Pessoas & Tecnologia

Índice Uber

Publicado em 23/11/2017

Embora eu não seja um fanático por computadores – muitos até acham, já que falo de tecnologia em meus cursos – sou completamente apaixonado pelas facilidades que aplicativos em geral trazem para nossas vidas.

Li que a revista Veja criou o “Índice Uber”, imaginei que fosse para avaliar como as pessoas estão usando estas facilidades. Não é exatamente para isso o tal índice, mas aproveitei e usei a ideia para filosofar neste artigo.

Preciso então contar alguns casos...

Acabei de chegar de uma viagem internacional, incrivelmente facilitada pelo Google Maps. Estive em Paris e consegui ir a todos os lugares que queria sem pedir uma única informação. Mais, cheguei a ajudar parisienses indicando caminhos!

Há algum tempo comecei a aprender idiomas diferentes, é um gosto que me permito nesta altura da vida (rs). Já sabia inglês, no início deste ano já consegui um bom nível de francês e estou agora me desenvolvendo no alemão - um verdadeiro desafio! Estou frequentando aulas? De forma alguma, o DuoLingo é um ótimo jeito de aprender brincando!

Já imaginou, você em um consultório médico esperando sua vez de entrar? Eu não perco meu tempo lendo revistas velhas, aproveito para fazer uma ou duas aulas rápidas. No DuoLingo as lições são rápidas, divertidas, gostosas, quase como se fosse um jogo. Ah, uma grande vantagem, é totalmente gratuito.

Você gosta de viajar? Eu gosto, e muito! Pois então, que tal conhecer uma cidade diferente vivendo na casa de um morador? Em minhas últimas viagens, fiquei na casa de um americano, de um britânico e mais recentemente de um francês. É fantástico, a experiência é completa! O nome do aplicativo? Airbnb.

O Airbnb, que também pode ser acessado via www.airbnb.com, é usado por pessoas que têm casas grandes e alugam seus quartos. Os valores são muito mais baixos quando comparados a diárias de hotel, o conforto é enorme e existe nos quatro cantos do mundo. O número de quartos disponíveis no Brasil, por exemplo, já é maior do que em toda a rede hoteleira nacional.

Estou indo agora para uma série de aulas em São Leopoldo, por coincidência neste mesmo período acontece uma feira na cidade e os hotéis estão lotados. Pior, a diária triplicou. A solução? Airbnb! Consegui uma suíte em um apartamento de um casal de aposentados, valor incrivelmente baixo e – é inacreditável – bem em frente à empresa em que darei as aulas. É só atravessar a rua.

Em meu dia a dia ainda aproveito:

- RunKeeper em minhas caminhadas e passeios de bicicleta, o app pega no meu pé se não faço exercícios regularmente;
- Citymapper quando uso o transporte público de São Paulo, ele informa o exato minuto em que um ônibus passa no ponto perto de minha casa;
- Easy Taxi para não ficar esperando horas e horas por um taxi;
- LetsPark para encontrar o melhor estacionamento em qualquer ponto da cidade;
- Passbook, da Apple, para nunca mais imprimir passagem de avião ou ficar na fila do check-in no aeroporto.

E por aí vai. Claro, incluo na lista destas facilidades os nossos velhos conhecidos Excel, Word, PowerPoint e Outlook, sempre procurando aproveitar o melhor de cada ferramenta. Elas estão cada vez melhores!

- Excel para fazer mini gráficos e ajudar a tomar decisões;
- Word que facilita a criar pdfs absolutamente profissionais, como seu eu fosse um exímio artista;
- PowerPoint até para editar e retocar fotos;
- Outlook para gerenciar minha vida profissional e pessoal, tudo sincronizado com meu celular.

Está vendo só porque sou fã da tecnologia? E você, como está aproveitando estas inovações em seu dia a dia? Se o “Índice Uber” tivesse sido criado para medir o quanto estamos aproveitando as facilidades tecnológicas ao alcance de nossas mãos, que nota você teria de 1 a 10?

Um abraço grande,


Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519


Treinamentos Pessoas e Tecnologia - Corporativos

. Workshop A arte de falar em público com PowerPoint
. Seminário A utilização inteligente do Word
. Palestra PowerPoint para apresentadores
. Curso Aplicativos Google

 

 

É tudo parte de um todo

Publicado em 04/11/2016

Estava preparando uma palestra para uma grande empresa, seriam quase 80 participantes. Como assunto era produtividade com o apoio do Outlook, e como a ideia era aproveitar ao máximo nosso tempo de aula, começamos a conversar antes por e-mail.

Para minha surpresa e alegria, uma das futuras alunas respondeu assim:

Seguindo suas dicas há anos, tenho trabalhado bastante para que as 24 horas do dia sejam suficientes. Todas as tarefas desejadas são executadas e arrumo tempo até para subir escadas entre uma tarefa e outra. Além disso segui suas dicas e estive em Paris, Nova York e nas Paralimpíadas a um ótimo custo pelo Airbnb.

Era a Xênia, uma amiga, ela havia acabado de entrar na empresa e sempre lê meus artigos.

Nossa, que satisfação. Nestas poucas palavras ela não só relembrou vários de meus textos, como também disse que aproveitou tudo. Que sensacional!

Comecei então a pensar em casos semelhantes. Outro dia em uma aula falei rapidamente sobre meu blog de viagens, www.pessoasetecnologia.com.br/viagens, a curiosidade dos alunos foi imediata. E não foi a primeira vez, em muitos cursos quando toco no assunto o interesse é total.

Em uma destas turmas em que falei sobre o blog, também comentei que ministrava cursos de criação de macros em Excel e que poderia enviar o material para quem quisesse. Falei isso rapidamente, achei que ninguém estava prestando atenção. No dia seguinte, no entanto, muitos enviaram e-mail pedindo a apostila. Que incrível!

Pois então, é por isso que digo que tudo é parte de um todo. Por quê? Vejam meu blog, por exemplo, por que eu o comecei? Tenho feito minhas viagens internacionais sozinho, minha mulher ainda não vai junto. Ainda! Mas eu quero que ela participe de algum jeito, então fotografo os lugares e comento o que sinto. Pronto, sem querer tenho agora um blog. E o melhor, hoje muita gente está acompanhando minhas aventuras internacionais (rs), mas nem de longe pensei nisso quando comecei. É tudo parte de um todo!

Por que compartilho minhas apostilas? Ora, é tão bom ver pessoas interessadas em crescer, em conhecer, eu tenho mais é que ajudar de algum jeito. Sabem o que aconteceu outro dia? Ganhei de uma aluna um excelente material para o aprendizado do espanhol, a língua que estou aprendendo agora – minha próxima viagem é para Madri e Barcelona. Nem acreditei quando vi a qualidade deste material, mas concluí mais uma vez, é mesmo tudo parte de um todo!

Crie! Compartilhe! Contribua! Viva! Você verá como é bom! Tudo flui, tudo acontece, tudo dá certo!

Um abraço grande,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Todo mundo procrastina. Você procrastina?

Publicado em 19/07/2015


Procrastinação é o diferimento ou adiamento de uma ação. Para a pessoa que está a procrastinar, isso resulta em stress, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com a suas responsabilidades e compromissos. Embora a procrastinação seja considerada normal, torna-se um problema quando impede o funcionamento normal das ações. A procrastinação crônica pode ser um sinal de problemas psicológicos ou fisiológicos.
(Wikipedia, 19/03/2015)

De todos os cursos que ministro, um dos mais pedidos é o Gestão do Tempo. Embora celular com Google Maps e Waze tenham tudo para tornar nosso tempo melhor aproveitado, apesar de computadores com Outlook e similares estarem mais equipados para tornar nossa vida mais produtiva, o velho problema da falta de tempo continua.

– Nossa, eu tinha tanta coisa para fazer hoje, mas não consegui fazer quase nada do que queria!

Motivos é que não faltam:

– Demorei horas para chegar, o trânsito está impossível!
– Não aguento mais, minha caixa de entrada tem cada vez mais e-mails!
– Parece que minha vida é só apagar incêndio, o que mais aparece é imprevisto!

Se já está difícil administrar nosso tempo com tudo isso, por que deveríamos piorar a situação? Pioramos, pioramos porque PROCRASTINAMOS.

Nas aulas todos concordam comigo, procrastinar é ruim. O interessante é que ninguém se considera procrastinador. Vamos então refletir, quem nunca abriu um e-mail e depois fechou? Mais, abriu, fechou, marcou como “não lido” e depois tem o trabalho de abrir novamente?

Este é um exemplo perfeito de procrastinação. Procrastinação grave! Sim, porque uma coisa é ADIAR O INÍCIO de uma tarefa, outra é INTERROMPER uma tarefa já iniciada e voltar depois. Isso é retrabalho! Isso é perda de tempo! ESTA É A PIOR DAS PROCRASTINAÇÕES.

Se você abriu um e-mail, resolva! Se não houver tempo para resolver, é porque você abriu o e-mail na hora errada. A solução é simples, só abra e-mails na hora em que você sabe que pode resolvê-los. Senão você irá PROCRASTINAR!

A melhor hora de abrir e-mails não é no início do dia, antes do almoço, no meio da tarde ou antes de ir embora. A melhor hora de abrir um e-mail é aquela em que você pode terminá-lo!

Cá entre nós, olhando a pessoa que enviou o e-mail, lendo o assunto, não dá para antecipar o que precisa ser feito? Claro, há exceções, mas em geral sabemos o tamanho da encrenca antes de abrir um e-mail (rs). Ora, se é assim, por que abri-lo quando não for possível agir? Não abra!

Tenho falado sempre sobre esta procrastinação em minhas aulas, felizmente a maior parte dos alunos “compra” a ideia e encontra a hora certa de tratar seus e-mails. Sabe o que conseguem ao final do dia? UMA CAIXA DE ENTRADA VAZIA!

Não vou negar, é difícil criar este hábito de só abrir e-mails na hora certa. Muitos conseguem, muitos não. Em que grupo você está?

Um abraço grande,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Quando você está, você está

Publicado em 30/03/2015

O convite foi para uma palestra na Câmara Americana, o assunto seria produtividade e novas tecnologias. Gosto muito destes eventos, claro que aceitei de imediato.

Desde que comecei a falar em público, tenho um hábito que faço questão de manter: chegar cedo. Posso assim testar os equipamentos, sentir o lugar e - principalmente - conversar com os participantes antes do evento. A primeira conversa foi muito estimulante:

– Eu o conheci há muitos e muitos anos, você também falou sobre tecnologia em um curso que aconteceu em vários sábados consecutivos, sua aula foi inesquecível. Assim que vi seu nome para a palestra de hoje, fiz correndo minha inscrição!

Viu, não valeu a pena chegar cedo? Uma frase como esta é a alegria de qualquer palestrante. Com o coração alegre e batendo forte, cheguei perto de uma outra pessoa, a Martha, ela sempre participa de meus eventos. Fiquei curioso com um caderno em sua mesa, ela percebeu e foi logo contando:

– Levo este caderno em todas as suas palestras e aulas, anoto tudo o que acho importante!

Nossa, que exemplo. Muitas pessoas participam de palestras e ficam nisso mesmo, apenas participam. A Martha APROVEITA o evento, registra o que agrega, faz valer seu tempo. Quando tem alguma dúvida sobre o que foi falado, consulta suas anotações.

