Vida de Estudante

Via de mão dupla

Publicado em 04/03/2017

Queridos leitores de Vida de Estudante, hoje vamos falar de algo que talvez você esteja muito mais familiarizado do que eu: os Blogs!

Os primeiros registros de blogs datam de 1997 e originalmente se chamavam weblog (termo criado por Jorn Barger). Por sua vez, a abreviação “Blog” foi responsabilidade de Peter Merholz em 1999.

Em 2007, em uma pesquisa feita por um site especializado apenas na busca de blogs, registrou a existência de incríveis 112 milhões de blogs em todo o mundo e a criação de mais 120 mil novos blogs diariamente! Não é fácil encontrar precisamente a quantidade de blogs existentes no mundo, mas alguns dados relatam algo em torno de 1 bilhão de blogs disponíveis na internet!

Embora já existam desde a década de 90, os blogs se popularizaram aproximadamente em 2010. Para facilitar, vamos incorporar na mesma categoria os blogs e os vlogs, ok?

                Basicamente, os blogs surgiram com o intuito de serem sites que permitem uma rápida publicação de conteúdos e permitem a interação entre os leitores e os autores.

                Os nomes Cristian Figueiredo, Kéfera Buchmann, Lala Rudge e Lola Benvenutti dizem algo para você? Eles são blogueiros que estão cada dia mais famosos e estão cruzando as fronteiras da internet. Sim, a internet tão conhecida por aproximar lugares, conectar pessoas e diminuir as distâncias entre as fronteiras.

 Em um mundo em que os livros em versão digital estão ganhando espaço e os “e-readers” (aqueles aparelhinhos nos quais é possível baixar diversos livros) são cada dia mais comuns. Vejam só, os mesmos blogueiros acima citados, agora decidiram lançar livros e já tem seus nomes nas listas dos livros mais vendidos!

Há quem diga (e eu certamente sou uma destas pessoas) que nada supera o cheirinho do papel do livro e o prazer de folheá-lo, além de fazer pequenas “orelhinhas” para marcar as páginas mais importantes. Confesso que de uns anos para cá, fiquei muito preocupada com o possível sumiço dos livros e percebi isso, quando ao lançar o meu segundo livro, em 2013, a Editora me apresentou uma “promoção especial” para lançamento apenas da versão digital. Novamente, falando por mim, não consigo imaginar um autor sentindo a mesma felicidade com o lançamento de um livro digital e de um livro físico, que se pode tocar, cheirar e sentir.

É inegável a evolução que os blogs trouxeram e a possibilidade e facilidade de qualquer pessoa escrever sobre o que quiser na internet.

O que não se podia imaginar é que haveria esta “volta”. Por exemplo, você consegue se imaginar tirando um filme de máquina fotográfica e levando para revelar? Ou consegue imaginar as lojas trocando todas as televisões de telas planas e fininhas pelas antigas televisões de tubo? O caminho natural dos livros seria a substituição pelos e-readers, ou até pelos blogs e outros meios eletrônicos, mas felizmente, graças aos aficionados pelos livros como eu, e também graças a estes queridos blogueiros que, por algum motivo, perceberam o quanto ainda é importante (principalmente para as crianças) o ato de manusear um livro (aliás, sabiam que o primeiro livro impresso foi a Bíblia, no ano de 1455, pelo inventor alemão Johannes Gutenberg? Mas isso é assunto para outro texto!).

Obrigada queridos blogueiros por não sucumbir à pressão dos leitores digitais e meios eletrônicos e ainda ajudar a popularizar os livros de vocês, fazendo com que cada vez mais adolescentes se envolvam nessa via de mão dupla dos blogs e livros!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 30 anos, Química, estudante e escritora.

7 técnicas de estudo para quem não consegue se concentrar

Publicado em 02/03/2017

São Paulo — Uma pessoa entra na biblioteca. A tela do seu celular brilha com a chegada de uma nova mensagem. Você se lembra de uma música e decide escutá-la. Se você é um distraído crônico, qualquer motivo é suficiente para interromper o estudo para uma prova.

A falta de concentração cobra seu preço mais cedo ou mais tarde. Afinal, é preciso ter contato intenso e contínuo com a matéria para ter sucesso em provas complexas como concursos públicos, exames de proficiência em línguas ou testes de admissão em programas de pós-graduação.

Continuidade é justamente o maior desafio dos dispersivos, afirma Alessandro Saade, fundador do projeto “Empreendedores Compulsivos”. Ele próprio se identifica com o perfil. “Além de déficit de atenção, sou muito curioso e não resisto à tentação de ler uma notícia ou pesquisar sobre algo interessante que surja no meio do meu trabalho”, afirma.

A tecnologia incrementa o potencial de sedução das distrações. O smartphone, especialmente, é um “veneno” para quem quer estudar. A única saída é se disciplinar e se afastar totalmente do aparelho, diz Saade. Uma sugestão é estabelecer um momento para ver as notificações — uma vez a cada 30 minutos de estudo, por exemplo.

Outra recomendação básica é buscar um ambiente de estudos organizado, limpo, silencioso e confortável. Quanto menos incômodos houver, melhor: é importante buscar uma cadeira ou poltrona ergonômica e garantir que você está bem alimentado.

Água também é essencial para manter o cérebro funcionando a todo o vapor. Um experimento feito por pesquisadores ingleses mostrou que pessoas com sede demoram mais tempo para completar tarefas do que aquelas que estão bem hidratadas.

De acordo com Andrea Piscitelli, consultora e professora da FIA (Fundação Instituto de Administração) as fontes mais comuns de distração são barulhos externos, como estímulos sonoros ou visuais do ambiente, mas não se pode ignorar o poder dos “barulhos internos” — nosso fluxo de pensamentos sobre diversos anseios, preocupações e emoções.

“Isso faz com que você tenha a sensação de que a leitura está difícil ou improdutiva”, diz a especialista. “O mais interessante é que surge um mecanismo de compensação para sentir algum alívio imediato, como acessar o smartphone ou bater papo, o que desvia ainda mais a atenção”.

Quer mais ideias para manter o foco na preparação para uma prova? Confira a seguir outros antídotos contra a procrastinação:

1. Antes de começar, separe 10 minutos para se divertir

Ainda que você adore matéria que está estudando, não faltam atividades bem mais interessantes do que ler a apostila. Se você costuma interromper a sua concentração para satisfazer o desejo de ver as notícias do dia, assistir a vídeos engraçados ou escrever algo nas redes sociais, faça isso antes de começar a sua sessão de estudos.

Segundo Saade, esse truque simples ajuda a saciar a sua inquietação e relaxar. Só cuidado para não exagerar: basta passar os 10 primeiros minutos do dia dessa forma. Terminado esse prazo, é hora de interromper as distrações e se dedicar exclusivamente ao estudo.

2. Divida o tempo em blocos

Estudar para uma prova difícil sempre será uma experiência intensa, mas não necessariamente exaustiva. Talvez você tenha dificuldade para se concentrar porque se cansa rapidamente. A dica é fragmentar o trabalho em pedaços mais digeríveis.

“Faça sessões de 30 minutos, por exemplo, nas quais você vai mergulhar totalmente no que está fazendo”, diz Saade. “Terminado esse prazo, levante e vá respirar um pouco, beber água, fazer algo leve”.

3. Transforme frases em palavras-chave

Além de dividir o tempo em blocos, você também pode recortar o conteúdo a ser estudado em pequenos fragmentos. Ao elaborar um resumo, evite frases ou parágrafos — prefira palavras-chave, esquemas e listas no estilo “bullet points”.

A organização da escrita em pedacinhos facilita a vida dos dispersivos, principalmente na hora de reler tudo. Segundo Saade, é mais rápido ler palavras-chave, e também mais estimulante: você precisa ativamente pensar no nexo entre as ideias, o que exige mais do cérebro e limita a margem para divagações.

4. Prefira o exercício à teoria

De acordo com Paulo Estrella, diretor pedagógico da Academia do Concurso, a melhor forma de manter a concentração é tornar as sessões de estudo mais rápidas, curtas e dinâmicas. Para isso, a recomendação é reduzir o volume de leituras e concentrar os seus esforços nos exercícios.

“Dê uma lida geral no conteúdo, mas não passe muitas horas debruçado no livro”, recomenda ele. “Assim que tiver uma ideia da teoria, parta para a resolução de provas de anos anteriores, e vá fixando os conceitos a partir dos seus erros e acertos”.

5. Descubra o seu estilo de aprendizagem

Se você tem facilidade para memorizar coisas a partir de um estímulo visual, pode ser interessante elaborar mapas visuais, diagramas e figuras sobre a matéria. Caso se dê melhor com resumos escritos à mão, prepare o lápis e a caneta. Tem um perfil auditivo? Vale mais gravar a sua própria voz dando uma “aula” sobre o assunto e depois escutá-la. 

O importante, diz Estrella, é descobrir qual é o método de aprendizagem que mais combina com o seu modelo mental. Quando você encontra o seu próprio estilo, a compreensão dos conceitos fica mais fácil e rápida. Resultado: o estudo se torna mais estimulante e as distrações perdem (pelo menos em parte) o seu potencial de sedução.

6. De tempos em tempos, retome o conteúdo

A cada 20 minutos de estudo, sugere Piscitelli, faça uma rápida anotação ou gravação de voz sobre os aspectos mais relevantes do que acabou de ler, isto é, uma breve recapitulação do que foi visto.

Além de garantir que você não vai se dispersar, fazer essas retomadas periódicas ajuda a fixação da matéria. “Ao final da leitura, reveja os seus registros de todos os blocos de 20 minutos, e verá como está muito mais familiarizado e seguro com o conteúdo”, diz a consultora.

7. Tenha uma programação

Uma boa forma de manter o foco é ter um roteiro dos temas que você precisa estudar, com uma previsão da carga horária necessária para cada assunto. Mas atenção: ao longo do dia, gerencie o cumprimento das metas como compromissos realmente inadiáveis.

Mas como garantir que você vai respeitar a sua “check-list”? O segredo é ter um propósito para o estudo. No “estado de flow”, conceito desenvolvido pelo psicólogo Mihály Csíkszentmihályi, nossa concentração se torna absoluta quando estamos num estado emocional positivo, isto é, quando a experiência é prazerosa. “Só podemos entrar em ‘flow’ quando o estudo vai além do racional e envolve crenças e valores, isto é, quando tem um significado para nós”, resume Piscitelli.

Por Claudia Gasparini ; Exame.com; 6 fev 2017, 15h00 - Atualizado em 6 fev 2017, 15h02

Inexorável tempo

Publicado em 15/11/2016

Tic, tac, tic, tac..faça frio ou calor, chuva ou sol, os ponteiros do relógio sempre estão lá, andando e fazendo com que cada segundo seja único e inexplicavelmente não volte atrás.

Já reparou em como quando você era criança, as tardes demoravam mais a passar? Quando você se machucava e a casquinha do machucado demorava uma eternidade para sair? E quando você já na adolescência sabia que tinha uma festa “no mês que vem”, e parecia que chegaria o Natal, mas não chegaria o dia da festa?

Posso garantir, e existem até estudos de Física para comprovar que o tempo continua passando exatamente da mesma forma desde os primórdios. Os dias, horas, minutos e segundos ainda tem exatamente a mesma duração que tinham quando você era criança e ficava esperando seus pais chegarem do trabalho.

Mas então, o que é que está acontecendo? Por que é cada dia mais comum ouvir pessoas dizendo “Nossa, que correria! ” ou “Eu não tenho tempo para fazer isso ou aquilo”. Como alguém pode dizer que não tem tempo, com os 86.400 segundos que nos são dadivados todos os dias?

A grande questão, querido leitor de Vida de Estudante, é saber priorizar. Priorizar o que é realmente importante e que merece alguns dos seus segundos diários, em detrimento de algo que talvez em algum momento você precise fazer.

Por exemplo, estar com os seus amigos é algo realmente importante, entretanto talvez nos meses que antecedem o ENEM, a prioridade seja revisar o conteúdo aprendido e focar nos assuntos em que você ainda tem dúvida. Arrumar um namorado também é importante, mas pensar qual curso de graduação você deseja se inscrever talvez seja a prioridade se você estiver no último ano do Ensino Médio.

Priorizar atividades nem sempre é fácil, aliás, vou te dizer...é difícil pra caramba! E pra ajudar, além de não haver uma fórmula, as prioridades ainda vão se alterando de acordo com o tempo. Por mais que você diga que os seus amigos são a sua prioridade, confie em mim, em determinado momento da vida, a sua carreira vai tomar o posto de “prioridade máxima” dos seus amigos. Quando você se casar, o seu companheiro vai ser a sua prioridade e quando os filhos vêm então, aí sim eles passam a ser a prioridade máxima e arrisco dizer que esta é a única prioridade que consegue manter seu posto de “prioridade máxima” por mais tempo.

Mas, como este não é o meu caso ainda e provavelmente nem o seu, caso você seja um estudante adolescente, precisamos aprender a priorizar nossas atividades e os assuntos para os quais vamos dedicar os nossos segundos.

Alguns teóricos se valem de estratégias para nos ajudar a priorizar. Uma destas estratégias famosas, é a Matriz GUT, que classifica nossas atividades de acordo com sua Gravidade (o quão grave é determinado problema), Urgência (É realmente necessário fazer isso agora, ou podemos esperar um pouco mais?) e Tendência (Se esperarmos um pouco mais, o problema vai ser agravar, ou continuará igual?). Valendo-se de alguns cálculos, esta matriz coloca “números” em nossas atividades e assim, nos ajuda a priorizá-las.

O ponto é que tanto eu quanto você, querido leitor de Vida de Estudante, sequer temos tempo para colocar nossas atividades todas em uma matriz de prioridades e provavelmente não vamos utilizar esta técnica (só te contei porque quero que você continue sendo um leitor inteligente e que já tenha ouvido falar da matriz GUT!).

