hábitos do passado e com disciplina de colocar todas as ações que suportarão a estratégia traçada em prática, só falta revisar de tempos em tempos o caminho que está se seguindo.
Neste caso, se alguma variável mudou (novos objetivos, mudança de hábito de vida ou mesmo o conhecimento de uma tática melhor e mais atual) é momento de revisar a estrada para concretizar suas metas, se nada mudou é só seguir em frente.
Esta é a última fase, a Reavaliação, deve ser colocada em prãtica de tempos em tempos, assim temos certeza que o plano está sempre atualizado.

São quatro passos que não parecem difíceis : Metas > Fases da Vida > Disciplina > Reavaliação .

Se bem realizados eles colocam suas finanças nos trilhos, mas também devem servir para mudar a forma de encarar a vida econômica, para isso será necessário uma reeducação financeira, sua, dos seus filhos, de toda sua família, escreverei sobre isso nas próximas colunas.

O sucesso só será obtido se você não viver em função dos passos acima, mas sim os utilizar em todas as decisões financeiras no presente, sabendo que delas derivarão o seu futuro.

Pratique, comece agora, são 4 passos para atingir seus objetivos!

Eduardo Forestieri
Planejador financeiro
Fores@ig.com.br
 

Coloque inteligência no seu bolso

Publicado em 10/03/2013

Quinzenalmente neste espaço, a coluna “Educando seu Bolso” terá como principal propósito orientar você e sua família a se relacionarem sabiamente com dinheiro. Vocês encontrarão importantes informações sobre consumo consciente, formas de controlar seu orçamento e planejar o futuro, dicas de como gerenciar suas dívidas ou até tendências e informações de como investir suas sobras. 

E aqui já vai uma primeira sugestão de mudança de pensamento: devemos encarar nossos compromissos financeiros com a máxima responsabilidade agora, pois as decisões que tomamos com nossas obrigações no presente, determinam o quanto teremos sucesso para atingir nossos objetivos e termos qualidade de vida no futuro!

Infelizmente, nós latinos não temos o costume de tratar a educação financeira desde criança ou em família. Mas isso vem mudando, e neste espaço darei as informações para quebrar todo tabu que ainda possa existir quando falamos de dinheiro, para que todos desenvolvam sua capacidade de buscar de forma planejada e inteligente as melhores escolhas financeiras.

Escreverei sobre temas de educação financeira infantil, pensando sobre o momento indicado para começar a dar semanada e mesada, quando as crianças passam a entender o valor do dinheiro e até as formas modernas de controle e acompanhamento de gastos e hábitos financeiros dos filhos.

Outro tema será a educação financeira na família, mostrarei algumas formas de se fazer orçamento doméstico e a importância do envolvimento de todos os membros para traçar objetivos, e como se planejar para alcançá-los durante todas as fases da vida.

Mostrarei também a importância do consumo de crédito e compra conscientes. Temos que mudar o prazer de comprar para o orgulho da compra inteligente e adequado ao nosso bolso.

Convido todos vocês para entrarem nesta jornada de conhecimento, colocando suas “finanças no banco escolar”, educando seu bolso em busca de uma vida financeira saudável!

Pratique, coloque inteligência no seu bolso e atinja seus objetivos!

 

Eduardo Forestieri, CFP®

Planejador Financeiro

fores@ig.com.br