O que é muito comum hoje é exatamente o contrário, é o chamado PRESENTEÍSMO: as pessoas estão em algum lugar, mas na verdade não estão. Conversam com outros pelo WhatsApp, consultam o Facebook no celular, pensam no que vão fazer quando saírem dali ou simplesmente não prestam atenção a tudo que as cerca. De que vale então ir a algum lugar?

Esta palestra na AmCham – felizmente – contou com um público de “Marthas”, todo assunto que eu começava provocava várias e várias perguntas. Falei do OneDrive, um serviço da Microsoft para guardar seus arquivos na nuvem. É seguro? Todos podem usar? Qual o valor?

Falei então sobre um curso de francês à distância que estou fazendo, o aplicativo é o DuoLingo. Fantástico, porque começo uma aula no computador, continuo no taxi via celular e termino no tablet no aeroporto. Que praticidade! Qual o nome mesmo? É só para francês ou há outras línguas? Você está mesmo aprendendo?

Mostrei então como agilizar o trabalho com e-mails e criar respostas rápidas para aquelas mensagens que mais aparecem no dia a dia. Pronto, as perguntas dispararam! E só na versão 2013? Posso colocar o logo da empresa? Por que ninguém mostra estas facilidades lá no meu trabalho?

Que bom, estas pessoas realmente aproveitaram seus tempos. Eu também! E o caderno da Martha ficou bem recheado!

Ah, se você esteve no evento e não foi uma “Martha”, ou se você quiser saber como criar estas tais respostas rápidas no Outlook, fique à vontade para baixar a apostila Formação Outlook e ver a explicação detalhada a partir da página 64. Você verá porque o pessoal gostou tanto do assunto na palestra.

Um abraço grande.

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Quem é você

Publicado em 19/12/2014

Estava ministrando o treinamento Gestão do Tempo quando um participante disse:

- Fernando, tudo muito interessante o que você está falando para melhorar nossa produtividade, só que nada disso funciona em nossa empresa! Não adianta eu planejar as prioridades de meu dia, meu gestor sempre aparece com urgências.

Interessante foi a reação dos demais alunos, todos discordaram. Disseram que as ideias faziam sentido e que certamente o trabalho seria muito eficaz a partir daquela aula.

Comecei a prestar mais atenção neste aluno, queria entender melhor suas razões. Primeiro, lembrei de algo muito marcante: ele havia chegado bem atrasado à aula. Ao longo do treinamento, saiu da sala várias vezes. Além disso, sempre que eu mostrava um conceito bem importante na aula, ele estava distraído olhando alguma coisa em seu celular.

Ainda nesta mesma semana, ministrei outro treinamento, Excel e PowerPoint a favor do RH. Outro aluno, ou aluna neste caso, também chamou minha atenção: ela respondia praticamente todas as minhas perguntas. Melhor, respondia certo, embora quase não tivesse experiência com Excel e PowerPoint.

Depois de um tempo, até comecei a elogiar a aluna. Eu tinha que elogiar, nunca havia encontrado alguém com um raciocínio tão bom assim, alguém que mostrasse uma lógica tão boa no trabalho com planilhas e slides. Ela não concordava com os elogios, dizia que eu estava exagerando.

Será que estes dois alunos sabem quem são? Será que eles têm consciência de seus pontos fracos e de suas competências? Já pensou quanto o primeiro aluno poderia melhorar se percebesse que o problema estava com ele e não com o gestor, a equipe ou a empresa em que trabalha? E a aluna modesta, não seria muito bom ela ter consciência de suas próprias capacidades?

Sinceramente, acho que o aluno problemático não mudará muito – ele não quer! Por outro lado, a aluna modesta foi a alegria de minha semana. Deu gosto dar aula para ela. Mais, tenho certeza de que agora ela tem mais consciência de quem é. Insisto, deu gosto dar aula para ela. Valeu mesmo minha semana!

E você, sabe quem é?

Um abraço grande.

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Trilegal

Publicado em 08/12/2014

Acabei de chegar de alguns cursos no Rio Grande do Sul. Bom, a verdade mesmo é que cheguei de um belo passeio. Foi uma experiência incrível e inesquecível. De trabalho e de vida!

Pois é, este meu trabalho é um privilégio. Já pensou, fui contratado para ministrar o evento “A arte de falar em público com PowerPoint” no Rio Grande do Sul, o trabalho virou também um belo passeio e ainda conheci pessoas sensacionais.

Falar em público não é algo muito fácil para muita gente, muito menos usar slides PowerPoint para facilitar o discurso. Muitos preparam slides burocráticos, com excesso de informações e os slides mais atrapalham que ajudam.

Mesmo aqueles que já fazem ótimos slides, com uma excelente combinação de palavras e imagens, que conseguem criar uma boa sequência início-meio-fim, às vezes pecam por não aproveitá-los. Falam como se os slides nem existissem, no máximo apontam uma caneta laser para o telão.

Uma boa apresentação em público requer muita interação: apresentador interagindo com a plateia e a plateia com o apresentador. Mais - e aqui está o diferencial – o apresentador deve interagir também com os slides. É para isso que eles foram feitos! Não é só isso, a plateia também deve interagir com os slides.

Meus alunos das várias turmas no Rio Grande do Sul entenderam esta lógica. Entenderam porque participaram muito das aulas, perguntaram bastante e até discordaram de alguns pontos. Discordâncias são muito sadias, principalmente se levam todos – professor e participantes – a chegar a uma conclusão única da turma.

É por isso que considero meu trabalho um privilégio, os alunos aprendem comigo e eu aprendo com eles. Sempre! Não foi à toa que um participante se aproximou no final de uma das aulas e disse:

- Foi o melhor curso que fiz na vida!

Nem preciso dizer o quanto um sentimento de realização profissional tomou conta de mim! Dá ou não dá gosto ter alunos assim?

Se tudo isso não bastasse, ainda conheci São Leopoldo, Novo Hamburgo, Santa Maria e ainda revi Porto Alegre. As várias turmas aconteceram de 5ª. a 2ª. feira, o que me permitiu aproveitar o final de semana.

A viagem foi tão marcante que resolvi colocar tudo em um blog em que registro minhas viagens: www.pessoasetecnologia.com.br/viagens.

Só tenho uma palavra para expressar meu estado de espírito após toda esta experiência: TRILEGAL!

Um abraço grande.

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Criança Feliz

Publicado em 23/10/2014

Cheguei de uma viagem fora do país na 5ª. feira, tive uma aula já na 6ª. e uma festa de aniversário no sábado. A viagem foi intensa, a volta ao Brasil também!

No primeiro intervalo da aula da 6ª. feira um aluno comentou:

- Gosto muito de suas aulas, são dinâmicas, gostosas de assistir e aprendemos muito. Sempre!

Gostei muito da viagem que fiz, mas uma volta ao Brasil com uma opinião destas fez eu gostar ainda mais da volta.

A festa no sábado foi para comemorar o aniversário de nove anos do filho de um grande amigo. Em algum momento a mãe dele se aproximou:

- Que bom ter você aqui. Você sabia que o dia da festa foi escolhido por sua causa? Deveríamos ter feito a festa algum tempo atrás, mas o Matheus queria porque queria que você viesse!

A viagem que fiz foi sensacional, tive a chance de conhecer lugares lindos e pessoas de vários paises. Mas quer coisa melhor do que voltar sabendo que uma criança de nove anos fazia questão de minha presença?

Fiquei aqui pensando, por que será que o Matheus queria que eu estivesse na festa? Eu praticamente não iria interagir com ele, afinal haveria muitos amigos e certamente eles iriam brincar bastante.

De fato, cheguei à festa e nem vi o Matheus, ele esteva jogando bola com as demais crianças. Só depois de um tempo ele apareceu e ... veio correndo me abraçar. Nem preciso dizer que precisei segurar as lágrimas de alegria.

Hoje, escrevendo este artigo, talvez eu tenha chegado à conclusão que meu jeito de professor, elogiado por aquele aluno na aula da 6ª. feira, seja também uma explicação para este sentimento do Matheus. Como professor, aprendi a enxergar as necessidades dos alunos. Como professor, acredito que eu consiga entender o Matheus sem ele nem precisar falar alguma coisa.

Outro dia, por exemplo, eu estava com o Matheus e o pai dele comendo pastel. O dele era de queijo, mas eu senti que ele ficou com vontade de experimentar o meu, de carne. Ofereci e ele comeu um pedaço. Ofereci novamente e ele comeu mais um pedaço. No final, acho que comi menos da metade (rs).

Naquela aula da 6ª. feira, houve um momento em que percebi uma dúvida em um aluno. Ele nem perguntou, nem falou alguma coisa, mas assim mesmo a expressão de dúvida era clara. Eu pedi então para ele perguntar em voz alta o que estava pensando. Ele levou um susto, não sabia que estava sendo assim tão transparente, mas fez a pergunta. E eu respondi!

Este é um dos grandes ganhos que a vida me proporciona. Ser professor, entender as necessidades das pessoas, e muitas vezes poder ajudar, é de uma alegria que não tem preço. Que bom!

Um abraço grande.

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Será que nunca vou parar de aprender

Publicado em 22/09/2014

Fernando, não seria melhor usar o recurso de acompanhamento do Outlook para fazer follow-up de meus e-mails?

Ministro um curso de gestão do tempo há muitos e muitos anos. São várias as empresas que já solicitaram este treinamento, os públicos são os mais diferentes possíveis, por isso mesmo já perdi a conta de quantas vezes já reestruturei a aula.

Pois então, na semana passada eu havia acabado de explicar um dos conceitos essenciais da gestão do tempo – a centralização de todas as atividades diárias em um único local – quando uma aluna falou sobre o recurso de acompanhamento do Outlook.

Vibrei com a pergunta, ela me deu a chance de tornar ainda mais clara minha explicação – e os argumentos para colocar em prática minha recomendação. Nunca havia pensado em dar um exemplo relacionado à pergunta que aquela aluna fez. Que sensação maravilhosa eu tive na aula.

Sinto-me uma pessoa privilegiada. Trabalho nas mais variadas empresas, cada uma em uma cidade e estado diferente do Brasil, conheço pessoas novas o tempo todo, visito lugares novos, ajudo pessoas a tornar suas vidas melhores – e ainda ganho para fazer tudo isso! Sou ou não sou um privilegiado?

Situações novas que ajudam a melhorar os cursos acontecem o tempo todo. Na semana anterior à pergunta que abre este artigo, estava eu ministrando um curso sobre a arte de falar em público. Veio mais uma pergunta:

Eu falo bem, não fico envergonhada, conheço o assunto, não sou tímida, mas percebo que as pessoas riem de mim em minhas palestras. O que será que há de errado comigo?

Que desafio! E que oportunidade nova de aprendizado! Foi só eu pedir para esta aluna levantar e explicar algo para mim e para a turma na frente da sala que percebi a raiz do problema. Ela faz apresentações em reuniões, mas usa uma linguagem típica de professora de crianças:

Nosso tema hoje é sobre os procedimentos de segurança, este é um assunto muito...

Vejam, ela não termina a frase, fica esperando alguém completar ... tal como faz uma professora. Uma professora em uma turma de crianças está muito certa em fazer isso, mas um profissional em uma reunião de negócios deve usar abordagens mais corporativas.

Nem preciso dizer o quanto esta aluna ficou contente quando conversamos sobre tudo isso. E eu descobri mais um assunto para colocar em minha aula de oratória. Não é mesmo muito bom tudo isso?