O conselho que eu posso dar então, e que repito todos os dias para mim mesma é: Usar o meu tempo apenas para fazer o que me faz feliz! Sim, nós não somos obrigadas a gastar o nosso precioso tempo fazendo algo que não nos proporcione felicidade, que não nos traga algum tipo de retorno ou que não seja um meio para alcançar nossos objetivos (porque vá lá, não podemos dizer que passar noites em claro estudando para o ENEM, seja algo que deixa alguém feliz, mas lá na frente, vai ser parte da felicidade que você vai sentir quando vir a sua aprovação na faculdade!).

Desejo por fim, que todos os seus 86.400 segundos diários sejam repletos de alegria e felicidade! Carpe Diem*!

 

Com Carinho,

 

Flávia Paiva

 

OBS: Carpe Diem é uma expressão em Latim que significa “Aproveite o Dia”.

Bem vindos de volta

Publicado em 24/07/2016

Queridos leitores de Vida de Estudante... após uma breve pausa, aqui estamos nós de novo: Prontos para dar o “play” e seguir com as dúvidas, medos e alegrias em ser um estudante!

Neste pouco mais de 1 ano, algumas coisas mudaram, eu terminei a Licenciatura e agora posso me dedicar a enxergar o mundo com os olhos de uma aluna ou de uma professora. Também me casei, tenho um emprego novo e novamente estou estudando, mas dessa vez em um curso MBA – Master Business Administration em Marketing (falaremos sobre isso em mais detalhes em um próximo artigo).

E que oportunidade propícia para retomar nossa Vida de Estudante, não é mesmo? Estamos às vésperas da volta às aulas e mais um semestre vem por aí!

Já escrevi algumas vezes sobre a volta às aulas aqui, mas dessa vez, o enfoque é outro!

Como foram as suas férias?

Algumas vezes temos férias tão incríveis, com pessoas tão maravilhosas - e entendam “férias” como melhor convier, pode ser uma viagem com amigos, um passeio legal, até mesmo uma viagem a trabalho que acaba por surpreender. E assim, damos um “pause” na nossa rotina. De repente, as provas, os prazos, o chefe, o professor, o relatório e os resultados ficam pra trás e o nosso maior problema passa a ser “qual vai ser o passeio de hoje?” ou “onde vamos jantar?”.

E a volta à sua rotina, após esta pausa, tenderá a ser tão mais torturante quanto longa. Ou seja, quanto mais tempo você ficar apenas se Queridos leitores de Vida de Estudante... após uma breve pausa, aqui estamos nós de novo: Prontos para dar o “play” e seguir com as dúvidas, medos e alegrias em ser um estudante!

Neste pouco mais de 1 ano, algumas coisas mudaram, eu terminei a Licenciatura e agora posso me dedicar a enxergar o mundo com os olhos de uma aluna ou de uma professora. Também me casei, tenho um emprego novo e novamente estou estudando, mas dessa vez em um curso MBA – Master Business Administration em Marketing (falaremos sobre isso em mais detalhes em um próximo artigo).

E que oportunidade propícia para retomar nossa Vida de Estudante, não é mesmo? Estamos às vésperas da volta às aulas e mais um semestre vem por aí!

Já escrevi algumas vezes sobre a volta às aulas aqui, mas dessa vez, o enfoque é outro!

Como foram as suas férias?

Algumas vezes temos férias tão incríveis, com pessoas tão maravilhosas - e entendam “férias” como melhor convier, pode ser uma viagem com amigos, um passeio legal, até mesmo uma viagem a trabalho que acaba por surpreender. E assim, damos um “pause” na nossa rotina. De repente, as provas, os prazos, o chefe, o professor, o relatório e os resultados ficam pra trás e o nosso maior problema passa a ser “qual vai ser o passeio de hoje?” ou “onde vamos jantar?”.

E a volta à sua rotina, após esta pausa, tenderá a ser tão mais torturante quanto longa. Ou seja, quanto mais tempo você ficar apenas se divertindo e alheio às suas obrigações, mais difícil será se adaptar novamente à rotina.

Isso acontece sempre que eu volto das minhas férias! O maior desafio é me apaixonar novamente pela minha rotina! E o maior segredo é ter a certeza de que as escolhas feitas estão certas! Confuso, né? Mas vamos usar um exemplo para facilitar: Recentemente saí de férias do trabalho, e eu estava tão encantada com a minha nova vida sem obrigações e cheia de diversão, que quando voltei ao trabalho, foi difícil me adaptar e encontrar uma motivação pra tudo aquilo. Eu não parava um minuto de pensar em quanto eu tinha me divertido e o quanto a companhia dos meus amigos tinha sido perfeita! Eu ia para o trabalho e as horas pareciam não passar. É o que chamamos de “depressão pós-férias”, que aliás, afeta 23% dos profissionais no mercado de trabalho, de acordo com uma pesquisa realizada em 2012 pela ISMA (International Stress Management Association).

Ainda de acordo com esta mesma pesquisa, foram relatados problemas físicos, emocionais e comportamentais. Para Ana Maria Rossi, presidente da ISMA no Brasil “ [na volta ao trabalho após as férias] tudo fica difícil, complicado, a pessoa demora mais para fazer qualquer coisa, fica mais preocupada, irritada, desmotivada e perde o foco e a concentração com facilidade”. Você certamente já deve ter passado por isso, seja no trabalho ou na escola (porque isso acontecia comigo na escola também!).

O que importa, querido leitor, é que você não está sozinho! Isso é mais comum do que se pensa. E para conseguir voltar para sua rotina, não é fácil, mas é simples: no caso dos estudantes, basta pensar nas coisas boas que existem mesmo na sua rotina de aulas, como a companhia dos amigos, os professores mais legais, as aulas de Educação Física e as excursões. No caso dos adultos (como tudo no mundo dos adultos) é um pouco mais complexo e se deve pensar nas escolhas feitas: Na profissão que escolhemos, na realização que aquele emprego nos proporciona, no motivo pelo qual escolhemos aquela pessoa para ser nosso companheiro para a vida tod

E quer saber?? Se nada disso der certo, é só pensar que já já teremos férias de novo, e aí...a diversão vai continuar!!!

Boa sorte no seu retorno!

Beijos

Flávia Cerri de Paiva, paulista, Química, escritora e estudante

 

 

Se está precisando pegue, se está sobrando doe

Publicado em 07/10/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante, hoje vamos falar sobre algo muito importante: o desapego e o amor ao próximo.

Muito se ouve falar sobre ajudar a quem precisa, e não estou falando apenas de doar dinheiro, roupas, comida. Esta ajuda pode sim se estender à sala de aula.

Passei há alguns dias na Igreja de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, e fiquei contente ao ver um suporte  com algumas roupas penduradas (sim! No lado de fora da Igreja mesmo!) com a inscrição “Se estiver precisando, pegue. Se estiver sobrando, doe!” E para a minha surpresa, o suporte estava cheio de roupas, ou seja, pessoas conscientes abriram seus armários, pegaram roupas que não estavam mais utilizando e foram lá, pendurar no lugar onde quem estiver precisando  poderá pegar.

Fiquei pensando a respeito e percebi que ainda há sim pessoas boas no mundo. Pessoas dispostas a ajudar, e pessoas que não pegarão as roupas se realmente esta não for sua última alternativa. Aquele simples suporte foi uma lição e tanto sobre o caráter das pessoas.

E é tão fácil estender isso à sala de aula, seja você leitor de Vida de Estudante, um estudante, ou um professor!

Se for um estudante, basta estar próximo aos seus colegas e ajudá-los a estudar aquela disciplina que você manda muito bem e eles tem dificuldade. Muitas vezes, por algum motivo, alguma distração, eles perderam um detalhe importante, que “fecha” a matéria e traz sentido a ela.

Já, se você for professor, peço encarecidamente que entenda que cobrar o mesmo desempenho de todos os alunos é um “tiro no pé”. Cada aluno tem a sua forma e a sua velocidade de entender e de aprender. É preciso que o professor entenda essas diferenças e principalmente as respeite. Palavras de quem sofreu muito com isso na escola e até na faculdade (falaremos mais sobre isso no próximo artigo).

Esta é a melhor forma de tornar a sala de aula um ambiente amigável e saudável para todos. É também, a melhor forma de cultivar o amor ao próximo, em uma atividade não antes imaginada. É a melhor forma de manter vivo o amor aluno-professor! Vamos nessa?

Com Carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Sempre há tempo para uma boa leitura

Publicado em 19/09/2014

Queridos amigos de Vida de Estudante, estava eu novamente indo trabalhar um dia desses, quando me deparei com a foto ao lado.

Um operário, trabalhando nas obras de expansão das linhas de Metrô em São Paulo, arrumou uns 15 minutinhos de seu dia para se informar e ficar sabendo sobre as notícias.

Prestei bem atenção ao jornal que o rapaz lia: um daqueles jornaizinhos que são distribuídos gratuitamente em pontos de grande circulação nas cidades.

Resolvi pesquisar um pouquinho sobre as duas maiores publicações do tipo: Metrô News e Jornal Metro.

O Metrô News, acreditem, começou a circular na cidade de São Paulo em 1974, exatamente no dia 14 de Setembro, juntamente com o início da operação dos primeiros 7 quilômetros  das linhas do Metrô. Enquanto o Metrô inaugurava o trecho entre as estações Jabaquara e Vila Mariana, a primeira edição do jornal chegava às bancas, vendido a cinquenta centavos de cruzeiro, com 24 páginas, cuja página principal trazia a manchete: “Metrô, o futuro agora!”

Atualmente, o jornalzinho Metrô News é distribuído gratuitamente pelas ruas e estações de Metrô da cidade, atingindo a quantidade de 1.000.000 de exemplares distribuídos diariamente!

Já o jornal Metro, faz parte de uma rede Sueca, chamada Metro International, e sua circulação iniciou-se no Brasil em 7 de Maio de 2007. Sua primeira manchete no Brasil foi “Virada Cultural acaba em pancadaria na praça da Sé”.

De acordo com o presidente da Metro Brasil, Ricardo Lenz, a versão paulistana foi o melhor lançamento do grupo no mundo. Em Outubro de 2009, atingiu sua maior tiragem: 550 mil cópias e a partir de Outubro de 2010, passou a circular também no Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Vitória.

Uma frase de Pelle Tornberg, ex-CEO da Metro International, me encantou e merece ser destaque aqui na Vida de Estudante desta quinzena: “O Metro informa de maneira rápida, sem perda de tempo e se as pessoas não querem mais pagar pela informação, então vamos oferecê-la de graça!”

Esta é a alma do verdadeiro empresário preocupado não apenas com os seus lucros, mas também com algo além, neste caso, disseminar a informação e possibilitar que um operário consiga parar por 15 minutinhos o seu dia, retirar o seu exemplar do jornal em um dos pontos de distribuição e se informar!

Se você é daqueles que fecha o vidro do carro, ou passa direto pelos pontos de distribuição, saiba que está perdendo uma ótima oportunidade. Vale a pena!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Direto da Bienal 2014 para Educadores Online

Publicado em 28/08/2014

Queridos estudantes, professores e amigos do Educadores Online, com muita honra aceitei a missão de ir até a Bienal do Livro de São Paulo para trazer, especialmente para vocês, as novidades deste ano.

Já há alguns anos, a Bienal do Livro de São Paulo é promovida pela CBL – Companhia Brasileira do Livro, no Parque de Exposições do Anhembi. Como sempre, a organização do evento é impecável. Cerca de 20 guichês de bilheteria para evitar filas desnecessárias na entrada e espaços dedicados ao credenciamento de autores (Obrigada Lua!) e professores! Não demorei nem 10 minutos entre estacionar o carro (algumas centenas de vagas estão disponíveis, porém o preço do estacionamento é alto – R$40,00. Compensa utilizar o transporte gratuito disponível na estação Tietê do Metrô) e entrar no pavilhão da Bienal.

Logo na entrada, me surpreendi com várias excursões de escola, com centenas de alunos de todas as idades, cada um carregando suas sacolinhas, nas quais se enxergavam livros (claro!) e a excitação era perceptível! As crianças riam e faziam comentários altos sobre os stands da feira do livro.

Este ano, é possível notar que a Bienal está voltada também ao público infantil. Bonecos gigantes da Turma da Mônica, Galinha Pintadinha, Barbie, Ben 10 e outros personagens infantis estão espalhados por toda a feira. E felizmente, os pequenos já começam a entender o quanto os livros são divertidos!

Para o pessoal mais conectado há novidades bastante interessantes. A tecnologia marca presença nos leitores digitais da Saraiva e no stand da loja virtual Submarino, stand este que proporciona ao visitante uma experiência incrível: “Viajar” através dos livros, enquanto se pedala uma bicicleta que gera energia! Além disso, no stand do Senai, há um caminhão-laboratório, que dá uma aula aos visitantes sobre nanotecnologia.

A Ecologia e o meio-ambiente também marcam presença no stand da EMBRAPA, no qual são expostas diversas mudinhas de espécies diferentes de plantas (confesso que fiquei pensando no motivo delas estarem alí...mas depois avaliei com calma e era apenas a decoração do stand no qual estavam expostas obras escritas da EMBRAPA).

Há tempos eu não ia a um lugar no qual eu não queria parar nem um segundo, nem para beber água. Me senti como uma criança em um parque de diversão! E de repente reparei que para aquelas crianças, a Bienal É um parque de diversão!

Andando mais um pouco, tive que me controlar....são milhões (!!!) de livros espalhados por mais de 80 stands, vendidos aos mais variados valores. Encontrei mini-livros por R$1,00 e livros de Medicina e Artes por R$250,00. Mas a grande maioria dos títulos estão à venda por R$15,00 em média.

Atenção! A todo o momento encontramos pessoas nos stands dizendo “Pega o brinde da feira!”. Trata-se de editoras querendo vender assinaturas de revistas (falaremos sobre isto em outro artigo do Vida de Estudante). Por enquanto, se fizerem questão de receber as revistas grátis, peguem. Caso contrário, agradeça e vá aproveitar a Bienal, sem “perder tempo” para se justificar sobre porque não assinar a tal revista.

Um stand que chamou a atenção foi o das palavras-cruzadas Coquetel. Há uma parede de vidro, com uma gigantesca palavra cruzada, na qual o público pode se divertir. Claro que fui até lá, testar os meus conhecimentos e fiquei imaginando “Já pensou que legal, ter palavras cruzadas na parede do quarto?”.

Há também, a Praça das Histórias, o Cozinhando com Palavras e um teatro com capacidade para 160 pessoas, no qual há uma programação diversificada todos os dias.

Percebi que 2 foram as palavras de ordem desta Bienal: Infantil e Interatividade. No stand do SESC, havia um gigantesco painel azul, com palavras ao léu imantadas. Era possível o público formar histórias com elas, no grande painel magnético.

Há também uma grande praça de alimentação e espaço para lanches. O preço dos lanches é bem “salgado”. Sugiro levar um lanchinho leve (e gastar $$ com livros!). Os banheiros são impecáveis, limpos e bem organizados.

Andando novamente após a pausa para o lanche, me deparei com uma frase gigante: “O que falta para você ser feliz?” Fiquei pensando, pensando...e agradeci a Deus, por todas as oportunidades que eu tenho! Peguei um “post it”, aqueles papéis pequenos e coloridos e fiz como as outras pessoas, escrevi o que falta para eu ser feliz, e colei na parede ao lado da frase.

Quase 4 horas depois da minha chegada, alguns livros novos na sacola, alguns autógrafos nos meus livros (afinal, ontem foi o dia do relançamento dos meus livros Lua...O Anjo Terrestre e Nem Sempre Acontece na vida de Lua o que parece) e muitas bolhas nos pés (ah! Mais uma recomendação: Use calçados confortáveis), fui para casa, com a alma alimentada e meu coração se encheu de alegria, quando vi a frase de despedida, gigante, na saída do pavilhão: Te vejo na Bienal 2016!!!

Aproveitem! A Bienal de São Paulo fica até dia 31/08 no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi. Mais detalhes no site: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

Grande Beijo com letrinhas,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Obrigada, amigos europeus

Publicado em 26/08/2014

Queridos amigos, estudantes e Educadores Online, hoje vamos falar sobre um assunto pelo qual eu particularmente sou apaixonada: a Bienal do Livro!

Já era uma tradição europeia. As feiras do livro aconteciam regularmente todos os anos na França, Alemanha e Itália.

Na década de 50, precisamente em 1951, a CBL (Câmara Brasileira do Livro) promoveu a primeira Feira Popular do Livro, na Praça da República, em São Paulo.

A experiência de 1951 foi retomada 5 anos depois, em 1956, porém foi deslocada para o Viaduto do Chá, local com grande movimentação de pedestres em São Paulo, com o intuito de alcançar maior público. Deu certo, e a Feira Popular do Livro foi ganhando mais adeptos.

Em 1961, o Museu de Arte de São Paulo se uniu à Câmara Brasileira do Livro e juntos promoveram a 1ª Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas. Esta bienal se repetiu em 1963 e 1965.

O ano era 1970, entre os dias 15 e 30 de agosto aconteceu, então, a 1ª Bienal Internacional do Livro, realizada exclusivamente pela Câmara Brasileira do Livro, no Pavilhão do Parque do Ibirapuera em São Paulo, que recebeu seu nome justamente devido ao evento: Pavilhão da Bienal.

Desde 1970, a cada dois anos, a Bienal acontece! Em 1996, passou a ser realizada no Expo Center Norte para abrigar um maior número de expositores. Em 2002 uma nova mudança: A Bienal do livro foi para o Centro de Exposição Imigrantes, e por fim, a partir de 2006, a Bienal passa a ser realizada no Parque Anhembi.

Fique ligado! Amanhã estarei pessoalmente na Bienal do Livro, para colher depoimentos, tirar fotos e avaliar mais esta deliciosa aventura pelo fantástico mundo dos livros! Não perca!

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora   

 

 

Professor de Espanto minha singela homenagem ao mestre Rubem Alves

Publicado em 23/07/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante,

hoje vamos falar sobre alguém que eu admiro muito: o Psicanalista, Educador, Teólogo e Escritor brasileiro Rubem Alves, que lamentavelmente nos deixou na última semana.

Sempre gostei muito da obra de Rubem e o considero como um dos maiores mestres da atualidade.

Assisti no YouTube a uma reportagem (vejam abaixo o link) em que ele fala que todo Professor devia ser Professor de Espanto. E isso me chamou a atenção! Como é que nunca pensei nisto antes?

É isso mesmo o que eu quero ser um dia: Uma professora de espanto!

Rubem Alves comenta no vídeo que um dia recebeu uma garotinha em sua casa e esta quis saber o que era uma trena que estava às vistas. Rubem pegou a trena e mostrou à garotinha. Ela ficou ESPANTADA! Então quis saber para que servia, Rubem mostrou o funcionamento da trena para a menina e em poucos minutos, havia lhe ensinado o sistema decimal.

Esta é exatamente a função do Professor, ou pelo menos, a função que nós professores antenados e ligados no Educadores Online deveríamos ter: Instigar os nossos alunos, provocar neles o espanto, fazer com que estes alunos tenham o desejo de aprender e despertar neles a curiosidade acerca do mundo.

Ora, este aprendizado é tão mais efetivo. Em poucos minutos, a aluninha de Rubem Alves teve sua curiosidade atiçada (“o que será este objeto estranho?), Rubem solucionou o problema e mostrou a trena à aluna, que consequentemente devido à sua curiosidade latente quis saber como funcionava e pra quê servia.

Toda criança é naturalmente curiosa. Quem de nós nunca teve contato com a tão famosa fase dos “porquês” das crianças (da qual já falamos e ainda falaremos mais aqui no Vida de Estudante) que acontece por volta dos 3 anos de idade, quando a criança faz em média 300 questionamentos por dia, de acordo com a revista Crescer da Editora Globo. Cabe a nós professores, instigar cada vez mais esta curiosidade e mostrar a vida para os nossos alunos, de modo que ela cause “espanto”, ao invés de chateação.

É preciso que nossos alunos queiram entender porquê existem as bacias hidrográficas, ao invés de decorar os nomes de todos os rios e afluentes que cortam a Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, por exemplo.

Para finalizar, um pequeno texto inspirador sobre Rubem Alves:

“Ensinar é um ato de alegria, um ofício que deve ser exercido com paixão e arte. É como a vida de um palhaço que entra no picadeiro todos os dias com a missão renovada de divertir. Ensinar é fazer aquele momento único e especial. Ridendo dicere severum (Rindo dizer coisas sérias), mostrando que esta na verdade é a forma mais eficaz e verdadeira de transmitir conhecimento. Agir como um mago e não como um mágico. Não como alguém que ilude, e sim como quem acredita e faz crer que deve fazer acontecer”

Desejo que vocês se tornem cada vez mais Professores de Espanto para os nossos alunos! E ao nosso querido Rubem Alves, desejo em meu nome e em nome de todos os leitores de Vida de Estudante, que descanse em paz! Que possa agora gozar de toda a tranquilidade e de toda a certeza de que seu legado ficará para sempre e será presente na vida de cada educador deste país!

http://www.youtube.com/watch?v=kwO5F90DuIY

Ao mestre, com carinho.

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora                                                     

 

TETO: Uma Iniciativa Especial

Publicado em 16/07/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante, hoje vou falar sobre algo que aconteceu recentemente. Como já sabem, busco inspiração nos fatos simples que acontecem no dia-a-dia para comentar aqui e há algumas semanas algo me chamou atenção: TETO!

Eu explico, estava dirigindo próximo à região de Higienópolis quando parei no semáforo e diversos jovens vestidos com roupas coloridas, apitos e cartazes se aproximaram. Todos usavam a mesma camiseta, onde se lia “Teto” e havia o desenho de uma casinha azul.

Dois dos jovens se aproximaram e perguntaram se eu conhecia a Teto. Respondi que não e eles explicaram: a TETO é uma organização social que trabalha por uma sociedade justa e sem pobreza, onde todas as pessoas tenham oportunidade de desenvolver suas capacidades e possam exercer plenamente seus direitos. A Teto trabalha em três frentes segundo a própria organização: Construções de moradia de emergência, planos de habitação social e implantações de soluções definitivas.

Contribui com o que eu podia no momento, o semáforo abriu e eu segui o meu caminho, pensando o que teria levado aqueles jovens a trabalhar para esta organização.

Percebi que nos próximos dias, a campanha continuava e um dia, ao encontrá-los no mesmo semáforo, pedi uma foto, informei que tenho a oportunidade de escrever nesta coluna e informei que ajudaria a divulgar sua iniciativa.

Ao chegar em casa e buscar mais informações sobre a Teto na internet, me impressionei sobre o quão longe eles chegaram. Tendo iniciado em 1997 com o sonho de superar a situação de pobreza em que viviam milhões de pessoas, hoje esta iniciativa se converteu em um desafio institucional que é compartilhado com todo o continente. A Teto é atualmente atuante em 19 países da América Latina: Chile, El Salvador, Peru, Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

A Teto mantém parceria com diversas empresas conhecidas e possui todos os pré-requisitos para ser um sucesso! E é disso o que eu quero falar: da vontade de fazer! Do empreendedorismo e especialmente do protagonismo juvenil! Dos jovens que se mobilizam para fazer algo em prol do outro.

Não importa qual é o resultado e isso é o que mais impressiona: dia após dia, por semanas a fio, no mesmo lugar, os mesmos jovens continuavam arrecadando doações para a Teto, independente das pessoas que passavam e simplesmente fechavam o vidro do carro. E isso, meu querido leitor de Vida de Estudante, é a lição que quero deixar neste texto...é a velha história de fazer o bem, sem olhar a quem, ou fazer a nossa parte independente de quem esteja (ou não) fazendo a sua.

Parabéns pelo exemplo, pessoal da Teto.

Para saber mais, acesse www.teto.org.br

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Livros Imperdíveis: o último desta série

Publicado em 02/06/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante, chegamos ao último artigo da nossa série Livros Imperdíveis, na qual tratamos de livros que você Estudante não pode deixar de ler, e você professor, pode sugerir como livros paradidáticos. Para terminar, vamos falar do livro que é continuação do livro Lua...O Anjo Terrestre, o livro Nem Sempre Acontece na Vida de Lua o que Parece.

A Lua, minha pequena personagem sempre me fascinou e a ideia de escrever um segundo livro surgiu dos feedbacks recebidos dos próprios leitores do primeiro livro, que sempre vinham acompanhados de questionamentos: “A Lua não vai crescer?”, “A Lua não vai namorar?”, “A Lua vai namorar o Válter?”.

E então decidi que era hora de pegar o papel e a caneta, e trazer Lua de volta à vida. Não só a Lua, como os amigos dela também, que na verdade são meus amigos. Todos os nomes e datas citados no livro fazem referência a alguma pessoa ou data importante para mim, e que de alguma forma, eu quis homenagear.

Lua e Valter já são adolescentes neste livro, e estudam juntos na mesma escola. Válter tem uma namorada (que não é Lua) e Lua nutre uma paixão escondida por seu amigo.

Uma feira de ciências da escola, a ser disputada fora do Brasil, é a grande oportunidade que Válter e Lua têm de viajar juntos e com seus amigos.

Muitas coisas acontecem: Beijos, namoros, brigas, decepções e até uma doença surge, para fazer com que os adolescentes se entendam e se aceitem da forma como são numa montanha-russa de emoções.

O tempo todo, somos levados a acreditar em algo que não acontece, até que o que realmente acontece, é totalmente inesperado, surpreendendo a todos, mas aí, queridos leitores, é algo que vocês também terão que ler, para descobrir!

Nem Sempre Acontece, é uma ótima oportunidade para nós alunos, trabalharmos especialmente a esperança, e aqueles dias em que achamos que nada dá certo em nossas vidas. Para nós professores, também é uma excelente oportunidade para trabalhar com nossos alunos conceitos de resiliência, obstinação e porque não, esperança em um amanhã melhor?

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

 

Hoje é dia de festa

Publicado em 23/05/2014

Festa no EO, festa na coluna Vida de Estudante...

Há pouco mais de 1 ano, em uma conversa informal com um grande amigo, surgiu a ideia dele me apresentar para a nossa querida Adélia Lopes, idealizadora do site Educadores Online.

Alguns dias depois, decidi ligar para a Adélia e assim nasceu a coluna Vida de Estudante! Uma grande oportunidade e apenas uma recomendação: “Você pode e deve escrever sobre o que você quiser!”

E assim, dia 23/05/2013 foi publicado o primeiro texto intitulado “Muito Prazer!”, na qual me apresentava a vocês meus queridos leitores e dava pistas do que falaríamos na coluna: Amigos, sentimentos, família, professores, deveres de casa, alunos e as relações entre todos estes pontinhos que se entrelaçam em nosso dia-a-dia.

Mal sabia eu sobre a repercussão que esta coluna teria. Com o passar do tempo, e conforme os textos foram sendo publicados, dezenas de comentários de todo o Brasil começaram a chegar! Comentários sempre inspiradores, que acabaram me fazendo voltar pra sala de aula.

Falamos sobre como escrever um livro, sobre temas polêmicos como a Copa do Mundo e os “Rolezinhos”, sobre qual profissão escolher, sobre a volta às aulas, sobre livros imperdíveis, sobre como lidar com as emoções na sala de aula, sobre os meus próprios professores, sobre provas, entre tantos outros.

E agora, exatamente 1 ano depois, só posso lhes dizer meus queridos leitores, que toda vez que paro para escrever o texto para a coluna, o faço com o mesmo amor e a mesma paixão de quando escrevi o primeiro. Ainda começo a rabiscar as primeiras palavras, às vezes no computador, às vezes à mão e me sinto como uma criança que recebe um papel em branco e uma caixa de lápis-de-cor. O que escrever? Sobre o que falar? Como?