É, acho que nunca vou parar de aprender! Que ótima notícia!

Ah, a propósito, em vez de usar o recurso de acompanhamento do Outlook, os follow-ups são muito mais eficazes quando inseridos no calendário, e não na caixa de entrada. Mas este é um tema extenso demais para abordar em um artigo como este. Quem quiser mais informações, fique à vontade para enviar e-mail e pediu uma apostila completa com todas as considerações necessárias.

Um abraço grande.

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Estrelas do amanhã

Publicado em 25/08/2014

Fernando, estamos com uma turma de jovens aprendizes aqui na empresa, você poderia fazer uma palestra para eles?

Assim começou o convite que recebi há alguns meses para o evento “Estrelas do amanhã”. Nossa, jovens aprendizes? Fiquei preocupado, afinal estou acostumado com funcionários já atuantes no mercado. O que falar para garotos e garotas que nem mesmo estão trabalhando?

Um desafio! Um desafio estimulante! Tão logo aceitei – eu tinha que aceitar – percebi um novo desafio.

Eles já fizeram vários cursos de formação, o pacote Office completo foi um dos temas!

Pronto, complicou, tecnologia é um dos assuntos que mais gosto de falar! E agora? Queria muito fazer uma palestra para eles, seria muito gratificante falar para um público tão assim no início da vida!

Quando todos temos vontade, quando todos queremos realmente encontrar uma solução, ela aparece. Achamos uma!

Se há algo que gosto ainda mais do que tecnologia, é a reunião de PESSOAS e TECNOLOGIA. Sabem qual foi meu tema? Construção de currículos no Word! Era tudo o que eu queria. Para melhorar, ainda pensamos em estender um pouco mais a parte comportamental, eu falaria também sobre entrevistas de empregos. Sensacional!

A palestra aconteceu há alguns dias, não vou negar que estava tenso, ainda mais que o evento foi em um sábado. Como prender a atenção, como motivar vários jovens em plena manhã no início do final de semana?

A tensão começou a diminuir quando soube que nenhum jovem foi obrigado a participar da palestra, deveria ir apenas quem quisesse. Muitos foram! Motivados, bastante motivados! Foi uma sensação indescritível!

Eu falava, eles perguntavam. Eu mostrava algo, eles queriam saber mais. Eu dava uma ideia, ninguém negava – pelo contrário, eles ACRESCENTAVAM! Que exemplo para todos nós! Até o assunto mais comportamental, a entrevista de emprego, fez sucesso.

Não sei se por causa deste evento – provavelmente sim – algo mudou. Já ministrei três novos treinamentos depois, falei sobre slides eficazes em uma empresa, gestão do tempo em outra e oratória em mais uma. Parece que a adesão do público foi ainda maior do que de costume, acho que os jovens me contaminaram, devo ter mudado algo em minhas aulas! J

Não falei ainda da cereja do bolo: eles continuam a conversar comigo por e-mail. Que bom, este pessoal não para. Recebi ontem uma mensagem:

Gostei muito da palestra, o CD que recebi será muito bem aproveitado. Você disse que poderíamos enviar nosso currículo caso precisássemos de uma opinião ou sugestão. Pois bem, estou aproveitando essa oportunidade e enviando o meu. Ficarei muito grata se tivesse um tempo para analisá-lo!

Notaram o trecho “estou aproveitando essa oportunidade”? Pois é, temos muito o que aprender com estes jovens!

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Fair Play

Publicado em 28/07/2014

Em algum momento durante os jogos da Copa do Mundo – e MUITO ANTES daquele jogo com a Alemanha – comecei a questionar meu comportamento. Será que estava certo torcer...
... por um jogador que não consegue fazer uma jogada competente e em vez disso se joga tentando ganhar um pênalti?
... por um goleiro que dá um pontapé desnecessário e maldoso no adversário?
... por um lateral que vê a bola sair do campo e insiste com o bandeirinha que não saiu?

Apoiando jogadas assim, não estaria eu concordando – apoiando – atitudes desonestas? No caso do goleiro que deu um pontapé maldoso, não estaria eu apoiando um ato criminoso?

Nos muitos textos publicados durante os jogos, um particularmente me impressionou. Há algum tempo houve um jogo no Maracanã em que uma torcedora jogou um rojão dentro do campo, próximo ao goleiro Rojas, que ficou todo ensanguentado. A cena foi impressionante. O que eu não sabia é que depois foi provado que o tal goleiro tinha uma lâmina e havia cortado seu pulso de propósito! Ele havia premeditado esta situação! Dá para acreditar nisso?

Não quero parecer ingênuo ou até mesmo puritano, mas será que torcer em jogos assim não é o mesmo que apoiar atitudes “leve vantagem você também” na vida? Na família, nas empresas? O que você acha de alguém que ouve a boa ideia de um colega e a apresenta a seu gestor como se fosse sua? Não lembra o goleiro criminoso?

De forma menos explícita, “leve vantagem você também” não é o que pensa quem vai a um treinamento só para não trabalhar naquele dia? Será que esta pessoa está sendo honesta com a empresa? Pior, está sendo honesta com ela mesma? Ela está mesmo levando vantagem?

Felizmente resolvi continuar torcendo, senão não teria visto...
... um jogador chutando a bola para fora só porque viu um adversário caído e precisava parar o jogo para a equipe médica entrar!
... os jogadores de Grécia e Costa Rica se cumprimentarem após uma boa jogada!
... o goleiro alemão Neuer ser derrubado em mais um lance maldoso, levantado de imediato – nem pensou em reclamar com o juiz – chutado a bola para frente e a Alemanha quase marcar um gol!

Pois é, o time do Neuer venceu a Copa. Pois é, a Copa deixou muitas lições! Que bom ter visto os jogos!

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Todos juntos vamos

Publicado em 17/06/2014

Não sou muito ligado em futebol, mas em época de Copa do Mundo é impossível resistir. De fato, não resisto, participo! Gosto muito!

Sei que há muitas controvérsias (capital investido, prioridades do governo, enormes carências da população, alienação das pessoas...), mas o fato é que a Copa está aí. Nosso país é agora observado pelo mundo inteiro, temos mais é que torcer a favor. A favor do Brasil nos jogos e principalmente torcer pelo sucesso da Copa.

Temos visitas em casa, nosso papel agora é tratá-las bem, é torcer para que tudo dê certo. Depois certamente precisaremos resolver os assuntos que incomodam. Senão vira alienação, e aí de nada adiantou o sucesso na Copa.

Como não entendo muito de futebol, o que mais chama minha atenção são as demonstrações de profissionalismo, competência, emoção e envolvimento. Como não torcer a favor da Copa quando vemos:

- Um Thiago Silva tentando conter as lágrimas antes do primeiro jogo do Brasil contra a Croácia? Ainda mais ele, que venceu uma forte tuberculose depois de seis meses de hospital e um ano sem jogar;

- A torcida continuar cantando o hino nacional brasileiro mesmo após o fim da execução oficial no Itaquerão? Só depois soube pela imprensa que a torcida do Brasil já havia agido assim na Copa das Confederações ano passado;

- Um Robben fazendo para a Holanda um dos gols mais bonitos que já vi na vida, quando ele se enche de energia e garra, corre metade do campo mais do que ninguém, dribla um goleiro, dribla dois jogadores de defesa e marca um gol?

(Nossa, quem diria? Eu, que não conheço muita coisa de futebol, escrevendo quase como um cronista esportivo ... rs. Ah, não vou dizer que derramei uma ou duas lágrimas com este lance do Robben porque fico meio sem jeito...);

- Uma Austrália contornar sua falta de técnica, a fama de adversário fácil, e dar um trabalho enorme para o Chile? A garra dos jogadores foi emocionante. Um deles, Cahill, é um exemplo enorme de vontade e força. E olha que não sou ligado a futebol...

- Uma Costa Rica estar por enquanto em primeiro lugar em um grupo cercado de times muito mais consagrados (Uruguai, Inglaterra e Itália)?

- Os torcedores brasileiros cantarem, em todos os jogos, em alto e bom som, “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...”.

Temos mais é que viver o momento! Viver com paixão, com força, como se estes momentos nunca mais fossem se repetir. Na verdade, não se repetirão, o tempo passa e não volta. Por isso que precisamos aproveitar cada minuto de nossas vidas.

Pausa para explicação. Escrevo normalmente sobre meu trabalho como professor e as experiências vividas em salas de aula nas empresas clientes. Estamos quase no fim deste artigo e o assunto foi só futebol. O que tudo isso tem a ver com treinamentos empresariais?

TUDO! Se todos nós, professores e alunos, tivermos a garra, a emoção, a vontade e a força vistos em vários momentos da Copa do Mundo, certamente nossas vidas – pessoais e profissionais – serão muito melhores.

Frases como “nossa, esta aula vai mudar minha vida” ou “nunca este assunto ficou tão claro como hoje” são tão emocionantes quanto estes momentos mágicos da Copa. De fato, ouvi estas duas frases agora em junho, é por isso que estou em estado de graça!

Bons jogos para todos! Bons trabalhos para todos! Boas vidas para todos!

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Aula desafio

Publicado em 21/05/2014

Ministro cursos há 30 anos, felizmente os resultados são sempre muito bons. Nesta semana passada estava eu em mais uma turma, o curso era Excel em nível intermediário, a turma era tão boa que resolvi DESAFIAR os participantes.

Impressionante como deu tudo tão certo! Era a parte final da aula, os objetivos já haviam sido alcançados – os conceitos estavam claros –achei que devia PROVOCAR a turma. Sim, porque uma coisa é explicar os assuntos previstos, outra é verificar se os alunos REALMENTE aprenderam!

Criei uma planilha DESAFIO, mostrei no telão e orientei:

– Bom, pessoal, já vimos muitos recursos interessantes até aqui. No dia a dia será preciso então ESCOLHER qual o recurso mais adequado para a resolução de um problema. Estão vendo esta planilha no telão? Pois bem, o DESAFIO é escolher o recurso certo para fazer o cálculo necessário para a última coluna. Que recurso é este?

Foi impressionante ver a reação das pessoas. Era final de aula, um momento em que muitos estão naturalmente cansados, mas as pessoas ficaram altamente animadas. Foi um dos finais de cursos mais instigantes que já vi em 30 anos de profissão.

Em um primeiro momento, várias pessoas ficaram no escuro, ninguém conseguia pensar na resposta certa. Depois alguns alunos foram tentando e testando alternativas, mas sempre pelo caminho mais demorado. Até encontraram a resposta, mas com muito tempo investido.

Como eu continuei DESAFIANDO, dizendo que haveria solução mais eficazes, eles – ainda altamente motivados – continuaram tentando. Para minha alegria, aos poucos, TODOS os alunos foram descobrindo a melhor alternativa – e sem que eu desse qualquer pista.

Que sentimento de realização para eles! Que sentimento de realização para mim!

Pois é, vivendo e aprendendo. A partir de agora, certamente criarei mais situações de desafio em sala de aula. É por isso que gosto muito desta profissão!

Bons desafios a todos!

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Escrever bem: um desafio

Publicado em 05/05/2014

Meu artigo mais recente, “Nervos à flor da pele”, provocou reações que nunca poderia imaginar. Revendo resumidamente os pontos tratados:

- Acertei com um parceiro a gravação de vídeos à distância;
- Dois dias depois, três clientes solicitaram cursos presenciais;
- Não teria como fazer tudo com qualidade, disse ao parceiro que não poderia gravar os vídeos;
- A reação dele foi intensa, questionando meu comportamento e rompendo o relacionamento.