E a resposta é uma só, dada pela querida Adélia Lopes: Sobre o que eu quiser! Como eu achar melhor! E agora, tenho certeza, este é o meu melhor combustível!  Isto é o que me move e me faz ter muito, muito orgulho de fazer parte da equipe do Educadores Online!

Obrigada à todos e que venham mais e mais anos de sucesso para todos nós!!!

Com muito carinho (o mesmo que desejei durante todo este ano),

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Livros Imperdíveis: Lua...O Anjo Terrestre

Publicado em 09/05/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante, continuando a nossa série Livros Imperdíveis, uma série com 4 pequenos  e rápidos artigos sobre livros que você Estudante não pode deixar de ler, e você professor, pode sugerir como livros paradidáticos, hoje vamos falar sobre um livro da qual sou suspeita: o meu livro Lua...O Anjo Terrestre.

Desde pequena sempre gostei muito de escrever e até na faculdade, minhas melhores notas eram sempre nas matérias em que eu tinha que escrever e dissertar.

Certo dia, com 8 anos de idade, resolvi escrever. Peguei um papel e uma caneta, entrei na minha casinha de bonecas e comecei a escrever, escrever e escrever. Algum tempo depois, meu livro estava pronto! Várias folhas escritas a mão, com os meus próprios desenhos e uma capa grampeada! A ideia era boa, mas como fazer o meu livrinho se tornar um livro de verdade, é que eu não tinha a menor ideia. Justamente por este motivo, meu livro ficou uns bons 15 anos trancado na gaveta.

Mais tarde, já trabalhando (por sim, infelizmente publicar livros no Brasil ainda é muito caro!), decidi que era hora de colocar as mãos à obra, para poder realizar o meu sonho. E assim nasceu a Lua.

Lua é uma criança iluminada, que nasceu de uma gravidez inesperada entre Angélica e Vinícius. Angélica se vê sem condições de criar o bebê e certo dia abandona Lua em uma rua qualquer. Válter, ao contrário, é um garoto muito mimado, que um dia decide fugir de casa.

Lua e Válter, ou Valtinho, como é conhecido, se encontram e juntos vão passar por incríveis aventuras em busca de forças e coragem para voltar para casa e reencontrar suas famílias.

Para nós alunos, é uma ótima oportunidade de reavaliar o que realmente é importante na nossa vida. Para nós professores, é também uma ótima chance para trabalhar conceitos como diferenças sociais, recursos financeiros, esperança, amizade, amor, perdão, entre outros.

Vale a pena conferir!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Livros Imperdíveis: A culpa é das estrelas

Publicado em 25/04/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante, continuando a nossa série Livros Imperdíveis, uma série com 4 pequenos  e rápidos artigos sobre livros que você Estudante não pode deixar de ler, e você professor, pode sugerir como livros paradidáticos, hoje vamos falar sobre um grande sucesso de Jonh Green: A culpa é das Estrelas.

Sempre fui relutante ao que vira moda, não à toa, demorei muito para me render aos sucessos “50 tons de cinza” ou a série Crepúsculo. Com A culpa é das estrelas não foi diferente.

Ouvia críticas, vi fãs alucinados e fanáticos e só me rendi quando ao chegar no cinema em um domingo à tarde, assisti ao trailer do filme A culpa é das estrelas.

Apaixonei-me de imediato e decidi que talvez fosse hora de me render a este sucesso.

Saí do cinema e comprei o livro.

Em suas 286 páginas, John Green nos conta a história da querida Hazel Grace, uma garota marcada pelo Câncer. Hazel não vive, apenas sobrevive à espera do momento em que sua hora de partir vai chegar, junto de seu inseparável cilindro de oxigênio.

Entretanto, as coisas começam a mudar quando Hazel, frequentadora do grupo de apoio conhece Augustus, ou simplesmente Gus.

Gus muda sua vida de uma forma que ela jamais podia imaginar e ela sente-se viva. Hazel e Gus decidem viver o amor, da forma mais plena possível, para sempre! Independente do quanto este para sempre signifique para eles, com suas vidas marcadas pela tristeza, pela dor, pela quimioterapia, cirurgias e hospitais.

Juntos, o jovem casal entende que é possível realizar sonhos, e que juntos, podem chegar onde quiserem, até na Holanda, para conhecer um grande escritor de sucesso, o qual ambos admiram.

Durante toda a narrativa, feita de forma impecável pelo autor, na pele da doce Hazel Grace, acreditamos que sua morte é algo iminente e pode acontecer a qualquer momento... Mas o tempo passa, e a história termina de uma forma de uma forma surpreendente que vocês vão ter que ler para descobrir!

Vale muito a pena para nós, alunos, repensarmos sobre o valor que a nossa vida possui e sobre como muitas vezes não damos o devido valor a ela. E para nós professores, trata-se de uma ótima fonte de discussões: perda, integração, sentimento de culpa, perdão, entre outros.

Vale a pena conferir!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Livros Imperdíveis

Publicado em 09/04/2014

"Sempre haverá uma amnhã"

Queridos leitores de Vida de Estudante, iniciamos hoje uma série com 4 pequenos  e rápidos artigos sobre livros que você Estudante não pode deixar de ler, e você professor, pode sugerir como livros paradidáticos.

O primeiro deles, que inclusive me influenciou muito na decisão de seguir a carreira de escritora, é Sempre Haverá um Amanhã, de Giselda Laporta Nicollelis (Editora Moderna– 32ª edição).

O livro trata da vida da pequena e doce Mahara, que nos encanta à primeira vista. Esperada e recepcionada como uma princesa, aos poucos seus pais vão percebendo que Mahara não é igual às outras crianças.

Mahara apresenta uma deficiência cujo desenvolvimento físico ocorre mais rapidamente que o desenvolvimento mental. Em poucos anos, a doce Mahara se torna uma criança presa em um corpo de adulto.

Ao decorrer da narrativa, que com um trabalho impressionante da autora, é contada pelo pai da garota, nos deparamos com situações pelas quais todos nós já passamos pelo menos uma vez, e conseguimos nos identificar. Momentos de raiva, de compaixão e até mesmo de tristeza.

Os anos passam e Mahara aprende a lidar com a perda temporária da mãe (que passa uma temporada longe), aprende a lidar com a primeira paixão e primeira desilusão amorosa, aprende também que ela não é igual aos demais...mas....e daí?

Todos nós somos diferentes, não somos?

Mahara leva uma onda de amor, compreensão e reflexão para os nossos dias.

De leitura fácil e leve, o livro é recheado de figuras (uma flor, que simboliza Mahara) que nos surpreende, nos apaixona e nos emocionam durante suas 71 páginas.

Você, aluno, certamente também vai se apaixonar por Mahara. E você, professor, certamente terá dezenas de assuntos para abordar e discutir com seus alunos: Respeito às diferenças, Alteridade, Inclusão dos deficientes na sociedade, entre outros.

Para fechar, um pequeno trecho de Sempre Haverá um Amanhã:

“(...)Na verdade, eu gostaria de ser um rio...Ancestral, correndo livre por terras distantes...E como um rio eu veria muitas coisas e imaginaria outras e teria talvez as respostas para minhas sofridas perguntas... Porque, a minha espera, haveria – com certeza- o profundo mar azul: os olhos de Mahara! “

Vale a pena conferir!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Não é coisa da cabeça do Professor

Publicado em 02/04/2014

Meus queridos leitores de Vida de Estudante... hoje vamos falar sobre algo que antes da coluna Vida de Estudante, do Educadores Online, eu achava (provavelmente como muitos de vocês), que era só coisa da cabeça do professor: As matérias ensinadas em sala de aula.

Como vocês sabem escrever para o Educadores Online, foi uma grande oportunidade que mudou a minha vida! Depois de começar a escrever e principalmente depois de ler as demais colunas e interagir com o site (já repararam nas seções de vagas e nos sorteios incríveis promovidos pelo EO?), decidi voltar para a sala de aula, eu que sou graduada em Química, resolvi cursar a licenciatura nesta disciplina.

Uma das primeiras disciplinas que eu tive, denominada Conteúdos e Metodologia do Ensino da Química, foi muito especial, e foi quando nós aprendemos de forma simples e prática a ser professor!

A disciplina é muito bem elaborada e durante as aulas assistimos a vídeos, vemos apresentações, temos conteúdo teórico e aos pouquinhos, nossa professora fazia de cada uma de suas alunas (sim! Nesta disciplina especificamente só havia colegas mulheres) um pouquinho professoras.

Sem dúvida dois pontos eram importantíssimos nesta disciplina: A apresentação do Plano de Ensino e a apresentação da aula. Comecemos pela apresentação da aula.

O professor sugeria escolher um assunto explicado normalmente no 1º ano do Ensino Médio e pedia para prepararmos uma aula, que seria dada para ele e para nossos colegas de sala. Cada aluno se preparava da melhor maneira possível, com slides a serem apresentados no computador, entregando folhinhas com resumos, etc. Eu particularmente, sempre preferi utilizar exclusivamente a lousa (mas este já é um assunto para outro post na coluna). E no dia marcado, lá estávamos nós, preparados para dar uma aula (técnica) de Química para o nosso professor. Acho que nem preciso falar sobre a sucessão de erros que cometíamos devido ao nosso nervosismo, mas certamente foi lá que eu aprendi a ser professora e foi lá que pela primeira vez, eu senti como era dar aula. Acho que nunca vou me esquecer deste dia. Uma aula simples sobre conceitos de ácidos e bases, num dia qualquer de Outubro...

O segundo ápice desta disciplina era a apresentação do plano de Ensino (e este é o assunto deste post!). Não pense querido aluno, que um dia o professor acorda e diz “este mês vou falar sobre todos os rios da bacia hidrográfica do Amazonas”, ou “este ano vou falar sobre Química”.

Cada uma das matérias que vocês aprendem, cada um dos exercícios e cada questão das temidas provas, é algo pensado e repensado pelo professor e pelo Coordenador Pedagógico da sua escola. E acreditem, elaborar Planos de Ensino era a minha atividade favorita nesta disciplina da faculdade.

O MEC (Ministério da Educação) juntamente com a Secretaria da Educação elaborou o PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), que além da Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, fundamenta o que deve ou não ser conteúdo a ser ministrado em sala de aula, para todos os níveis.

Apenas para curiosidade, vejam abaixo os textos do PCN e da LDB. Vocês certamente nem se deram conta de que sabem tanto.

E se prepare, querido aluno, que um dia quer vir a ser professor, também faz parte de nossas atividades estudar a Lei de Diretrizes e Bases, além dos Parâmetros Curriculares Nacionais, para escolher os melhores caminhos para atingir os objetivos propostos, visando sempre à melhor formação de nossos alunos!

Com carinho, de professor para futuro professor,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

 

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm       

http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf

 

Mentira

Publicado em 21/03/2014

Querido leitor de Vida de Estudante, hoje vamos falar sobre um assunto que todos, sem exceção, já vivenciamos de alguma forma: a Mentira! Todos nós já mentimos, ou já fomos vítimas de algum tipo de mentira.

A mentira é percebida cedo e quase universalmente e não apenas por homens. Os animais também mentem.

Na década de 1970 a gorila Koko estava sendo treinada pela Dra. Francine Patterson e outros cientistas da Universidade de Stanford (Estados Unidos) para se comunicar, utilizando a língua dos sinais Americana. Após uma explosão de raiva, na qual Koko arrancou uma pia de aço do lugar onde estava presa ao ser confrontada por seus treinadores, a gorila sinalizou na língua dos sinais Americana “foi o gato”, referindo-se ao seu companheiro gato que estava acostumado a viver na mesma jaula de Koko. Foi a primeira mentira animal de que se tem registros.

A verdade é que a mentira é um tema polêmico: Desde muitos anos atrás, Platão acreditava que sim, era permitido mentir sem pudores, enquanto Aristóteles e Santo Agostinho eram radicalmente contra a mentira.

A mentira vai contra os padrões éticos e morais da maioria das pessoas, porém, muitas vezes isso acontece só na teoria.

Dizer para o professor que “o cachorro comeu a tarefa de casa”, dizer para a tia da cantina que “não tem moedas”, dizer para a mãe que “foi bem na prova” ou “não tinha lição para casa hoje”, bem como mentir dizendo em um currículo que possui tal e tal curso no exterior, ou que fala fluentemente um idioma, são mentiras igualmente graves. Mas as piores, querido leitor, são as que estão por vir:

Dizer que se está apaixonado, quando não está. Dizer que sabe alguma coisa e está apto a fazê-la, quando não está. Mentiras que podem causar dor e sofrimento a alguém, estas são as piores.

A mentira e a falsidade caminham juntas e este caminho pode não ter volta, principalmente quando se é estudante, e quando nossa personalidade ainda está em formação. Parecer ser quem você não é, parecer gostar de quem você não gosta e muitas vezes machucar quem você gosta são resultados comuns neste caminho.

Recentemente passei por uma situação com uma pessoa muito querida, na qual descobri uma mentira, contada assim, “sem maldade”. Uma dessas mentirinhas contadas para evitar sofrimento. Oi? Mentira para evitar sofrimento? Sim, algumas pessoas pensam que é melhor mentir ou omitir para evitar maiores problemas (atenção, espertinhos de plantão, que acham que omitir não é tão ruim quanto mentir: omitir é sim, tão ruim quanto! Quando mente, você inventa, quando omite, você não conta, ou seja, você não é verdadeiro em nenhuma das opções!).

O ponto é que eu descobri de alguma forma a mentira, e além de ter me causado um sofrimento absurdo, primeiro pela situação e depois por jamais esperar uma mentira assim, algo muito mais importante foi abalado: a confiança! Acredite, quando você mente e é descoberto, nada do que você diga vai fazer sentido. Por exemplo, quando descobri a tal mentirinha, imaginem o monstro que eu criei na minha cabeça! Não conseguia acreditar que a mentirinha havia sido tão pequena e sem motivo. Imaginei que se havia um motivo para mentir, ele devia ser grande e forte e bravo e terrível e monstruoso e blá blá blá. Ou seja, a mentira sem maldade, pode virar um problemão de verdade, com consequências terríveis.