Meu objetivo principal no artigo foi questionar reações fortes, muitas vezes sem uma boa reflexão. Recebi vários e vários e-mails de apoio, mas também recebi críticas:

- Entendo seu parceiro, eu também não gostaria de ter contratado um serviço com você e dois dias depois saber que o trabalho não seria feito;
- Como sua decisão impactou o negócio do parceiro? Talvez ele estivesse apostando todas as fichas no novo projeto;
- Uma conversa teria resolvido a situação. Por que vocês não adiaram o início do projeto?

Fiquei muito preocupado com estes comentários, expliquei cada um deles – primeiro para mim mesmo e depois para os leitores.

Usei a palavra “parceiro”, deveria ter dito “amigo”. Sim, a pessoa em questão era um amigo. A gravação de vídeos não era a contratação de um serviço, era sim uma conversa na mesa de um restaurante, tratamos de um possível bom projeto. Sem prazos, sem planos, sem qualquer tipo de análise. Só que nada disso estava explicado em meu artigo.

Gravar vídeos seria mais uma atividade para meu parceiro, ele já tem há anos várias outras em andamento. Mais ainda, eu seria apenas um dos professores que teria aulas gravadas, meu amigo já havia abordado o assunto com outros palestrantes. Só que nada disso estava explicado em meu artigo.

Até propus a retomada do projeto em um futuro próximo, só que não falei disso no artigo.

O irônico é que, talvez pressentindo algumas reações contrárias, pedi a opinião de minha mulher. Ela gostou, achou que estava tudo bem. Só que ela sabia que meu parceiro era meu amigo, que ele desenvolvia outros trabalhos e que minha ideia era retomar a gravação de vídeos em algum momento.

É, escrever bem é um desafio! Há mais uma ironia aqui: sou professor, muitas de minhas aulas falam sobre a arte de escrever bem. Mas este meu texto não foi bem escrito, é por isso que toco no assunto agora. Reconhecer um problema é um passo essencial para resolvê-lo.

Aprendi as lições: escrever, ler, reler, ler novamente! Tentar antecipar todos os lados de uma situação. Pedir para alguém analisar o texto, mas alguém sem qualquer tipo de envolvimento com o assunto. Ler de novo, principalmente se o texto for muito importante.

Conheço um engenheiro que prepara relatórios, mas só os entrega depois de sua esposa analisá-los. E ela nada entende do assunto, ela trabalha na superintendência de um grande banco. Se ela achar o texto coerente, fluido, profissional, então o engenheiro fica satisfeito.

Vivendo e aprendendo!
 

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Nervos à flor da pele

Publicado em 07/04/2014

Iria gravar cursos à distância com um parceiro, nós os ofereceríamos em um portal de educação. No entanto, esta nossa vida é muito dinâmica, dois dias depois três clientes solicitaram – ao mesmo tempo – cursos presenciais, eu não conseguiria gravar os cursos online. Enviei e-mail ao parceiro:

– Márcio, três clientes solicitaram cursos presenciais e personalizados, terei que investir bastante tempo na preparação, não conseguirei gravar os vídeos.

Note que esta mudança de planos aconteceu apenas dois após nossa conversa, nada de fato havia sido feito. Não havíamos definidos que cursos gravaríamos, como os divulgaríamos, nem mesmo como seriam ofertados. Mesmo assim, o Márcio reagiu:

– Você é ganancioso, é só aparecer um cliente com um projeto novo e você abandona o velho!

Fiquei chocado com a resposta, até por isso eu a compartilho neste artigo. Em nenhum momento pensei na remuneração envolvida, minha única preocupação foi a qualidade. Os cursos solicitados requerem personalização, preciso de tempo para desenvolver bons treinamentos. Não posso – não vou – ministrar aulas ruins. Aliás, a qualidade dos cursos à distância também seria ruim, já que não teria tempo adequado também para eles.

Por que será que muitas vezes só olhamos um lado da situação? Por que não conseguimos nos colocar no lugar da outra pessoa e entender suas razões? Por que será que o Márcio não entendeu meus motivos?

Bom, mas espera aí, por que será que EU não entendi os motivos do Márcio? Ele contava comigo para desenvolver um projeto, talvez ele já tivesse dedicado algum tempo na estruturação de nosso novo produto – afinal nossa conversa havia sido há dois dias. Provavelmente o Márcio já tivesse feito alguns cálculos e já tivesse concluído que tínhamos algo muito bom para oferecer.

É fato! Certamente ele ficou frustrado, não tiro a razão dele. Mas também acredito que “ganancioso” não seja a melhor palavra para definir a situação. Talvez ele devesse ter dito algo como “estou frustrado, muito frustrado, mas não posso negar que você está sendo profissional – profissional a ponto de abrir mão de um grande projeto, tudo em nome da qualidade dos cursos que você já ministra agora”.

Será que estou certo? Será que estou errado? É, acho que estou certo! Melhor, tiro a palavra “acho”, mudo a frase para “estou certo”! Sei o que estou fazendo, sei o que meus clientes querem e precisam, só ficarei satisfeito se oferecer aulas com muita qualidade. Para isso, preciso de tempo – um bom tempo – para desenvolver os cursos certos para estes clientes.

Mas o Márcio estava mesmo com os nervos à flor da pele. Ele ainda escreveu no e-mail:

– Fernando, não conte mais comigo para absolutamente nada. Passar bem! Não faça mais contatos comigo, acabou aqui!

Repito uma frase anterior, por que será que as pessoas têm dificuldade de se colocar no lugar dos outros? Acredito que eu até entenda as razões do Márcio, infelizmente ele não entende que nunca abrirei mão da qualidade de minhas aulas. Em hipótese alguma!

Não seria melhor se aprendêssemos a analisar todas as variáveis de uma situação?
 

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

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Resistência

Publicado em 10/03/2014

– "O que mais me irrita é ouvir em uma reunião “Isso sempre foi feito assim”. Satya Nadella, novo presidente da Microsoft.


– "As pessoas são muito abertas às coisas novas, desde que sejam feitas do jeito de sempre". Charles Kettering, fundador da Delco, fabricante de baterias.

Dentre os treinamentos que ministro, alguns são bem comportamentais, implicam MUDANÇA DE ATITUDE. Ah, como é difícil experimentar alternativas. Mesmo aquelas pessoas que se acham abertas a novas soluções, no fundo gostam de fazer tudo do jeito que sempre fizeram.

No evento “O Outlook como ferramenta de PRODUTIVIDADE”, já sabendo da resistência tradicional das pessoas, começo falando que é natural do ser humano resistir às novas abordagens, que muitos na sala vão pensar – ao longo da aula – algo como “mas eu faço de outro jeito”.

Claro, todos já fazemos tudo do nosso jeito. Mas em um treinamento comportamental a ideia é discutir jeitos diferentes de fazer as coisas de sempre, talvez com grande chance de maior produtividade. Mesmo assim, após 30 ou 40 minutos de diálogo com os alunos, alguns já reagem: “ah, mas eu já faço de outro jeito!”. Eu sei, todos fazemos!

Outro dia, em um evento sobre eficácia em reuniões, uma pessoa na sala falou “eu discordo de você” quase o tempo todo. Eu poderia estar errado em meus argumentos, admito, todos somos humanos. No entanto, em uma turma com 25 pessoas, só uma pessoa discordava o tempo todo, as demais estavam gostando – e muito – das ideias apresentadas. O que será que levava aquela pessoa em particular a resistir tanto?

Sei que eventos comportamentais, que envolvem conceitos como produtividade, eficácia e mudança de atitude, estão sujeitos a este tipo de resistência. Afinal, insisto, envolvem mudança de atitude. É, mas outro dia em um curso totalmente técnico, Excel Avançado, mostrei uma forma alternativa de fazer gráficos em Excel. Não deu outra, logo alguém falou:

– Eu faço de outro jeito!

Quis conhecer o jeito, pedi que a pessoa mostrasse no telão seu jeito de criar gráficos. Funcionou, mas ... quanto trabalho.

Pior, mais tarde, neste mesmo curso, propus exercícios práticos, todos fizeram do jeito que sugeri – estavam mais abertos a mudanças – menos aquela pessoa em particular. Irônico, para defender seu ponto de vista, ela tentava mexer o mouse rapidamente, quase que perdendo o fôlego. Não deu outra, todos os colegas terminaram mais rápido. Mesmo assim, ela não deu o braço a torcer. Haja resistência!

Eu me entrego de corpo e alma em minhas aulas, meu ideal é que todos experimentem as novas ideias e aí decidam se funcionam ou não para suas vidas. Eu até poderia ficar frustrado com estas resistências que sempre encontro, mas nada paga a enorme sensação de realização quando ouço comentários como os da Janayna há duas semanas:

– Aquele recurso que você ensinou para tornar os dias mais produtivos REVOLUCIONOU minha vida. Aproveito muito mais meu tempo agora, nunca mais vou trabalhar de outro jeito!

Ou o Wagner, que comentou em um e-mail depois de participar de uma aula:

– A ideia que você passou é incrivelmente simples, de fácil aplicação e extremamente útil. Já estou usando!

Não estou dizendo que todos deveríamos aplicar ideias novas, estou sim afirmando categoricamente que todos deveríamos sempre experimentar alternativas. E só depois decidir se são boas ou não.

Parece sensato?

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

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Preconceito

Publicado em 04/02/2014

Aqui em São Paulo a prefeitura está fazendo um trabalho na Cracolândia, região ocupada por dependentes químicos que já passou por seis prefeitos e resistiu a todos.

A ideia é oferecer comida, moradia, emprego remunerado e tratamento médico. Em troca, os dependentes varrem dez praças da região. Além de quatro horas de trabalho, terão de cumprir jornada diária de duas horas em cursos de capacitação oferecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego.

Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto, nem acho que este texto seja local para discutir o tema. No entanto, fico incomodado – indignado – com a falta de objetividade de alguns órgãos da imprensa.

Há alguns dias os dependentes receberam seus primeiros salários. Claro, o prefeito estava lá e a imprensa também. Veja o que li em um grande jornal sobre a reação de uma dependente:

“...ao receber o dinheiro, uma pessoa BRINCOU, ‘Vou de taxi’”.

No mesmo jornal, em outro caderno, a cronista social publicou:

“...ao receber o dinheiro, uma pessoa REAGIU, ‘Vou de taxi’”.

Insisto, ainda não tenho opinião formada sobre o assunto, mas fiquei revoltado com a segunda notícia. Trocar BRINCOU por REAGIU muda todo o sentido. Parece uma simples diferença de palavras, mas REAGIU não parece tendencioso? A pessoa que recebeu a gratificação estava só brincando, e não desperdiçando a verba.

Resolvi transformar minha indignação em ação, enviei um e-mail à cronista social. Reclamei da troca de palavras. Ela respondeu:

– Vc tem razão. A palavra foi mal colocada.

Fiquei mais calmo, pelo menos a jornalista respondeu, demonstrou respeito. Mas o problema continuava, eu li a retratação, mas os milhares de leitores não. Enviei novo e-mail.

– Que bom ter sua rápida resposta. O problema é que agora o estrago está feito, a nota não espelha a realidade. Esta é uma situação para a publicação de um “ERRAMOS” amanhã?