Uma coisa é certa, a “mentira tem pernas curtas”, aliás, vocês sabem de onde surgiu esta expressão? Ela foi utilizada pela primeira vez em Paris, no século XIX, para referir-se ao famoso pintor Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec, que além de um grande artista, também era famoso por ser um grande contador de histórias (“lorotas”, ou seja, histórias inventadas), e desde pequeno sofria com uma doença óssea que comprometia o crescimento de suas pernas.

Nenhum mentiroso e tão bom que se cerque de 100% de álibis ao contar uma mentira. Um dia, a mentira é descoberta, por investigação da pessoa que se sentiu traída pela mentira, ou em uma simples conversa sem intenção, alguém deixa escapar um detalhe e pronto: Pega na mentira!

Queridos estudantes e professores, um convite a uma pequena reflexão: Vamos poupar nossos corações, nossas cabeças e emoções, sem mentiras, sendo verdadeiros, poupando as amizades, os amores e principalmente a confiança em que nos é depositada. Poupemos nossas relações e comecemos em sala de aula e em nossas vidas, algo que seja capaz de se proliferar e “contaminar” até aquele pessoal lá de Brasília. Quem sabe além de nossa vida pessoal, nossa vida social também seja diferente!

Com verdadeiro carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

O medo

Publicado em 17/03/2014

Meus queridos leitores de Vida de Estudante, hoje vamos falar sobre algo que muitas vezes nos impede de fazer o que queremos e nos causa muito stress: O Medo!

Em linhas gerais, este artigo será quase um “reality writting”. Vou escrevendo um pouquinho por dia! Devo demorar ainda uns 20 dias para enfrentar a situação que está me dando medo, mas aos poucos vou contando o que tenho feito para enfrentá-lo.

Exatamente daqui a 2 semanas vai ser o dia da situação difícil, embaraçosa eu diria. Tive a opção de não enfrentá-la, mas decidi que o faria e fui incentivada pela maioria dos meus amigos. E saber que muitos deles estarão torcendo por mim, e alguns deles, inclusive, estarão lá comigo, já me deu certo alívio.

1ª lição: Divida os seus medos, compartilhe as angústias e cerque-se de amigos nos quais você confia verdadeiramente!

Os dias estão passando e eu tenho tentado não pensar muito no medo que eu sinto, mas muitas vezes (conforme já comprovado cientificamente para as mulheres), a emoção domina a razão e quando menos espero lá estou eu pensando: “Daqui a 2 semanas estarei lá...”, “daqui a 1 semana estarei lá”...e com isso, a única coisa que estou ganhando são preocupações extras. E daí surgiu a 2ª lição!

2ª lição: Evite pensar demais sobre o assunto que lhe está causando angústia. É o verdadeiro “sofrer por antecedência” e no fim, nada vai mudar a situação final.

Conforme a situação foi se aproximando, amigos e familiares começaram a se manifestar das mais diversas formas: Mandando mensagens, rezando por mim, dizendo que estavam torcendo para tudo dar certo e embora fosse bom saber e sentir que eles estavam comigo, naquele momento, dias antes do momento difícil que eu teria que enfrentar, aquilo não foi construtivo. Pelo contrário, nos poucos momentos em que eu conseguia relaxar, meu celular apitava com uma mensagem de apoio, me fazendo lembrar que algo difícil estava por vir. Tudo o que eu pensava naquele momento era o quanto eu queria que o tal dia chegasse, e terminasse logo, pra eu ver como seria o final do meu texto para vocês!

Enfim o dia difícil chegou!

E logo pela manhã, uma discussão com uma pessoa muito querida, justamente em relação à situação difícil, tirou o meu foco. E aí, como toda boa mulher, não pude deixar de pensar o clássico “nada dá certo pra mim!”. E assim, uma nova lição surgiu em minha mente:

3ª lição: Cuidado para que nada tire o seu foco quando a situação que lhe causa medo chegar. Você já estará bastante estressado e não precisará de nada que atrapalhe mais o seu dia.

18h, 2 horas para a minha situação difícil começar e aí, a pessoa especial com quem eu havia discutido pela manhã decide convidar nossos amigos para estarem conosco neste momento. E as pessoas começam a chegar. Um, depois outro, depois outros... e quando eu percebi, estava tão entretida com todas aquelas pessoas ao meu redor, que nem lembrava mais para onde eu estava indo, ou o que estava indo fazer.

4ª lição: Os mesmos amigos dos quais falamos na lição 1, serão aqueles que verdadeiramente conseguirão ajudar. Foram eles que me fizeram esquecer e desviar o foco do problema.

“Pronto, estou aqui, é disso que eu tive tanto medo desde o ano passado... foi por causa disso que eu perdi tantos momentos legais e tantas noites de sono”. Confesso que me senti como uma criança que tem medo de escuro, ao ver a luz acesa.

Confesso que no início a situação foi sim difícil e incômoda, mas nada perto do que eu esperava. Tudo correu tranquilamente e no fim, até consegui me divertir um pouco com os meus amigos.

E aqui queridos amigos leitores do EO, está a melhor e mais importante lição sobre este assunto:

5ª lição: Não crie monstros desnecessariamente. Ser cauteloso é uma coisa, fantasiar uma situação complicadíssima é outra.

Finalmente tudo acabou e sabem do melhor? Eu venci o meu medo (que hoje eu percebo que não havia a menor razão para existir)!!! Eu consegui superar algo que há muito tempo me angustiava e me sinto mais forte para encarar qualquer outra situação difícil que possa aparecer!!!

Que você vença todos os seus medos!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

A culpa é da Copa

Publicado em 08/03/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante, hoje vamos falar sobre um assunto que será cada vez mais frequente daqui pra frente: a Copa do Mundo.

Desde pequena, tenho memórias deliciosas relacionadas à Copa do Mundo, como na Copa de 1994, quando eu e os meus primos saímos pelas ruas da nossa cidade no interior de São Paulo, batendo tampas de panela para comemorar o tetracampeonato, e a bagunça que fazíamos durante os jogos de 1998. Sem falar nos jogos de 2002, quando era divertidíssimo acordar de madrugada para assistir aos jogos no Japão e Coréia.

França, Coréia do Sul e Japão, Alemanha, África do Sul, e finalmente Brasil. Os anos passaram e eu não sou mais apenas uma espectadora dos jogos do Mundial de Futebol.

Fui para o mercado de trabalho e, sem querer, acabei me dedicando a uma atividade que, conforme descobri recentemente, é extremamente impactada por eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

 A inflação no Brasil, que não passou de 6% nos últimos meses (de acordo com o índice IPC – índice de Preços ao Consumidor), chega a 400% em setores como hotelaria,  passagens aéreas/ rodoviárias.

Chocada com este aumento absurdo de 400%, resolvi pesquisar um pouco sobre os investimentos feitos no Brasil para sediar o campeonato mundial de futebol e, pasmem: 33 BILHÕES de reais investidos apenas em infraestrutura.

Sim, é louvável que o Brasil, como todas as nossas dificuldades, tenha conseguido atender a todos os requerimentos para sediar esta competição, e também é óbvia a exposição que este evento traz para o Brasil, um país já reconhecido internacionalmente como um país emergente e um grande mercado em expansão para as indústrias e empresas multinacionais. Mas...peraí...será que realmente precisaríamos investir 33 bilhões de reais?

O problema não são os 33 bilhões investidos nos 12 estádios que sediarão os jogos da Copa. O problema é justamente a falta de investimento no que é realmente necessário. O que vocês acham que é mais necessário? A Arena Amazônia com seus 42 mil lugares, que sediará 4 jogos da primeira fase do campeonato, ou um hospital decente para a população ribeirinha? Arena Pantanal, em Cuiabá, idem!

O mais interessante é que o Governo Federal alega falta de recursos para construção de novos hospitais e escolas, alega desconhecimento do problema quando denúncias envolvendo pacientes mortos esperando por socorro em hospitais acontecem, alega que não são verdadeiras as denúncias de alunos tendo que estudar apenas em dias alternados por falta de carteiras em escolas. Mas, quando se trata de investimentos para a Copa do Mundo, ah! Aí dá-se um jeito, e a falta de recursos antes informada, dá lugar à um cronograma de investimentos. 10 bilhões, 20 bilhões, 33 bilhões...

Outro ponto de atenção: a violência! Não seria mais prudente se ao invés de investir 33 bilhões de reais em infraestrutura, o Governo investisse pelo menos 3 bilhõezinhos em segurança? 5 bilhões em saúde e 5 bilhões em educação?

Para o governo, e tomando como exemplo o cronograma de investimentos apresentado, alguns bilhõezinhos não são “nada”, mas acreditem, 5 bilhões investidos em Educação, fazem toda a diferença para nós.

É Brasil... Conseguiu a Copa, certamente conseguirá o Hexacampeonato no Brasil, conseguiu com que o mundo inteiro centralizasse aqui os seus holofotes, só não consegue melhorar nossa Saúde, Educação e Segurança!

E a nós, Brasileiros cabe não nos contentar com a política do Pão e Circo (em referência à política da Roma Antiga - panis et circense) que nos foi imposta. Chega de nos contentarmos com o mínimo de comida e um grande show que ganharemos com a Copa do Mundo no Brasil.

É esperar para ver... Ver as próximas desculpas do Governo, o destino que terão as Arenas Pantanal e Amazônia, a violência durante os jogos da Copa, o trânsito (que os investimentos na tal infraestrutura prometeram melhorar) e até mesmo o resultado do Campeonato.

Brasil, pentacampeão de futebol e tanto ainda a aprender!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Expandindo fronteiras

Publicado em 28/02/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante....

Aqui estamos nós...expandindo nossas fronteiras!

Estou neste momento em Mainz, uma pequena cidade, a 30 minutos de Frankfurt, jantando em um antigo restaurante e escrevendo para vocês.

Eu já havia sido avisada sobre o frio, mas não pensei que fosse tão intenso. O frio é úmido e a sensação térmica dos 3 graus que faz neste momento, é bem abaixo de zero.

Como esperado, a Europa é realmente o "velho continente". As ruas são cheias de monumentos e estátuas. A cada esquina há um prédio histórico e um café acolhedor, onde os alemães se encontram.

É um lugar inspirador! Aqui se respira arte e história!

As compras certamente ficarão para a próxima viagem! A Europa não é um bom lugar para se fazer compras, ainda mais quando a taxa de câmbio é altíssima (R$1,00 = 3 EUR)...

E as pessoas...ah! As pessoas... Essas realmente merecem os meus comentários: pessoas extremamente bondosas e receptivas!

Ontem tive um jantar especial com o pessoal do trabalho. Para aproveitar um pouco mais, sai da cidade onde estou trabalhando (Ingelheim) e peguei um trem até Mainz. Cerca de 15 minutos depois, eu já havia ultrapassado os 30 km que separam as duas cidades e estava na estação Mainz Hauptbahnhof Central. A noite estava fria, o que não era nenhuma novidade. Vesti a touca, as luvas e o cachecol e sai andando rumo ao restaurante onde me encontraria com os colegas do trabalho.

No caminho (que eu não tinha ideia de qual era), entrei em algumas lojas. Já me aproximando do horário combinado, pergunto a uma das atendentes de uma das lojas se ela fala inglês e ela responde que não! (Sim queridos estudantes e professores, falar inglês é fundamental para se comunicar no século XXI). Um senhor já velhinho de cabelos brancos, me ouviu perguntando e se ofereceu para ajudar. Mostrei o endereço de onde seria o meu jantar e perguntei se poderia ir andando ou deveria utilizar um taxi.

O senhor me acompanhou até o lado de fora da loja e disse que me mostraria o caminho.

Pediu para que eu o seguisse.

Durante a caminhada, falamos sobre o Brasil, sobre o carnaval de Mainz ( eles também tem um carnaval e logo eu descobri o motivo das ruas estarem tão enfeitadas!) e sobre o Azerbaijão, Terra Natal daquele velhinho.

Andamos, andamos, andamos e de repente me dei conta de que seria muita coincidência se aquele fosse exatamente o caminho daquele senhor. Para ser educada perguntei se ele morava na região e me surpreendi quando ele respondeu: "Não, estou apenas te acompanhando!"

Fiquei agradecida e um tanto quanto envergonhada com aquela gentileza toda, disse que ele podia apenas me indicar o local do restaurante e eu seguiria sozinha. E o senhor me surpreendeu mais uma vez, com a maior lição desta viagem: "um dia, quando eu estive no Brasil e pedi ajuda a um senhor, ele me colocou no carro particular dele e me levou para o aeroporto. Estou apenas retribuindo e peço que você também faça o mesmo!"

Linda lição alemã! Gentileza gera gentileza.

O senhor me acompanhou até a porta do restaurante, eu agradeci e ele seguiu seu caminho de volta para casa, pela noite fria de Mainz.

Em breve falaremos mais sobre esta incrível viagem e tudo o que aprendi!!

Dank für Den Empfang schöne Deutschland

Liebevoll

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

 

E olha aonde a gente chegou

Publicado em 17/02/2014

Queridos Leitores de Vida de Estudante, este texto é dedicado e indicado aos professores.

Como vocês já devem ter percebido, eu gosto de temas polêmicos. Gosto de ter esse espaço tão especial dentro do site Educadores Online para discutir assuntos relacionados não só à Educação que acontece dentro da sala de aula, mas à Educação (ou à falta dela), que rodeia todos os minutos dos nossos dias, onde quer que estejamos.

E hoje, como não poderia deixar de ser, preciso dar o braço a torcer e falar de algo que realmente me surpreendeu: o vídeo oficial do “MC Guimê”, chamado “País do Futebol” (vejam abaixo o link).

O vídeo começa com um desabafo na voz de um adolescente, tendo uma favela como pano de fundo: “A pior barreira é a autoestima. Quando você nasce em um lugar como este, as pessoas te empurram para baixo. A sociedade te empurra para baixo para você não acreditar mesmo.”