Recebi nova resposta, mas agora minha indignação voltou:

– Não. Foi mal colocada mas não é um estrago. Ainda não sabemos o que eles vão fazer com a verba. O cravo ontem subiu de 10 reais para 20... Infelizmente.

Nem entendi a parte final da frase, o que o cravo tem a ver com tudo isso? Bom, não importa, o fato é que os leitores do jornal ainda estão sem a correção da notícia. E a verdade dos fatos, onde fica?

Meus textos normalmente estão relacionados a minha experiência de vida e experiência com treinamentos nas grandes empresas. O que o caso acima tem a ver com os treinamentos? Tudo!

De vez em quando encontro pessoas como esta jornalista nas aulas, que resistem às mudanças, às novas ideias. São pessoas que já chegam com conceitos formados, ou preconceito. No fundo, não é este o verdadeiro sentido desta palavra?

Felizmente poucas pessoas são assim nas aulas, a maioria logo de início já entende logo o recado e cria slides eficazes, consegue maior produtividade com o Outlook ou passam a criar planilhas inteligentes. Desculpem, não resisti a colocar em negrito o nome de alguns treinamentos que ministro – foi o momento “marketing” do artigo (rs).

Todos temos muito a aprender, é só enxergar as alternativas, é só estar pronto para avaliar novas ideias. É só colocar tudo em prática se tudo fizer sentido!

Ainda dá tempo de repetir o final do artigo passado, FELIZ 2014 para todos nós! Bom aprendizado para todos nós!

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

2014, Carpe Diem

Publicado em 23/12/2013

Domingo passado aproveitei – mais uma vez – a CicloFaixa de São Paulo. Interessante é observar as pessoas contratadas para orientar os ciclistas, aquelas que ficam nos cruzamentos e semáforos com uma bandeirinha.

Algumas estão desanimadas, outras estão mal-humoradas, outras nem fazem o trabalho direito. Está certo, vamos dar o braço a torcer, não é exatamente um trabalho muito empolgante. Ou é?

Encontrei uma pessoa que não só orientava os ciclistas, como também os pedestres e ainda avisava quanto tempo teríamos que esperar até que o semáforo abrisse. Bem mais à frente, depois de passar por várias pessoas contrariadas, encontrei uma mocinha feliz da vida. Enquanto não chegava o momento de acenar a bandeirinha, ela dançava, cantava, comemorava o sol, dizia “bom dia” a todos que passavam e ainda complementava com um “bom passeio”.

Esta mocinha estava aproveitando o domingo tanto quanto nós em nossas bicicletas!

Vamos aparentemente mudar de assunto... Você já parou para pensar em como será nossa agenda em 2014?

- Janeiro e fevereiro: férias;
- Março: Carnaval;
- Junho e julho: Copa do mundo;
- Outubro e provavelmente novembro: eleições;
- Dezembro: festas de final de ano.

Muitos estão comemorando: quase a metade do ano! Muitos estão preocupados: nossa, será que o ano será bom para o Brasil? Para a economia? Para o trabalho? Será que daremos conta de fazer de 2014 um ano produtivo?

E eu então, que sou professor, será que conseguirei dar um número suficiente de aulas? Será que as empresas terão tempo de ministrar os cursos essenciais para seu desenvolvimento e produtividade?

Pois é, volto à mocinha feliz do domingo passado. Vamos viver cada momento ao máximo. O momento é de folga, de torcer pelo Brasil, de pensar no melhor candidato? Vamos fazer tudo com muito gosto, vamos fazer tudo direito.

O momento é de trabalho, de participar de uma aula, de trabalhar? É só fazer tudo de corpo e alma, é só estar 100% envolvido na atividade do momento. Já pensou, poderemos ter um ano com muitos momentos marcantes e – ao mesmo tempo – de muita produtividade. É só viver bem cada um deles! Carpe diem!

Bom 2014 para todos nós!Domingo passado aproveitei – mais uma vez – a CicloFaixa de São Paulo. Interessante é observar as pessoas contratadas para orientar os ciclistas, aquelas que ficam nos cruzamentos e semáforos com uma bandeirinha.


Algumas estão desanimadas, outras estão mal-humoradas, outras nem fazem o trabalho direito. Está certo, vamos dar o braço a torcer, não é exatamente um trabalho muito empolgante. Ou é?

Encontrei uma pessoa que não só orientava os ciclistas, como também os pedestres e ainda avisava quanto tempo teríamos que esperar até que o semáforo abrisse. Bem mais à frente, depois de passar por várias pessoas contrariadas, encontrei uma mocinha feliz da vida. Enquanto não chegava o momento de acenar a bandeirinha, ela dançava, cantava, comemorava o sol, dizia “bom dia” a todos que passavam e ainda complementava com um “bom passeio”.

Esta mocinha estava aproveitando o domingo tanto quanto nós em nossas bicicletas!

Vamos aparentemente mudar de assunto... Você já parou para pensar em como será nossa agenda em 2014?

- Janeiro e fevereiro: férias;
- Março: Carnaval;
- Junho e julho: Copa do mundo;
- Outubro e provavelmente novembro: eleições;
- Dezembro: festas de final de ano.

Muitos estão comemorando: quase a metade do ano! Muitos estão preocupados: nossa, será que o ano será bom para o Brasil? Para a economia? Para o trabalho? Será que daremos conta de fazer de 2014 um ano produtivo?

E eu então, que sou professor, será que conseguirei dar um número suficiente de aulas? Será que as empresas terão tempo de ministrar os cursos essenciais para seu desenvolvimento e produtividade?

Pois é, volto à mocinha feliz do domingo passado. Vamos viver cada momento ao máximo. O momento é de folga, de torcer pelo Brasil, de pensar no melhor candidato? Vamos fazer tudo com muito gosto, vamos fazer tudo direito.

O momento é de trabalho, de participar de uma aula, de trabalhar? É só fazer tudo de corpo e alma, é só estar 100% envolvido na atividade do momento. Já pensou, poderemos ter um ano com muitos momentos marcantes e – ao mesmo tempo – de muita produtividade. É só viver bem cada um deles! Carpe diem!

Bom 2014 para todos nós!

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

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Provocações

Publicado em 03/12/2013

Medo de falar em público. Este foi o assunto mais recorrente no treinamento de oratória que ministrei na semana passada. Por que será que a maior parte das pessoas não gosta de falar em público? Dizem que para muitos este medo é maior até mesmo que o medo de morrer.

Pois então, por uma coincidência muito grande, meu cunhado Fernando encontrou no YouTube dois vídeos em que fui entrevistado no “Provocações”, um programa do Antonio Abujamra na TV Cultura. COMO EU ESTAVA COM MEDO NAQUELE DIA!

É irônico! É paradoxal! Justo eu, um professor que fala para salas com 10, 50, 200 e até 1000 pessoas, um professor que dá aulas sobre como falar em público, como é que eu poderia sentir medo em um programa de televisão?

Senti! Senti muito medo! Na verdade, senti mesmo foi pavor! Por quê? Porque nós, seres humanos, não gostamos do ridículo, temos muito medo do julgamento dos outros. Falar em público é se expor, é se submeter ao julgamento que quem nos ouve. Para muitos, é apavorante!

No entanto, eu estou acostumado a falar em público, não deveria ficar tão apavorado na gravação de um programa de TV. Este é exatamente o ponto, estou acostumado a falar para alunos, abordando temas que conheço. Nunca havia gravado antes algo para a TV. Pior, o programa chamava “Provocações”. Quer nome mais intimidador do que este?

Quais foram as conclusões a que chegamos no treinamento “A arte da expressão em público” na semana passada? Como podemos dominar o medo? Como podemos falar bem em público?

- Domínio. Primeiro, e mais importante, é preciso conhecer completamente o assunto;
- Planejamento. Relacione os temas que você quer tratar, determine uma ordem de abordagem, defina o tipo de conclusão esperada no final;
- Ensaio. Repasse seu discurso quantas vezes você puder. Repasse mentalmente, na frente do espelho, em uma sala vazia ou até mesmo para um pequeno grupo de teste;
- Confiança. Confie em você, não se submeta ao julgamento das outras pessoas. É você quem domina o assunto, é você quem sabe o que deve ser abordado no discurso.

Interessante é que justamente nesta semana li um artigo sobre as caraterísticas das pessoas mentalmente fortes. O texto menciona 13 delas, a segunda tem tudo a ver com este artigo e o treinamento de oratória:

Não dê aos outros o direito de julgamento. Pessoas mentalmente fortes não dão aos outros o direito de fazê-las sentirem-se mal ou inferiores. Elas entendem que estão no controle de suas ações e emoções. Elas sabem que sua força está em sua habilidade de gerenciar a forma com que reagem às mais variadas situações”.

Que opinião incrível, gostei muito. Claro que eu li esta frase na aula.

Bom, mas o “Provocações”? Será que dá para notar o medo que eu senti no programa? Só há um jeito de saber, é vendo a entrevista:

- Primeira parte: https://www.youtube.com/watch?v=zaP-bFd3_aA
- Segunda parte: https://www.youtube.com/watch?v=fkuZf8w9u1I

É um programa meio antigo, falei até sobre o Orkut. Você lembra dele? O programa é antigo, mas os temas permanecem atuais.

Um abraço,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

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O tempo está passando mais rápido

Publicado em 11/11/2013


– Dá para acreditar que o Natal está chegando?

Esta foi a pergunta que minha amiga Teresa fez outro dia. Não é que ela tinha razão, o ano passou voando, já estamos de novo chegando ao Natal.

Dias depois, voltei a um cliente, eu havia ministrado lá o seminário “O Outlook como ferramenta de PRODUTIVIDADE”. Foi muito bom rever um dos sócios:

– Olá, Luiz, que bom estar de volta. Faz tempo que tivemos nosso evento de produtividade com Outlook, não é? Talvez uns 10 anos?

Achava mesmo que a aula havia acontecido há 10 anos, descobri que foram apenas 6. Lembrei na hora da frase da Teresa sobre o Natal, percebi que estamos perdendo a noção do tempo. Qual o motivo?

Será que a tecnologia é “culpada”? Hoje fazemos muitas coisas ao mesmo tempo. Enquanto respondemos e-mails, elaboramos uma planilha, lemos uma notícia na Internet e outra na revista sobre a mesa, verificamos mensagens no celular, tudo isso enquanto conversamos no telefone fixo. Ufa!

Se não bastasse, nas horas de descanso (!?!),vemos televisão, conferimos as mensagens no celular, consultamos Facebook, lemos o jornal e – quem sabe – até ouvimos um pouco de música. Ufa!

Quando não havia tanta tecnologia, também líamos jornais, folheávamos revistas, assistíamos televisão, ouvíamos música – mas uma coisa por vez. Sem Facebook! Sem mensagens de texto! Em nossas 24 horas do dia hoje, fazemos – talvez – o dobro de que fazíamos antes. E aí perdemos a noção do tempo, o Natal chega mais rápido e aquele evento parece que aconteceu há muito, muito tempo atrás.

Então, a tecnologia é um problema? De forma alguma, ainda bem que temos smartphones e celulares. E só saber usá-los:

- Começou a ler uma página na Internet? Termine antes de consultar a mensagem que insiste em chamar sua atenção no smartphone!
- O telefone tocou? Dedique 100% de atenção à conversa, não fique olhando e-mails, afinal a pessoa do outro lado da linha merece ou não merece seu respeito?
- Está no cinema? Respeite-se, permita-se atenção total ao filme, esqueça seu celular. Melhor, desligue seu celular! Você merece!