É fácil ouvir nossos políticos falando sobre as dificuldades, sobre as favelas e a falta de condições básicas para a sobrevivência, a violência e a falta de oportunidade. Acho que já estamos meio “acostumados” a isso. Mas dói de verdade, ouvir de alguém que realmente passa por isso. A declaração chega a arrepiar.

 Entre os trechos da música, algumas declarações nos surpreendem devido à idade das crianças contrastando com a maturidade que demonstram:

“Meu sonho é ser profissional e ajudar a minha família” diz um dos garotos com a bola nos pés. Outro ao ser perguntado sobre o que quer ser quando crescer, responde: “Quero ser qualquer coisa, sendo trabalhador é o que importa”.

E aqui, exatamente neste momento como já escrevi outras tantas vezes, é que nós professores devemos atuar: Incentivar os alunos a não desistirem de seus sonhos!

É difícil sim! É trabalhoso e muitas vezes, o ‘NÃO’ aparece com uma frequência muito maior do que o ‘SIM’. Mas, sem persistir, não há retorno.

Gosto à parte, o próprio Guilherme Dantas, nascido na periferia de Osasco na Grande São Paulo em 1992, persistiu em seu sonho após muito “não” e acabou virando o “MC Guimê”, maior nome na atualidade do funk ostentação.

Além de ter composto e ser o intérprete da canção “País do Futebol”, ele convidou para participar do videoclipe de sua música, o maior ídolo do futebol brasileiro atualmente, Neymar Jr, que deu a seguinte declaração sobre o assunto:

“Não desistir quando você encontra uma barreira pela frente, ser menosprezado, falarem que você é ruim...isso acontece com todo mundo”.

É professores, já imaginaram levar o funk do MC Guimê, que os nossos alunos tanto ouvem pela rua, para dentro da sala de aula? E poder trabalhar conceitos como Trabalho em equipe (de um time de futebol), persistência, garra, certo e errado...tudo isso embalados pela música, pelo clima de Copa do Mundo e ainda podendo encorajar nossos alunos?

“No flow, por onde a gente passa é show (fechou)

E olha aonde a gente chegou

Eu sou o País do Futebol (‘nego’)

Até ‘gringo’ sambou, tocou Neymar é gol!”

 

Grande beijo,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

http://www.youtube.com/watch?v=bWnS2dIDgQA

E o Gigante dormiu de novo

Publicado em 07/02/2014

Meus queridos leitores de Vida de Estudante...

Hoje quero falar sobre um assunto que estampou as principais páginas dos noticiários em julho do ano passado: Os protestos que tomaram as ruas do Brasil, sob a expressão de ordem “O gigante acordou!”.

Tudo começou com um pequeno protesto feito contra o aumento da tarifa de transporte público e em pouco tempo, centenas de manifestações começaram a se proliferar por cidades do Brasil sob diferentes alegações: Descontentamento com a corrupção na Política, indignação com os gastos com a Copa do Mundo no Brasil, a má qualidade dos serviços públicos. Para lembrar, releiam o texto “Desculpem o Transtorno”, publicado aqui mesmo na coluna Vida de Estudante, em 19/06/2013.

Lembro-me que naquela época, milhões de “hashtags” #ogiganteacordou eram compartilhadas nas redes sociais. Muitos de nós estudantes, inclusive eu, colocamos fotos com a Bandeira do Brasil em nossos perfis na internet e pela primeira vez, senti uma emoção absurda, um sentimento legítimo de luta e fraternidade.

Depredações e vandalismos à parte, lembro-me de fechar o texto de junho do ano passado, parabenizando a todos os estudantes pela iniciativa de pintar o rosto, fazer faixas e cartazes e sair gritando, no meio da rua, que estávamos cansados de tudo aquilo!

6 meses depois...

Nossos governantes decidem reajustar o IPTU em 10% em média.

Se o estopim para todos os protestos do ano passado foram os tais R$0,20, imaginei eu, que algo realmente importante estava prestes a acontecer.

Impostos e mais impostos de início de ano, taxas a serem pagas, serviços públicos mantendo sua péssima qualidade, governantes preocupados com a entrega dos imponentes estádios que serão utilizados para jogos da Copa do Mundo de Futebol, incluindo a Arena Manaus, que recebeu um investimento de quase R$ 500 milhões e será pouquíssimo utilizada após o término do campeonato, e uma lista interminável de insatisfações.

Mas...e agora? Qual é a nossa posição?

#ogigantedormiunovamente???

Não posso acreditar que nos contentaremos com isso!

Trabalhei em uma empresa, em que era comum dizer “Aqui temos muitas iniciativas, mas poucas ‘acabativas’!”.

E no Brasil, foi o mesmo caso: A iniciativa que tivemos de sair à ruas, pintar nossas caras e gritar que não aceitávamos a situação que nos foi imposta em junho de 2013 foi louvável, mas infelizmente, a iniciativa terminou assim que a cobertura da imprensa acabou. Cada um de nós voltou para suas casas, para seus trabalhos e para suas vidas! Confesso que fiquei frustrada!

De qualquer forma, me alegro em saber que pelo menos, o transporte público não aumentou em R$ 0,20, e que quem viveu esta situação, poderá contá-la aos seus filhos, netos e futuros alunos, ao lado de grandes mobilizações da história como o Movimento dos Caras Pintadas.

Quem sabe daqui a algum tempo haja uma grande mudança...

Então...acho que a hashtag ideal seria:

#ogiganteestaaprendendo

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 27 anos, Química, estudante e escritora

Esses tais rolezinhos

Publicado em 30/01/2014

Meus queridos leitores de Vida de Estudante...

Hoje quero abrir aqui a possibilidade de falarmos sobre algo que constantemente está sendo discutido: os “rolezinhos”.

Ao digitar “rolezinho” no Google, o site de busca nos traz a incrível marca de 3.290.000 notícias sobre o assunto.

Tudo começou no final do ano passado, quando alguns adolescentes até então desconhecidos, começaram a postar fotos no facebook, incentivando a ostentação e acabaram ganhando “fãs”. Estes 3 adolescentes resolveram então marcar um encontro em um shopping na capital paulista com seus fãs.

Pronto! No dia marcado, lá estavam os adolescentes que deram origem ao tal rolezinho. Meninas de 15 anos com os cabelos pintados de loiro, vestindo shorts curtíssimos e blusinhas decotados. Garotos que precisariam ser lidos em ordem alfabética, tamanha era a quantidade de marcas escritas neles...Abercrombie, Oakley, Tommy e outras marcas tão cobiçadas pela molecada.

Não demorou muito para que a aglomeração chamasse a atenção dos seguranças do shopping center. A polícia, que muitas vezes não está preparada para lidar com este tipo de situação, acabou gerando pânico e corre-corre. Estava dada a largada! Como um castelinho de cartas, as situações foram acontecendo, uma após a outra, e culminaram com esta ideia sendo amplamente divulgada pela mídia e em mais e mais rolezinhos agendados pelo facebook e outras redes sociais.

Quem nunca recebeu um convite destes? Eu mesma já recebi!

Há inúmeras vertentes aqui que podemos tratar, e agora, quero falar aos meus colegas professores: Está aí um tema multidisciplinar a ser tratado em sala de aula. Com este simples assunto, que não sai da cabeça dos jovens, nem dos noticiários da TV, podemos incentivar a discussão sobre a ação da polícia em meio às multidões, sobre os meliantes que aproveitam o tumulto dos rolezinhos para saquear e para cometer atos de violência e vandalismo, sobre a ostentação, ideia que permeia os pensamentos de tantos de nossos alunos, sobre a necessidade do adolescente em se sentir parte de um grupo, sobre a discriminação e preconceito social que ronda este assunto, sobre quem são e o que fazem os “ídolos” dos nossos alunos, entre outros.

Como aluna e como professora, sou defensora da multidisciplinaridade e principalmente de se levar fatos atuais para a sala de aula. Levar para discutir em sala, algo que o aluno está farto de ouvir em noticiários e a este assunto, aplicar um conhecimento teórico que o aluno deve ter.

Não cabe aqui, discutirmos os pontos acima. Cada um destes assuntos, deve ser mediado pelo professor em sala, que incentivará seus alunos a discutir e expor seus pontos de vista. O professor deve sim, fechar o assunto com um incentivo ao aluno, mas é importante que o próprio aluno entenda se deve ou não participar do rolezinho, bem como o motivo para esta escolha.

Mas uma frase que eu li no próprio facebook, eu preciso comentar: “Que tal marcar um rolezinho na Biblioteca na próxima vez?”. É no mínimo, um assunto interessante para pensar!

Grande beijo,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

 

 

E lá vem a volta às aulas de novo

Publicado em 27/01/2014

Meus queridos leitores de Vida de Estudante, hoje vamos falar justamente sobre essa nossa Vida de Estudante!

Os semestres (no caso dos estudantes de Graduação) e os anos passam. As férias vêm e vão... e no final! Sempre estamos aqui, falando sobre a volta às aulas.

Sempre me lembro de quando logo no início do semestre, a coordenadora do meu curso na faculdade passava de sala em sala para dar os recados gerais e dizia: “Estou muito feliz com esta volta às aulas! Este lugar não é nada sem vocês!”. E não é mesmo! Vocês já foram por algum motivo à escola de vocês enquanto o período ainda era de férias? O ambiente fica tão chato e sem graça! Não tem o barulho das crianças fazendo aula de Educação Física, não tem os grupinhos de alunos espalhados aqui e ali. A cantina não faz os lanches mais gostosos e o ambiente inspirador não está presente.

Mas no primeiro dia de aula! Ah...que delícia! Estrear os materiais novos, o uniforme limpinho, reencontrar os amigos e recomeçar! Começar tudo de novo!

Um ano inteirinho à sua disposição, querido aluno, para fazer como quiser!

Eu sei que todo ano, sempre dizemos as mesmas coisas, que já acabaram virando clichê! Mas para ter resultados diferentes, é preciso agir diferente!

Que tal seguir pelo menos um destes conselhos:

1-      Estude um pouquinho por dia!

Já está mais do que provado, que essa história de deixar toda a matéria para ser estudada no dia anterior à prova, não dá certo. Se você tiver pelo menos 30 minutinhos por dia de estudo, o conceito da matéria vai se fixar muito melhor e você terá mais tempo para tirar as dúvidas do que não ficou claro. (Ah! E não espere ter vontade de estudar para começar...comece primeiro e faça disso um hábito! A vontade virá naturalmente!);

2-      Participe mais!

Dê a sua opinião! Se envolva mais nos assuntos sobre os quais o professor fala! E para desenvolver novas habilidades, tente algo que nunca fez antes. Se você é retraído, que tal participar atuando da peça de teatro que a professora de História está promovendo, ao invés de ficar apenas cuidando do roteiro? Se ofereça para homenagear o dia da Bandeira, a Proclamação da República e o dia do Índio (mesmo que isso signifique ler um texto enorme na frente de todos os outros alunos!);

3-      Se não entendeu, pergunte!

Se você é adepto da frase “Ah! Deixa pra lá, isso não vai cair na prova!”, esqueça e tenha certeza de que vai sim, cair na prova. Também não caia na tentação do “depois eu pergunto para o professor”. Se a dúvida surgir em casa, anote-a e leve para a escola no dia seguinte. Se você ainda estiver na escola, levante a mão e pergunte ao professor. Além de tirar sua dúvida, você ainda vai ganhar alguns pontos com o professor, por estar prestando atenção e participando da aula;

4-      Estude na postura correta!

Estudos científicos já comprovaram que estudar em uma mesa, com a postura ereta e com os materiais necessários ao seu alcance, produz resultados muito melhores do que estudar largado em cima da cama, com o caderno na barriga e ser interrompido a todo momento para levantar e buscar algo que está faltando. Iluminação adequada e música instrumental tocando em volume moderado também favorecem e estimulam o pensamento. Sua mente agradece! E sua saúde também!

5-      Acredite em seu professor e faça o que ele pede!

E por fim, meu caro estudante, tenha em mente de que aquela lista de exercícios que o professor passou, não é só para ocupar o seu tempo (e o dele que tem que corrigir também depois!). Todas as atividades propostas pelo professor, tem um motivo. Elas não são passadas aleatoriamente.

(Em breve, falaremos no EO, sobre Plano de Ensino, Plano de Aula e tudo mais que você acha que “saiu da cabeça” do seu professor!)

 

Prometa pra mim, e principalmente, prometa para você que vai seguir pelo menos 1 destes conselhos? Assim, certamente daqui a algum tempo, falaremos na coluna sobre as férias, ao invés de falar sobre a recuperação!!!

Bom ano letivo para todos nós e que venha 2014, com todas suas dificuldades e aprendizado!!!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Sonho de Consumo: Ganhar na Mega-Sena

Publicado em 23/01/2014

Queridos leitores de Vida de Estudante, hoje vamos falar sobre algo que 10 entre 10 pessoas falam, especialmente no final do ano: a loteria.

A Mega-Sena é a maior modalidade atual das loterias da Caixa (Caixa Econômica Federal). Lançada em 1996, o concurso que consiste no jogador acertar 6 de 60  possíveis dezenas, que são posteriormente sorteadas. Mais de 200 apostadores já foram premiados e em 2008, a Caixa lançou a Mega Sena da Virada, concurso que detém o título de maior prêmio pago da história no Brasil: 247 milhões e 700 mil reais, no final de 2012.

De 2008 para cá, a Mega-Sena da Virada já foi incorporada às tradições da maioria das famílias brasileiras, assim como pular as 7 ondas, comer lentilhas, fazer pedidos, e etc.

Não é de se estranhar, que ao ver tantos adultos dizendo “quero ganhar na Mega-Sena”, este já seja o sonho de muitos brasileirinhos. Não raro, a expressão “Mega-Sena” vem sendo incorporada ao vocabulário dos pequenos.