Ah, mas as pessoas mais conectadas conseguem fazer tudo isso ao mesmo tempo. Será? Será que conseguem ler um texto com atenção, refletir sobre o assunto, chegar a conclusões? Não sei, tenho minhas dúvidas. Sei que eles conseguem ler muita coisa, saber de muita coisa, mas será que eles têm tempo de refletir sobre o que estão lendo, de tomar decisões sensatas e ponderadas? Tenho minhas dúvidas!

A tecnologia é mesmo um grande ganho para todos nós. Sou fã incondicional de meu smartphone, de meu notebook. Até porque procuro usá-los em harmonia com minha vida, e não em substituição a minha vida.

Bem, pelo menos é o que procuro fazer, mas nem sempre consigo. É por isso que às vezes o Natal chega mais rápido do que eu esperava, ou às vezes parece que estive em um cliente há mais tempo do que de fato estive. Estou atento, senão a vida passa, faço várias coisas ao mesmo tempo, mas não aproveito qualquer uma delas.

E você, como é sua sensação? Você costuma planejar seu dia, relacionar tudo o que quer fazer neste dia? E no final do dia, ver que de fato fez tudo o que foi planejado? Experimente, a sensação é muito, muito boa!

Bom, agora que acabei este artigo, verei os vários e-mails que chegaram enquanto estava digitando. Um grande abraço!

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

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Aula e empatia

Publicado em 04/11/2013

– Parabéns pela aula. Você tem segurança, domínio e sabe como conduzir a turma. Boa a sua técnica de decorar os nomes das pessoas. Isso é intimista e agrada sempre.

Recebi hoje este e-mail, o aluno esteve na palestra “Excel como você NUNCA viu!” realizada há alguns dias. Este evento foi realmente muito especial, e por vários motivos. Primeiro, pelo grupo, que se conhece há mais de 20 anos - se minha memória não falha. Vejam que interessante: todos trabalhavam em uma mesma empresa, hoje cada um está em outra atividade, mas continuam se encontrando. E há mais 20 anos! Não é mesmo um grupo diferente? Eu tinha que participar!

Segundo, pela motivação. A palestra de três horas aconteceu em uma noite de terça-feira, depois de um dia inteiro de trabalho intenso de cada um. Estava preocupado, eu precisava manter a atenção de todos o tempo todo. Felizmente, nem precisei me esforçar, eles tinham um objetivo, foram lá para me ouvir – e ouviram! Insisto, não é mesmo um grupo especial?

Terceiro, pela interação. O pessoal participou ativamente de todos os momentos, perguntando, comentando e brincando. Não consigo esquecer a reação deles quando mostrei como trabalhar com CÉLULAS NOMEADAS no Excel, eles gostaram muito. Realmente, criar fórmulas usando células com nomes é um PODEROSO recurso do Excel. E quando falei então das mais variadas formas de usar a função PROCV (VLOOKUP em inglês)? Uma pessoa até pediu para eu repetir o exemplo, ela gostou tanto que queria anotar tudo com muito cuidado.

A propósito, se você que lê este artigo quiser uma explicação detalhada sobre nomes em células e as várias utilizações da função PROCV, é só solicitar por e-mail e eu envio um guia passo a passo.

E um quarto motivo por a palestra ter sido tão especial foi a EMPATIA. Muito bom um dos participantes ter notado que chamar os alunos pelo nome agrada sempre e dá um tom intimista à aula – um ambiente essencial para o aprendizado. Sempre digo que em uma aula não basta o conhecimento, não basta a forma de apresentar os conceitos, é preciso TOCAR o aluno, é preciso motivá-lo, ele precisa QUERER estar na aula.

Bom, com esta turma foi fácil, eles estavam muito motivados - a empatia só reforçou o bom clima. É por isso que a palestra foi um sucesso!

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Trabalho em grupo

Publicado em 08/10/2013

Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura, disse há algum tempo que “…modelos tradicionais de gestão têm foco naquilo que é preciso MELHORAR NA PESSOA, quando devemos valorizar O QUE ELA FAZ DE MELHOR e promover ambientes colaborativos.” (Estadão, Pessoas de ValoRH, 16/ago/2012)

Interessante este modo de pensar. Melhorar nossas próprias habilidades e disponibilizá-las em ambientes onde todos possam contribuir com todos parece ser um caminho cada vez real, graças principalmente às facilidades oferecidas pela tecnologia. E às PESSOAS que percebem este caminho COLABORATIVO cada vez mais sem volta. Que bom!

Exemplo de um EXCELENTE trabalho colaborativo oferece o grupo Secretariado Brasil. São várias secretárias trocando ideias e resolvendo problemas umas das outras. É um grupo fantástico, e MUITO EFICAZ. Elas resolvem cada problema … Elas e eles, porque há homens no grupo também, os secretários. E eu! Aliás, estes meus artigos são gentilmente publicados no grupo (olá, grupo!).

Outro dia apareceu uma pergunta no Secretariado Brasil:

– Alguém poderia me ajudar com o Outlook? Por que na pesquisa de contatos um contato não aparece? Digitei corretamente, realizei a busca na pasta correta e tenho certeza que o mesmo está cadastrado!

Eu respondi:

– É um pouco difícil ajudá-la à distância, preciso ver seu Outlook de perto. Tenho uma sugestão: que tal você capturar duas telas e me enviar por e-mail? A primeira tela deve mostrar o contato existente, a segunda a caixa de pesquisa em que você digita os dados para procurar este contato. Com estas duas telas, espero poder ajudá-la.

Em seguida apareceu outra mensagem no grupo:

– Olá Fernando, bom dia! Creio que será do interesse de várias pessoas do Grupo saber a solução deste problema. Se puder compartilhar a resposta será muito pertinente.

Talvez este seja um exemplo que representa muito bem a frase que inicia este artigo. Uma pessoa tem um problema, outra propõe uma solução, outra ainda quer saber desta solução. Isso é trabalho colaborativo. Isso é crescer em conjunto. Isso é ter espaço para desenvolver cada vez mais nossas próprias habilidades e colocá-las à disposição de outras pessoas. Tive que repassar meus conceitos de Outlook para responder a pergunta. Cresci com ela. E a resposta poder ser útil para muita gente.

Viva a oportunidade de poder aperfeiçoar o que já fazemos bem. Viva os novos tempos. Viva o ambiente colaborativo. Viva o grupo Secretariado Brasil.

Ah, preparei uma resposta passo a passo, ilustrada, para responder a dúvida. Está em http://www.pessoasetecnologia.com.br/page52.html, é só entrar na página e clicar no link “Outlook – Pesquisando TODOS os contatos”.

Obrigado e um abraço grande,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Que eficiência!

Publicado em 19/09/2013

Antes de começar o assunto deste artigo, preciso comemorar. No texto passado experimentei uma aula virtual com jeito de presencial, pedi opinião sobre o vídeo Anotações, um dos melhores recursos do Outlook! Que receptividade! A aula fez muito sucesso, fiquei muito contente.

Fiz outro vídeo, claro! Já que o assunto do artigo de hoje é sobre eficiência, a aula mostra como tornar EFICAZ a digitação de informações em uma planilha. Ficou boa? Se você puder, veja Não digite dados, deixe o Excel apresentar uma lista!

Bom, vamos então ao tema deste artigo. Outro dia li que a Best Buy, nos Estados Unidos, está fazendo uma nova campanha de marketing para reter seus clientes. Não acreditei no que li!

Já falei em artigos anteriores sobre uma viagem recente que fiz à Nova York. Claro que fui à Best Buy, é uma das lojas mais famosas na área de informática, e eu queria comprar um novo notebook!

Achar um vendedor na loja é uma luta! E depois de achar um, contar com sua boa vontade é quase impossível. Parecem que estão fazendo um favor para o cliente, a má vontade é explícita. Claro, comprei o computador em outra loja!

Mesmo assim, dias depois voltei à Best Buy, outra loja. Talvez o problema estivesse naquela que visitei primeiro. Acredite, o atendimento foi pior ainda! Já estava com alguns produtos na mão, a má vontade e o desconhecimento técnico dos vendedores foi tão grande que abandonei tudo e fui embora!

Mudando o cenário, agora estamos no Brasil...

Outro dia, andando de bicicleta com um amigo e seu filho, resolvemos tomar um caldo de cano e comer um pastel. Ainda nem havíamos chegado perto da barraca quando uma atendente, simpática, nos cumprimentou e perguntou que pastel queríamos. Pedido feito, um atendente da barraca ao lado chegou e perguntou se queríamos um caldo de cana.

Que atendimento! Que eficiência! E a Best Buy quer fazer uma campanha de marketing para reter seus clientes? Ora, eles têm mais é que vir comer pastel e tomar caldo de cana por aqui!
 

Obrigado e um abraço grande,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Aula virtual com jeito de presencial. Estou tentando!

Publicado em 06/09/2013

Acabei de postar um vídeo no YouTube: Anotações, um dos melhores recursos do Outlook!

Por quê?

Muitos clientes/alunos perguntam se tenho aulas virtuais, sempre respondo que não acredito nesta alternativa para os assuntos que ministro. Defendo sempre que a interação aluno-professor em sala de aula é imprescindível para um bom aprendizado.

Outro dia um cliente mais insistente, a Paula, convocou uma reunião:

– Queremos gravar um curso de Outlook com você!

Já fui logo desfiando meus argumentos contra, mas a Paula não deu trégua:

– Sei que você não gosta, sei que você acha que não funciona. Mas sabe aqueles vídeos que você posta no YouTube? Há um de Excel que gosto muito!

Ao ver um misto de surpresa, satisfação e dúvida em meu rosto, ela explicou:

– Além de vermos você trabalhando na planilha – como se estivéssemos na frente de um telão em sala de aula – nós ainda temos seu rosto em um canto da tela. É uma aula virtual com jeito presencial!

O vídeo é o Excel e Produtividade - Janelas em Planilhas. Revendo o vídeo agora para escrever este artigo, fiquei muito incomodado, há muita coisa a melhorar lá. Mas ele deu o recado, a Paula gostou.

Bom, aceitei o desafio, estou em pleno processo de gravação dos vários vídeos para a empresa dela. Os vídeos têm bem o estilo deste do Excel, onde minhas explicações se desenvolvem na tela do Outlook e meu rosto aparece em um canto do monitor.

Ela quer os filmes exatamente assim, mas eu fiquei com vontade de experimentar alternativas. Como fazer uma aula à distância ficar a mais parecida possível com uma aula presencial?

Fiz um teste e postei no YouTube, é o vídeo que apresento no início deste artigo: Anotações, um dos melhores recursos do Outlook! Que testes estou fazendo lá?

1. O vídeo tem alguns efeitos 3D;
2. Brinco algumas vezes durante a gravação;
3. Eventuais problemas, como palavras erradas e cliques incorretos, foram mantidos - como se a aula fosse ao vivo;
4. Sempre que possível, frases escritas aparecem na parte esquerda da tela, exibindo explicações adicionais à aula – é um dos recursos que mais gosto J!

E agora, será que um vídeo assim funciona? Gostaria muito de sua opinião:

- Este vídeo funciona para você?
- Este vídeo funciona para sua empresa?
- A explicação estava clara?
- Foi chato ver os 3 minutos e 11 segundos de gravação?

Se você puder responder este post, estou ansioso por opiniões!

Obrigado e um abraço grande,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Será que sou honesto?

Publicado em 22/08/2013

Há dois ou três anos ouvi de um consultor e palestrante amigo uma frase que marcou muito:

– "Gosto de me sentir honesto em uma aula!"

Vendo minha expressão de dúvida, ele foi logo explicando:

– "Quando termino um curso e sinto que as pessoas entenderam o que falei, que as pessoas vão realmente colocar em prática o que expliquei, tenho uma enorme sensação de honestidade! Sinto que ofereci algo de fato útil, algo que fará diferença na vida das pessoas presentes."

Nunca mais esqueci desta frase. Será que estou sendo honesto em minhas aulas? Quando mostro técnicas para a criação de slides eficazes, será que as pessoas as praticam? E quando falo de produtividade com Outlook, um curso extremamente comportamental, será que consigo motivar os participantes para uma mudança de atitude?

Felizmente tenho tido provas de que as pessoas experimentam e aproveitam os ensinamentos mostrados em sala de aula. Manifestação inesquecível tive mesmo na semana passada, o evento era Aproveitando melhor o meu tempo. Conversamos sobre como organizar informações, administrar o tempo, trabalhar em equipe e ter muita produtividade com o uso eficaz das ferramentas do Outlook. Como o evento foi dividido em duas aulas com quatro horas cada, fiz uma pergunta no início da segunda aula:

– Bom, pessoal, antes de começar a falar dos assuntos de hoje, preciso saber primeiro como – e se – vocês usaram o que vimos na aula passada. O que falei foi útil? O que falei foi importante? Alguém tem algum exemplo prático para compartilhar?

Para minha alegria, uma aluna – a Bia – foi logo falando:

– Professor, o conceito “Tarefinha HOJE” que você mostrou é fantástico, mudou minha vida. Meu trabalho ficou muito, mas muito mais produtivo. Nem acreditava quando chegava ao fim de cada dia e via a quantidade enorme de tarefas que havia feito. Não era assim antes! ADOREI o “Tarefinha HOJE”, nunca mais vou largar dele!

Melhor do que ouvir esta declaração, foi ver a paixão dela, os brilhos nos olhos dela, ela realmente colocou tudo em prática. E tudo funcionou muito bem! Ela, por opção, resolveu aproveitar o curso e experimentou os conceitos abordados. Nunca me senti tão honesto quanto naquele dia!

Muito obrigado, Bia!

Um abraço grande,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

 

Praça, acho graça

Publicado em 06/08/2013

Zilita,

Praça, acho graça!

 

Estava eu fazendo minha caminhada ao redor da Praça Buenos Aires em São Paulo quando vejo escrito em uma mureta:

– Praça, acho graça! Prédio? Que tédio!

Como algumas pessoas conseguem ser tão criativas assim? Como estas frases aparecem? Aí, no caminho para uma nova palestra alguns dias depois, uma nova frase aparece em minha frente, agora na Marginal Pinheiros:

– Todo vagão de trem tem um pouco de navio negreiro!

Que frase mais interessante! Uma frase que faz pensar. De novo me perguntei de onde as pessoas tiram estas ideias? Alguns até pensam que nem todos conseguem ter estes pensamentos, que nem todos conseguem filosofar ou mostrar esta criatividade. Outros nem se esforçam, pensam que não nasceram para isso!

Não é bem assim, tudo é questão de vontade, de querer desenvolver alguma habilidade. Eu mesmo sou prova disso! Sou formado em engenharia civil com especialização em análise de sistemas. Quer assuntos mais técnicos do que estes? No entanto, dou aulas hoje sobre criatividade, comunicação, produtividade, todos os assuntos muito comportamentais. E que, teoricamente, não fazem parte das competências esperadas de um engenheiro!

Todos nós podemos desenvolver as habilidades mais diversas, basta querer. Insisto, eu mesmo sou prova disso. Desenvolvi novas habilidades porque estava aberto a elas.

Quase sempre toco neste assunto em minhas aulas, mesmo quando o assunto é muito técnico. Se você quiser ver um trechinho de uma destas aulas, dê uma olhada no vídeo Produtividade e Outlook - Vontade. O assunto era produtividade no Outlook, comecei então falando do lado comportamental das pessoas.

Prestando atenção em slides criativos, planilhas inteligentes, textos bem estruturados, certamente todos conseguiremos fazer ... slides criativos, planilhas inteligentes, textos bem estruturados. Basta querer!


Um abraço grande,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Aula até de madrugada

Publicado em 22/07/2013

– Fernando, vamos implantar uma nova versão de Windows e Office na empresa, precisamos treinar todas as pessoas. Você pode ministrar os vários cursos?

Recebi esta solicitação há algum tempo e, claro, fiquei muito contente. No entanto, continuando a leitura do e-mail, uma frase surpreendente:

– A empresa trabalha em três turnos, precisamos de aulas de manhã, à tarde e na madrugada.

Aula na madrugada? Em 29 anos atuando como professor e consultor, nunca havia recebido um pedido como este. Será que eu daria conta? Mais preocupante ainda, será que os alunos prestariam atenção em plena madrugada?

Bom, desafios são sempre estimulantes, combinamos então os cursos. Há duas semanas tivemos uma destas turmas da madrugada e nesta semana agora tivemos outra turma – duas no total.

Que experiência incrível! Primeiro, porque percebi que eu era capaz. Não vou negar que foi um pouco difícil segurar o sono até chegar 0h30, o início da aula. Precisei ficar trabalhando na frente do computador para ficar acordado (rs). Felizmente, durante a aula, não tive o menor sinal de sono. E olha que o treinamento foi até às 4h...

E quem teria sono com turmas tão boas como as que tive? Para minha grata surpresa, os alunos estavam muito acordados, participaram muito, e com perguntas muito, muito interessantes. Cá entre nós –  que as turmas da manhã e da tarde não leiam este artigo (rs) – com perguntas até mais interessantes!

Que desafio! Que resultados! Os alunos aproveitaram bastante, eu aproveitei ainda mais. Percebi que meu limite é ainda maior do que imaginava, nunca pensei que seria capaz de dar aulas de madrugada!

Ah, preciso também falar do apoio enorme que recebi das pessoas que me contrataram. Em vez de ter o merecido descanso durante estas duas madrugadas – afinal seus horários de trabalho eram durante o dia – eles ficaram ao meu lado na sala, prontos para qualquer eventualidade. E ainda me levaram para jantar antes! Que apoio! Que bom trabalhar com pessoas assim!

E se você não consegue participar de uma aula de madrugada (rs), tenho um vídeo com um dos assuntos abordados, Organizando informações em planilhas. Se quiser sentir o gostinho que meus alunos tiveram, tente ver o vídeo entre 0h30 e 4h (rs).

Um grande abraço,
 

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Nova York, um passeio com MUITA tecnologia

Publicado em 02/07/2013

Estou cada vez mais convencido de que a combinação PESSOAS e TECNOLOGIA é imbatível – além de ser o nome de minha empresa (rs).

Cheguei há poucos dias de Nova York e a experiência foi incrível, muito gratificante. E teria sido completamente diferente se não tivesse meu iPhone a meu lado.

1. NYC Subway. Um aplicativo que TODO mundo precisa ter lá. Funciona off-line e mostra todas as linhas do metrô. Consegui ir a todos os lugares que queria graças a este anjo da guarda eletrônico;

2. TripAdvisor. Funciona online e off-line, mostra os principais pontos de interesse da cidade. Quando no modo online, você até pode perguntar “o que há de interessante aqui na região” e ele mostra. Foi assim que descobri, por exemplo, um trem aéreo que liga Manhattan à Roosevelt Island. Um show de passeio, imperdível!

3. Google Maps. O bom e velho Google Maps, não aquele em uma página da internet, mas na forma de aplicativo no celular. Cheguei a TODOS os pontos que queria, sem exceção, ora caminhando, ora de ônibus. O Google Maps até dizia quanto tempo eu iria demorar e em que horas passaria o próximo ônibus. Cheguei até a dar informações para o pessoal da cidade, e olha que foi a primeira vez em que estive em Nova York.

4. Traduzir. Não poderia faltar, claro, um tradutor fácil. Sempre havia palavras desconhecidas, como por exemplo quando meu celular alertou – sempre ele - sobre “flash flood”. Eu ainda não sabia o que era isso, descobri tratar-se de uma inundação. Mudei meu caminho!

Havia aplicativo para tudo. Uma experiência e tanto andar no Central Park e o app oficial do local avisar “olha para a direita, você está vendo o Zoo”, a 100m uma homenagem ao John Lennon etc. Cada lugar que fui (MoMA, Guggenheim, Memorial 9/11) tinha seu aplicativo, é incrível! No Metroplitan, por exemplo, eu ficava um tempo na frente de um quadro olhando, como se grande entendido no assunto fosse. Que nada, eu estava mesmo é escutando uma narração sobre o quadro. Não era entendido, mas fiquei (rs)!

Nunca gostei muito de tirar fotos, sempre dizia que preferia aproveitar o tempo apreciando o lugar/obra em si. Pois é, tomei gostou pela coisa, nunca fotografei tanto, a tecnologia ajudou muito. Estou colocando todas as fotos em um blog, ainda não está pronto, http://fernandonewyork.blogspot.com.br/. Embora o texto tenha algumas coisas pessoais, muitas pessoas estão dizendo “queria eu ter visto um blog assim antes de viajar para Nova York”. Que bom!

Ah, uma dica. Quem for ficar mais de uma semana por lá, vale a pena pensar no cartão do metrô, o MetroCard, e um plano celular pré-pago com internet ilimitada (para o Google Maps) e ligações internacionais também ilimitadas. Os valores são absurdamente baixos e os benefícios, inquestionáveis!

Um grande abraço,
 

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).

Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

As novas tecnologias ajudam mesmo em seu trabalho

Publicado em 21/06/2013

Reddit. Pinterest. Instagram. Dropbox. Todos nomes muito falados quando o assunto é nova tecnologia. Mas tudo isso é útil em seu trabalho? Até mesmo os mais conhecidos Faceboook e Twitter, até que ponto eles fazem diferença em seu dia a dia na empresa?

Faço estas reflexões porque muitas vezes recebo pedidos para palestras em empresas abordando o assunto novas tecnologias. Falar sobre nova tecnologia é fácil, o desafio é aliar tais novidades ao trabalho diário de quem participa das palestras. Felizmente, tenho encontrado exemplos práticos absolutamente úteis:

- Uma secretária de diretoria de marketing que participou de um evento meu sobre novas tecnologias apresentou um projeto de REALIDADE AUMENTADA em sua empresa, os resultados foram excelentes. A realidade aumentada traz informações VIRTUAIS para seu ambiente REAL. Por exemplo, em um shopping seu smartphone pode traçar um caminho até a loja desejada. Veja que não estou falando dos mapas GPS, mas sim de um traçado luminoso desenhado no chão;

- Não faltam hoje exemplos de páginas empresariais no FACEBOOK que trazem grande atenção para as empresas, gerando não só movimento e audiência, mas também facilitando a divulgação de novos produtos e serviços, servindo como canal de orientação, esclarecimentos e até mesmo reclamações. As empresas que sabem usar DE FATO o Facebook dão muita atenção às reclamações, que – bem resolvidas – representam um ótimo canal de retenção de clientes;

- E o PREZI (www.prezi.com), uma alternativa ao sempre presente PowerPoint, você já experimentou? É um programa bastante inovador para criação de slides, permite diferentes visualizações para pontos específicos em um slide. Quando usado direto na Internet, é gratuito, mas é possível comprá-lo para instalação no computador. Tenho uma amiga que viu uma apresentação em Prezi feita por um diretor da FAAP, prof. Victor Mirshawaka Júnior, e disse que foi um show!