Uma recente matéria publicada na revista “Mundo Estranho” de Agosto de 2013, traz o título “Grana Preta”, cujo subtítulo chama a atenção: “Dinheiro não traz felicidade. Pior: Em alguns casos, parece que não só traz infelicidade, como um azar sobrenatural.”

 A reportagem descreve casos como o do americano Jack Whittaker que ganhou US$ 315 milhões e se deu o direito de ter todas as excentricidades de um novo milionário: Optou por receber todo o dinheiro de uma vez (nos Estados Unidos há a possibilidade do ganhador fazer retiradas mensais do prêmio, evitando assim uma maior alíquota de Imposto incidente), comprou uma caminhonete e passou a andar “pra lá e pra cá” com todo o dinheiro na caçamba. Certa noite estacionou a caminhonete na porta de um clube e ela foi levada por ladrões, junto com grande parte do dinheiro. Após algum tempo, sua esposa decidiu pedir o divórcio. Whittaker começou a beber e foi preso algumas vezes por dirigir embriagado. Já “torrou” quase todo o dinheiro e ainda responde a dois processos criminais por assédio sexual.

 A grande questão é: Será que o empresário Whittaker teria se metido em todas estas enrascadas se não tivesse ganho o maior prêmio pago a um único apostador na loteria dos Estados Unidos?

 Certamente, o empresário estaria casado ainda e vivendo na pacata Virgínia, talvez sem muitas posses, mas com menos problemas com certeza!

 A lição que fica para nós professores, é evitar que “Ganhar na Mega-Sena” vire objetivo para muitos de nossos alunos. A imagem muitas vezes desenhada pela mídia é de que a vida de um milionário ganhador da Mega-Sena é glamorosa e perfeita. O que dificilmente contam são os problemas que os ganhadores enfrentam, que não raramente, de acordo com a reportagem da revista Mundo Estranho terminam em mortes, assassinatos, separações e muita tristeza.

Independente das posses, nossos alunos devem ser formados para serem pessoas do bem, que respeitam as regras, respeitam as pessoas. Que sabem lidar com suas posses, ou a falta delas. E novamente, muitas vezes, isso cabe a nós professores, que estamos “de fora” da situação existente nas casas de nossos alunos. Isso também faz parte da formação como pessoa, de nossos alunos, pela qual nós também somos responsáveis!

Um grande beijo e até a próxima,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

 

Quebrando o tabu: a cola

Publicado em 07/01/2014

Queridos Leitores de Vida de Estudante!

Aqui estamos nós em 2014 e para começar, quero quebrar um tabu: Vamos falar sobre cola!

Que atire a primeira pedra quem nunca colou, ou pelo menos pensou em fazer um “lembrete” para a prova!

Novamente quero deixar claro, como vocês já devem estar acostumados, que o objetivo deste texto em hipótese alguma é incentivar a “cola”, mas sim contar algo relacionado ao assunto.

Lembro-me de uma ocasião como se fosse hoje: Eu estava na 7ª série do Ensino Fundamental , quando tive uma prova de matemática. Sempre fui boa com os números, graças ao meu pai, Engenheiro e professor de Matemática. Uma amiga então, me pediu a cola de um exercício e eu disfarçadamente disse que era muito grande para deixá-la ver a minha prova. Então ela teve a ideia de jogar um pedacinho de papel para mim e pedir que eu escrevesse o exercício.

Quando fui jogar o papel novamente para ela, a professora percebeu. Pegou o papel, abriu, viu o exercício e tomou as nossas provas, que ganharam um grande “X” e ao lado as palavras “ZERO – Cola”.

Fiquei bem chateada na ocasião. Viramos motivo de chacota por ser tão inocentes e colar com papel! Nossos amigos diziam: “Papéis são provas”... Olha que ironia! Eu não devia produzir provas de que eu estava colando na própria prova... mas...no fim das contas, minhas notas já eram suficientes para eu passar para a 8ª série e minha falta de maturidade sequer me permitia ter vergonha daquela situação. 

Este episódio acabou sendo esquecido, ou melhor, guardado em algum lugar da minha cabeça.

Anos mais tarde, já na faculdade de Química, me deparei com uma matéria que eu adorava, cujo professor era o meu exemplo de profissional. Ele falava a linguagem exata de cada grupo de aluno e com ele aprendi valiosas lições. Mal sabia eu que a mais valiosa de todas, ainda estava por vir!

A disciplina deste professor era dividida em duas partes: A primeira parte foi super tranquila e eu achei que a segunda, fosse igualmente fácil.

Infelizmente, alguns conceitos da disciplina, pareciam não entrar na minha cabeça de jeito nenhum e eu acabei pegando “DP”! Para encurtar a história, na 2ª vez, eu achava que já sabia tudo, não aprendi nada e peguei DP novamente. Na 3º tentativa, tive que me afastar da sala de aula devido ao trabalho e acabei “estourando” em faltas.

No 4º ano da faculdade, fui novamente, pela 4ª vez cursar a disciplina com o mesmo professor. Eu sabia que a “culpa” por não ter sido aprovada nas outras vezes, era minha e não do professor. Estudava, estudava, estudava, me esforçava e minhas notas nunca passavam de 6,0 (por isso eu digo que sou contra o sistema de “provas”! Ora... eu sabia cada um daqueles conceitos que o professor cobrava, mas se no dia da prova qualquer coisa diferente acontecesse, pronto! Meu 5,0 ou 6,0 estava garantido!).

No final do semestre, fui para a prova final precisando tirar 6,5. Eu nunca havia conseguido tirar 6,5 naquela disciplina. Mas decidi tentar até o fim. Eu não podia mais ser reprovada!

Na semana anterior à prova, passei o final de semana tendo aulas particulares com uma amiga.

Devorei os vídeos do YouTube sobre aquela disciplina. Estudei, li, reli, fiz inúmeros resumos e no dia da prova, fiquei trabalhando em casa, para que nada pudesse atrapalhar minha chegada à prova. Pela primeira vez, estava me sentindo segura para fazer a prova. Exceto por alguns detalhes.

Foi aí que a menina que passou cola na 7ª série entrou em ação! Pensei “Bom...o macro eu já sei, vou anotar estes detalhezinhos e caso eu esqueça, posso só dar uma olhadinha!”.

Confesso que me senti um tanto ridícula quando terminei de escrever os detalhes! Quem eu estava querendo enganar? O professor, que tem mais uns 500 alunos e provas pra corrigir?

Imediatamente pensei  “Flávia, naquela reunião mensal do trabalho, você se permite ‘dar uma olhadinha’ caso esqueça algo?”. Procurei não pensar e fui para a faculdade.

Adivinhem se a “Lei de Murphy” não funcionou e o professor me pegou colando?

Fiquei tão envergonhada! E ao mesmo tempo desesperada! Lembrei imediatamente da professora tomando a minha prova na 7ª série e me dando “zero”.

Tive certeza absoluta de que seria reprovada novamente, desta vez por “cola”.

Na manhã seguinte, acessei o site da faculdade e vi que havia sido aprovada. Senti uma sensação estranha. Eu queria tanto ser aprovada nesta disciplina, era uma questão de ‘honra’. Mas não daquele jeito.  Não tendo esquecido uma parte da matéria. Não tendo “dado só uma olhadinha” justo quando o professor me olhou.

Imediatamente enviei um e-mail ao professor me desculpando e agradecendo a “compreensão”, se é que posso chamar isso de compreensão. Pouco tempo depois, veio a resposta. E esta sim, foi a MAIOR lição que eu aprendi na faculdade.

Com poucas palavras, o professor trouxe a simples prova da disciplina para a vida real, para o meu dia-a-dia. Ele me fez refletir sobre a quebra de regras e sobre princípios, independente da dificuldade que estamos vivendo. O professor me falou também sobre confiança, e foi naquele momento que eu percebi que tinha perdido algo importante: a confiança dele. Percebi que ele nunca mais confiaria em mim, nos meus resultados, nos meus relatórios, nas minhas provas.

A vida é repleta de desafios e nem sempre nos é permitido “dar uma olhadinha”, nem podemos “esquecer algum detalhe”. E foi neste momento, que eu aprendi o que é a ÉTICA e o motivo de eu ter tido esta disciplina logo no início do curso.

Fiquei com um peso na consciência e uma vergonha tão grandes, que não tive coragem de comemorar, nem de ligar pra ninguém dizendo “passei”. Naquela hora, passou pela minha cabeça pedir para o professor me reprovar, para que eu pudesse cursar novamente a disciplina e mostrar para o professor que eu podia ser aprovada pelos meus próprios méritos.

E só não o fiz, porque infelizmente dependia do diploma naquele momento, caso contrário, minha carreira na empresa estava ameaçada.

Certamente, se o professor tivesse me reprovado, não teria doído tanto quanto esta aprovação “torta”. Não era este o fim que eu esperava para aquela disciplina.

Mas esta história, queridos leitores, é apenas pra mostrar que um bom professor, é aquele que consegue dar uma lição ao aluno, fazendo exatamente o que ele quer. O bom professor, é aquele que consegue fazer com que a própria consciência do aluno seja o seu algoz. Este é o tipo de professor que eu quero ser.

Ele podia ter me dado zero e me reprovado. Eu teria ficado com raiva e teria feito pela 5ª vez a mesma disciplina. Mas não! Ele me deu a lição mais valiosa que eu carrego até hoje! Honestidade, Respeito, Confiança, Respeito às Regras, Ética, Princípios, Dignidade e Vitória!!!

Espero um dia poder dizer isso ao meu professor! Espero que vocês professores e que eu professora, consiga “atingir” um aluno de uma forma tão profunda e efetiva como eu fui atingida.

Espero que nós professores, tenhamos sabedoria para entender quando nos deparamos com um simples caso de “cola” e quando temos em nossa frente, algo capaz de mudar a vida dos nossos alunos!

Grande beijo,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Eu vejo um novo começo de Era

Publicado em 24/12/2013

Querido leitor de Vida de Estudante...

Mais um ano chega ao final!

Um ano de muitas conquistas e realizações pessoais, inclusive a estreia da coluna "Vida de Estudante!", um espaço gentilmente cedido pela querida Adélia Lopes, idealizadora e grande responsável pelo portal Educadores Online!

Um espaço onde podemos falar sobre tudo! E neste meio ano (7 meses para ser mais exata!) de existência da coluna, falamos sobre Política, Economia, sobre Relacionamentos, sobre Professores, Alunos e principalmente sobre a nossa Vida de Estudante! Sobre a vida dos atuais estudantes e sobre a vida dos estudantes que fomos um dia!

Certamente foi um ano de muito aprendizado!

E para finalizar este ano, eu não poderia escolher outro texto, senão "Tempos Modernos", transformado em música por Lulu Santos:

"Eu vejo um novo começo de era,

De gente fina, elegante e sincera

Com habilidade pra dizer mais sim do que não;

(...)

Eu quero crer no amor, numa boa

Que isso valha pra qualquer pessoa

E realizar, a força que tem uma paixão!"

Eu vejo sim, um novo começo de era! Eu acredito que este 2014 seja uma nova oportunidade para sermos mais finos, elegantes e sinceros..

Eu acredito que todos nós, Estudantes conectados ao EO, podemos fazer a diferença simplesmente dizendo mais "sim" do que "não"!

E o amor? Ah! O amor!! Se eu puder dar um conselho, certamente será: apaixone-se! Mil vezes pela mesma pessoa! Ou por pessoas diferentes, como quiser! Apaixone-se por uma nova música, faça dela a SUA música e a ouça no último volume! Apaixone-se por uma nova empreitada, um novo projeto! Apaixone-se pelo seu trabalho e, caso seja impossível, é hora de rever seus conceitos!

Apaixone-se pela sua vida a cada dia! Tenha em mente que isto é a maior dádiva que podemos ter!

Em 2014, desejo que você ria alto até perder o ar, que sinta cócegas, que realize um sonho, ande descalço, tome chuva, veja fotos antigas, reveja seus amigos e cultive novas amizades! Que plante uma árvore e brinque com um bichinho de estimação, que diga a todos aos seus problemas quão insignificantes eles são! Que tenha coragem para mudar o rumo da sua vida, que tenha FÉ para prosseguir no caminho escolhido e que possamos estar juntos por aqui em 2014!!!

Que a sua vida seja doce! Com uma leve pitada de pimenta!

Feliz Natal e um 2014 maravilhoso, cheio de Paz, Saúde e aprendizado para todos nós!!!

Grande beijo

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Os relacionamentos e a sala de aula

Publicado em 09/12/2013

Olá meus queridos leitores de Vida de Estudante!

Novamente vamos tratar de um tema que vai servir para você professor, ou você estudante!

Quantas vezes você professor já viu uma aluna (sim! Alunas são especialmente mais sensíveis aos problemas de relacionamento) aos prantos no canto da sala? E quantas vezes você aluna, já não conseguiu estudar pra uma prova importante, por ter brigado com o seu namorado?

Infelizmente, a maturidade vem só com o tempo e ao longo dos anos a gente vai aprendendo a lidar melhor com os problemas gerados pelos relacionamentos.

Peço licença para citar um escritor que admiro bastante, Seth Adam Smith que tem um texto intitulado “Casamento não é para mim”, que diz:

“(...)o casamento (ou relacionamento) não é para você. Você não se casa para fazer a si mesmo feliz, se casa para fazer alguém feliz. Mais do que isso, o casamento não é para você, é para a família. Não é para os sogros ou para coisas sem importância, mas para seus futuros filhos. Quem você quer ao seu lado para criá-los? Quem você quer que os influencie? O casamento não é para você, nem para fazê-lo feliz. O casamento está relacionado à pessoa com quem se casa. um verdadeiro casamento (e verdadeiro amor) nunca é centrado em você. É centrado na pessoa que você ama - seus desejos, suas necessidades, suas esperanças e seus sonhos. O egoísmo exige: "O que eu ganho com isso?”, enquanto o amor pergunta: “O que eu posso dar?” (...)”.