Faço todas estas reflexões para finalmente pedir sua ajuda. Você tem algum exemplo de nova tecnologia em seu trabalho? Se sim, peço que responda este artigo com um exemplo. E não quero dar trabalho, sua resposta poderia ser algo objetivo como “Google Maps para indicar o local de uma reunião” ou “Smartphone como scanner de cartão de visitas”.

Muito, muito obrigado pela ajuda!

Um abraço grande,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).  Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

A aula que começa na sala e termina no youtube

Publicado em 20/05/2013

 

Sempre encerro minhas aulas dizendo que elas na verdade não terminam, podemos continuar trocando ideias por e-mail. Felizmente muitos aceitam minha sugestão e continuam a aula virtualmente, enviando perguntas e esclarecendo dúvidas típicas de seu dia a dia. Algumas respostas são por escrito, algumas vão com uma pequena apostila com uma sequência passo a passo para maior entendimento e outras mais respondo com aulas no YouTube!

Nada melhor do que continuar a aula … na forma de aula! O canal conta com vídeos simples, de três minutos a seis minutos em média. Um vídeo muito interessante, por exemplo, mostrar como criar sequências de datas em planilhas. Não são, no entanto, sequências comuns do tipo 1 de janeiro, 2 de janeiro, 3 de janeiro…, mas sim sequências que muitos precisam e não sabem como fazer. Veja o vídeo Excel – Mês a mês, de segunda a sexta-feira.

Será que este canal de respostas funciona? Será que meus alunos vão gostar? Será que você vai gostar? Optei por fazer vídeos com qualidade média de imagem para que sua visualização fosse rápida, qualidade de imagem alta tornaria lentos alguns computadores… Por favor, preciso de sua opinião: os vídeos ficaram bons? As aulas estão claras? Mais importante, elas são úteis?

Confira sempre o canal Fernando Andrade no YouTube, novas aulas estão sendo adicionadas a cada nova dúvida cuja resposta é melhor dada com um vídeo. De novo, espero que você goste!

Um grande abraço,

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).  Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

Caminhada, inglês e produtividade – qual a relação?

Publicado em 13/04/2013

Não tenho muita paciência para caminhar, mas – pode até parecer estranho – gosto muito! Por que a falta de paciência? O tempo não passa, seria bom ter algo mais para fazer enquanto caminho.

Tenho um smartphone, comecei a caminhar ouvindo músicas. Melhorou, mas ainda não foi suficiente, o tempo continuou não passando! Lembrei então que existem podcasts excelentes disponíveis na internet. São gravações de áudio com notícias, programas, entrevistas, aulas, certamente encontraria alguns que pudessem tornar minhas caminhadas mais dinâmicas.

Muitas vezes sou chamado a ministrar aulas em inglês, os alunos são executivos de outros países trabalhando no Brasil. Preciso treinar sempre minhas habilidades de ouvir em inglês e – principalmente – falar em inglês. Pois então, achei um podcast EXCELENTE: Business English Pod (www.businessenglishpod.com). É fantástico, veja:

1. Preço: gratuito (rs);
2. Metodologia: aulas de inglês muito bem estruturadas (objetivos, diálogo principal, análises do diálogo, parte prática, situações semelhantes, vocabulário);
3. Assuntos: temas PROFISSIONAIS - encontrei podcasts sobre apresentações em público, organização de ideias, argumentação, postura em reuniões e muito mais.

Que descoberta, de uma só vez faço minha caminhada, treino meu inglês e ainda conheço ideias que melhoram muito meu dia a dia profissional. Isso é que é PRODUTIVIDADE!

Minha mulher diz que sou um eterno insatisfeito, ela está certa: faltava algo! Para ouvir a aula com tranquilidade, e também controlar o tempo da caminhada, não queria ficar conferindo a hora, isso atrapalhava minha concentração. Pois então, descobri um aplicativo que revolucionou minhas caminhadas: RunKeeper (http://runkeeper.com/). Disponível para iPhones e celulares com Android, o programa funciona baseado em sinal GPS informando:

1. Tempo de sua caminhada (ou corrida, bicicleta e várias outras atividades);
2. Distância percorrida;
3. Velocidade média.

Mais ainda, posso até diminuir o som dos avisos de tempo, distância e velocidade para não atrapalhar minhas aulas de inglês. Isso é que é PRODUTIVIDADE!

E não é que tocar neste assunto me fez lembrar que tenho um vídeo falando sobre a melhor hora do dia para planejar seu tempo diário? Sim, porque quando você planeja o que quer fazer de seu tempo – você faz TUDO o que quer, inclusive caminhar (e treinar o inglês ouvindo temas profissionais ... rs). Clique no link A melhor hora para você PLANEJAR seu tempo - com Outlook para ver o vídeo. Isso é que é PRODUTIVIDADE!

Um grande abraço,
 

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).  Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

A aluna que todo professor queria ter

Publicado em 25/03/2013

Estava iniciando o artigo do mês, falaria sobre produtividade, quando recebi o e-mail de uma aluna, a Luana. Fiquei tão contente, mas tão contente, que mudei na hora o assunto, eu precisava compartilhar o caso dela. Até gravei um vídeo, o link está no final deste texto.

Tenho vários eventos relacionados a Excel (hora da propaganda … rs):
- A utilização INTELIGENTE do Excel
- Tomando DECISÕES com planilhas
- Excel EXECUTIVO
- Excel Módulos 1, 2 e 3

Os módulos são os cursos tradicionais, a Luana acabou de participar do Excel Módulo 2. Ela aproveitou muito, sua facilidade de compreender tudo foi enorme. Ao final da aula comentou:

Achei que iria dormir, achei que seria muito chato, mas não, ADOREI a aula!

Pois não é que já no primeiro dia útil depois da aula ela enviou e-mail querendo mais? Como participou do Módulo 2, pediu o material do Módulo 1 para ver se haveria algum assunto que precisava conhecer também! Pois então, este é o espírito de uma aula, é preciso PRATICAR depois! Mais, é preciso ir além! É preciso fazer como a Luana. Veja o e-mail que ela enviou após ter recebido – e ESTUDADO – o material:

“Fernando, boa tarde!

Acabei de ler a apostila do Módulo 1. Por um lado fiquei feliz por não ter feito esse módulo, pois poucas coisas foram novidades; por outro, essas “poucas” informações novas são MUITO uteis em minha vida! Adorei! Muitíssimo obrigada!

Podem parecer coisas bobas, mas aprendi:

- A usar o AutoPreenchimento (desconhecia essa função, sempre deletava os sábados e domingos, rs…);
- Como congelar exatamente o que preciso, sem ser necessário muitas tentativas;
- A visualizar várias planilhas em Excel ao mesmo tempo e a dividir a janela (muito, muito, muito útil isso)

Essas coisas facilitaram, com toda certeza do mundo, muito o meu dia, meus dedos não aguentam mais tanto Alt + Tab… risos…

Mais uma vez, muito obrigada por contribuir com seus conhecimentos!

Até o Módulo 3!

Luana Cristina Coutinho”

Dá gosto ou não ter uma aluna assim? Que bom seria se todos fossem iguais à Luana… Ah, fiquei tão animado que gravei uma aula rápida mostrando o último tópico apontado por ela, dividir a janela em uma planilha. É um recurso muito, muito útil, que AUMENTA A PRODUTIVIDADE de todos que trabalham com planilhas grandes. Veja a aula Excel e Produtividade – Janelas em Planilhas.

Obrigado, Luana!

Fernando Andrade

Fernando Andrade, fernando@pessoasetecnologia.com.br, é palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia. Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.

 

Outro dia foi meu aniversário...

Publicado em 06/03/2013

Muitas pessoas não gostam de comemorar seus aniversários. Eu gosto, e muito! Adoro meu dia, 5 de março! E por que não comemorar, se tudo sempre dá tão certo?

Sou uma pessoa de sorte? Certamente! Só acontecem coisas boas comigo? Depende de como encarar a vida. Tive problemas com o carro nestes dias, resolvi. Tive cursos cancelados por conta da crise na Europa, tive outros confirmados de clientes antigos e clientes novos. Tive problemas de saúde há algum tempo, estou 100% hoje. Então, tudo é muito relativo, a forma de enfrentar é que faz tudo sempre dar tão certo!

Coisas incríveis acontecem sempre. Outro dia estava ministrando o seminário O Outlook como ferramenta de PRODUTIVIDADE, um evento de 8 horas dividido neste caso em duas tardes de 4 horas a pedido do cliente. Pois bem, nas primeiras 4 horas, abri meu Outlook e mostrei algumas tarefas programadas para um determinado dia. Era meu Outlook de verdade mostrado no telão, as tarefas eram de fato aquelas que deveria realizar naquele dia.

Uma delas dizia “comprar limão”. Claro que tive que explicar o que aquele “limão” estava fazendo lá, todos ficaram muito curiosos. Explico aqui também. Há algum tempo conheci um médico oriental muito diferente, ele receitou limonada meia-hora antes do almoço para acabar com gastrites e queimações no estômago. É por isso que precisava comprar limão, compro sempre, meu estômago agradece. Nem sei mais o que é ter problemas com ele!

Pois bem, o tempo passou, foram sete dias até a segunda parte da aula, tivemos novos assuntos abordados que mostravam como o Outlook, quando bem utilizado, pode ser uma poderosa ferramenta de produtividade. Ao final desta segunda metade da aula fiz o que chamo “momento RECORDAR É VIVER”! É nesta hora que reforço os conceitos tratados em aula e vejo o quanto as pessoas assimilaram.

Convocação eficaz de reuniões, planejamento diário de tarefas, votação em e-mails, nunca mais ter problemas de espaço no Outlook...

Os assuntos foram aparecendo. Quase no final, quando aparentemente havíamos listado praticamente tudo, a Vânia falou:

Ah, falamos também do limão. Eu experimentei, é fantástico, funcionou muito bem. Muito obrigada, professor!

Não é demais isso? É por isso que falo que tudo sempre dá tão certo! Não é mesmo para comemorar aniversários vivendo assim? Se não bastasse, nos próximos dias tenho aulas programadas em Salvador, Maceió e Porto Alegre, além das tradicionais aulas em São Paulo. Não é bom demais?

Ah, um dos assuntos mais lembrados no “momento RECORDAR É VIVER!” foi o uso de botões de votação no Outlook. Uma ferramenta fantástica de produtividade, faço questão de mostrá-la agora no vídeo
Botões de Votação, é só clicar neste link e acompanhar.

Antes que eu me esqueça, quase todo limão serve para eliminar a gastrite, mas eu prefiro o limão galego. Além de eficaz, tem um sabor excepcional.


FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MIM!

E um grande abraço,

 

Fernando Andrade

Palestrante, professor, autor de 11 livros sobre pessoas e tecnologia, sócio-proprietário da empresa Pessoas e Tecnologia (www.pessoasetecnologia.com.br).  Seus artigos trazem experiências pessoais, profissionais, e sempre trazem o assunto técnico que mais fez sucesso em sua aula mais recente.