Ainda utilizando a licença, cito o grande escritor Rubem Alves, que em sua crônica “Tênis x Frescobol” diz:

“ (...)O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.

O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. Se alguém erra, o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos (...)”.

E este é o segredo, pessoal!

Encontrar alguém por quem sejamos capazes de dar, ao invés de pensar em receber. Encontrar alguém que faça nosso coração bater mais forte, alguém por quem tenhamos vontade de jogar tudo para o alto, alguém que nos encoraje a mudar o mundo se preciso for!

Mas atenção, este alguém não pode querer jogar tênis. Ele precisa ser o seu parceiro para uma partida de frescobol eterna.

Porque é isso o que acontece com aquela aluninha que chora compulsivamente num canto da sala, amparada por suas amigas: Ela (acha que) encontrou o amor de sua vida (embora talvez tenha só 15 anos ainda) e acabou de descobrir que o menino quer jogar tênis, enquanto ela jura de pés juntos, que vai casar com ele!

Novamente, cabe a nós Educadores, o papel de orientar! Escutar, acarinhar e orientar!

Embora todos digam que “ninguém morre de amor”, certamente lembramos como é a dor de um amor! É uma dor que dói de verdade, lá no fundo! E achamos sim, que vamos “morrer de amor”!

Cabe a nós Educadores, estarmos atentos aos possíveis problemas de autoestima deste aluno, bem como, estar ali perto para acalmar, abraçar e dizer “Vai passar!”.

Grande beijo e que você tenha um parceiro e jogue frescobol o resto de sua vida!

Com carinho,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Papo Sério

Publicado em 27/11/2013

Destino Educação: Brasil!

Queridos leitores de Vida de Estudante! Hoje quero falar de um desafio que recebi: escrever um texto, a partir de três frases escolhidas do documentário “Destino Educação: Brasil”.

“Só 11% dos alunos que concluem o Ensino Médio tem o aprendizado esperado em Matemática”

Podemos destacar aqui, uma infinidade de motivos que fazem com que o aluno consiga concluir um curso, sem o aprendizado mínimo esperado em determinada área, por exemplo, a tão polêmica progressão continuada!

Espera aí! Então quer dizer que para garantir que o aluno continue frequentando a escola, o Governo com sua “Política Educacional” solicita que o aluno seja aprovado, independente de seu aproveitamento escolar?

Sim! Infelizmente isso ainda é uma realidade em países como o Brasil. Infelizmente ainda é mais importante mostrar que “x%” dos alunos em idade escolar estão frequentando a escola, do que realmente o quão efetiva é essa educação.

Não à toa, quando mudamos a análise do indicador e passamos a analisar a qualidade do ensino, o Brasil cai para o final da lista.

A grande maioria de nossos alunos podem ser considerados “Analfabetos Funcionais”, ou seja, sabem ler e escrever palavras soltas, mas não tem a menor ideia de como interpretar ou produzir um texto com determinada finalidade. E com a Matemática não é diferente! Os alunos reconhecem os números, mas apenas 1 em cada 10 alunos que conclui o Ensino Médio, sabe resolver uma questão utilizando regras e conceitos que teoricamente já foram aprendidos.

O aluno então muitas vezes sai do Ensino Médio, e vai encarar o mercado de trabalho sem o mínimo raciocínio lógico, o que diminui drasticamente duas chances de lá manter-se. Alguns alunos (os outros 9 que não tem o aprendizado esperado em Matemática) não estão preparados para enfrentar as complicadas questões de Matemática dos principais vestibulares do País. Neste momento, o círculo vicioso se inicia: O aluno não foi bem preparado, não conseguiu uma vaga em uma Universidade pública, devido à falta de preparo não tem um bom emprego que permita seu ingresso em uma faculdade particular. Sem uma faculdade, terá sempre um “subemprego”, que infelizmente permitirá uma “sub-educação” para seus filhos, que não serão alunos bem preparados e assim por diante!

Infelizmente, atualmente o aluno por si só, é muito “pequeno” e acaba sendo vítima da Política Educacional vigente. E é por isso que os professores, ou seja.....

“A gente precisa fazer bem feito o básico”.

É louvável a ação do Governo em programas como o Ciências Sem Fronteiras, PROUNI, Olimpíadas de Matemática e diversos incentivos à Cultura e à Educação. Mas antes disso, é preciso garantir que o básico, esteja sendo feito da melhor e mais abrangente forma possível.

Por exemplo, não há sentido no Governo gastar milhões de reais para enviar alguns poucos estudantes para intercâmbios no exterior enquanto ainda há tantos alunos sem vaga na Educação Fundamental.

Para que o Brasil consiga melhorar cada vez mais a sua classificação no ranking da Educação é necessário investir em Ensino de qualidade abrangente para todos.

É necessário que o Governo garanta a estrutura para o ensino (acabando por exemplo, com as “escolas de lata”), bem como, o preparo adequado aos professores, uma vez que um dos nossos principais problemas é que...

“Os professores não foram preparados para lidar com tanta diversidade, tanta heterogeneidade”.

Ainda é realidade no Brasil, professores sem o Ensino Superior (Conforme nova requisição da Lei apresentada ao Congresso Nacional em 2010), ou professores licenciados em Química, por exemplo, que são convocados a dar aulas de Matemática.

Junta-se à esta falta de preparo dos professores, a grande diversidade das salas de aula: Alunos brancos, negros, de diferentes etnias, especiais, surdos, deficientes físicos e com diferentes níveis de aprendizagem e pronto! Tem-se a bagunça instaurada!

Para exigir que o Brasil seja um “País Educado” é necessário antes que os nossos professores sejam melhor preparados, para que façam bem feito o básico e assim possam difundir uma educação de qualidade.

Neste sentido, há que se destacar uma iniciativa do MEC: a “Rede de Educação para a diversidade”, que objetiva formar professores especializados que possam inserir temas relativos à diversidade em salas de aula.

Mais uma vez, a iniciativa é louvável. Falta apenas ser um pouco mais abrangente.

O Brasil está caminhando rumo à Educação, e cabe a NÓS educadores, ajudar a definir como será a caminhada: A passos largos como a transmissão de informações nas redes sociais ou lenta como a justiça Brasileira!

Bem, missão dada é missão cumprida! Mas para que você, meu querido leitor possa cumprir a sua missão como estudante e talvez futuro educador, sugiro que veja o documentário  “Destino Educação: Brasil” (link abaixo).

http://www.youtube.com/watch?v=qhD1V1gqwP8

Grande Beijo,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

10 motivos para ser PROFESSOR

Publicado em 22/11/2013

E como não podia deixar de ser, para encerrar a nossa série “10 motivos para ser...”, escolhi a mais importante profissão de todas, a razão de nós estarmos aqui, eu, você, e todo o nosso Educadores Online: Professor!

É tão simples, que nem precisaria de 10 motivos: O principal motivo para ser professor, é que ele é quem “abre as portas” para todas as outras profissões! Imaginem um Médico que vocês admiram, ou um Advogado que já viram atuar brilhantemente, ou um Engenheiro que constrói máquinas e pontes. Pois é, foi um professor que ensinou tudo isso para eles!

Mas vamos lá, que tenho mais inúmeras razões para fazer com que você seja um professor, ou pelo menos veja de outra forma esta brilhante profissão:

1)      Um professor jamais será esquecido por seus alunos. Faça a experiência: Certamente você não se lembra do nome do primeiro coleguinha que teve na escola, mas certamente se lembrará da “tia” que te ensinou o bê-a-bá!

 

2)      Ser professor nos possibilita ter algumas outras profissões também, por exemplo, você pode ser um Médico e se especializar em dar aulas para novos Médicos;

3)       Caso você perceba que tem o dom (sim! Ensinar é um DOM!) nato para ensinar, você pode graduar-se em Pedagogia e especializar-se em Educação Infantil ou Fundamental e ser a “tia” que vai ensinar o começo de tudo aos alunos!

4)      A graduação em Pedagogia também abre portas para que você trabalhe com Gestão Escolar, ou seja, como gerir uma escola! Você pode também ser Coordenador Pedagógico ou Diretor!

5)      Se alguém realmente tem o poder de “mudar o mundo”, como todos dizem, esse alguém é o Professor! Uma das frases da qual mais gosto é a do Educador Paulo Freire, que diz “ Ser professor é ter a certeza de que faz parte de sua tarefa docente, não apenas ensinar conteúdos, mas também ensinar a pensar certo!”;

6)      O professor não tem uma carreira fácil, nas melhores escolas particulares, o salário chega a R$5000,00 dependendo da carga horária. Já um professor de universidade, pode receber até R$15000,00. Um professor da rede pública de ensino em São Paulo, recebe em torno de R$2600,00.

7)      Pelo menos as férias de julho estão garantidas. Diferente das grandes empresas, em que os funcionários com filhos tem prioridade para tirar férias em julho, e os demais fazem “rodízio”, um professor sempre terá suas férias de julho, além de férias parciais em dezembro e janeiro (ao contrário do que todos pensam, os professores também tem que trabalhar enquanto os alunos não estão na escola!);

8)      Há a possibilidade do professor optar apenas por trabalho em metade do período! Dedicando o outro período a alguma outra atividade, como por exemplo, um curso de especialização!

9)      O professor terá uma recompensa sem tamanho, na formatura de seus alunos por exemplo, ou ao encontrar um aluno que diz “Professora, virei Bióloga por causa das suas aulas de Biologia!”. Saber que você foi o responsável pela escolha e pelos caminhos de alguém, é indescritível!

10)   E agora, o meu motivo FAVORITO: É a única profissão em que quanto mais velho você fica, mais respeitado e importante você passa a ser!

Alguma dúvida sobre o quão legal e imprescindível para o futuro do nosso país é que você pelo menos tente conciliar a sua profissão com a Licenciatura??

Espero que entre os meus leitores queridos, eu encontre daqui a alguns anos alguns professores!

Obrigada e até a próxima!

Abraços,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

10 motivos para ser médico

Publicado em 07/11/2013

Queridos leitores de Vida de Estudante, seja você estudante ou Educador, dando continuidade à nossa série “10 motivos para ser...”, vamos falar hoje sobre uma profissão que desperta muita admiração além de ser talvez uma das mais importantes e necessárias profissões para todos nós: A profissão de Médico!

Os futuros médicos são escolhidos através de rigorosos exames e provas de vestibular e o curso de Medicina é um grande desafio durante todo o seu período.

Não raramente, as crianças costumam dizer “Quero ser médico!”, mas...para você professor, o que dizer quando um aluno seu diz que quer ser Médico?

Vejamos 10 motivos e argumentos para incentivá-lo:

1)      É uma das poucas profissões em que se pode em curto prazo, aliviar ou até mesmo acabar com a dor e o sofrimento das pessoas;

2)      Ser médico é a melhor maneira de estar próximo às pessoas, levar conforto em momentos difíceis e de alguma forma, fazê-las mais felizes;

3)      A faculdade de Medicina abre centenas de possibilidades: Você pode trabalhar com Medicina Esportiva, Medicina do Trabalho, pode trabalhar em hospitais e pronto-socorro, pode ser Pediatra e trabalhar com crianças, Geriatra e cuidar de idosos, sempre tendo o foco nas pessoas;

4)      Medicina é uma Ciência completa: relaciona Biologia, Sociologia e Antropologia;

5)      Você vai conhecer a “máquina” mais complexa de todo o mundo: o Corpo Humano. Porém prepare-se, a jornada não será fácil e você precisará entender cada mínimo detalhe do funcionamento do seu corpo;

6)      O número de Médicos ainda é baixo no Brasil: Cerca de 310 mil Médicos para 200 milhões de habitantes, ou seja, há mercado o suficiente para todos;

7)      Um médico no início de carreira recebe uma bolsa de residência no valor aproximado de R$2300,00, porém no auge de sua carreira, um médico chegará a ganhar R$18.000,00 (mas há uma pequena parcela de médicos particulares que cobram “quanto querem” e com isso recebem salários altíssimos);

8)      Ainda há a possibilidade de Docência. Os médicos podem dar aulas na Faculdade de Medicina, além de liderar equipes de pesquisa clínica e trabalhar em laboratórios farmacêuticos;

9)      Você sempre estará tranquilo em relação aos seus amigos e familiares. Se houver um acidente, você é o primeiro a saber o que fazer, como ajudar e principalmente como acalmar as pessoas ao seu redor;

10)   Devido à dificuldade em entrar e cursar Medicina, esta profissão é motivo de muito orgulho, quantas vezes você já ouviu alguém dizer “fulano tem um filho Médico!”;

A profissão de Médico foi trazida novamente à tona pela Presidente Dilma, ao contratar cerca de 2000 médicos Cubanos para trabalhar no Brasil. Que tal você professor, incentivar os seus alunos que já demonstram uma inclinação à Medicina?

Um beijo e até a próxima!

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Fontes:

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/guia-de-profissoes/medicina/4ee212d4fb3b72f05700003d.html

http://www.drfernandovalerio.com.br/blog/2006/12/26/por-que-ser-medico/

10 motivos para ser jornalista

Publicado em 30/10/2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá queridos leitores!

Continuando nossa série “10 motivos para ser...” vamos falar sobre uma profissão que desperta amor e ódio: jornalismo!

Quantas vezes você já leu algo na internet ou em revista e ficou com raiva quando descobriu que não passava de fofoca? Porém, certamente você se lembra do quanto seu coração dispara ao ouvir certa “musiquinha do plantão” de uma famosa rede de televisão, porque sabe que está por vir alguma notícia muito importante! Pois é, duas moedas de uma mesma profissão. E por que segui-la?

Vejamos alguns motivos para ser jornalista:

1)      Se você se lembra de gostar de ler e escrever os Jornaizinhos da escola, você já tem uma vantagem e certamente já gostava de jornalismo, sem nem sequer saber do que se tratava;

2)      Os cursos de Jornalismo costumam ser bem interessantes. São cursos que duram normalmente 4 anos e durante o curso o futuro jornalista terá alguns trabalhos “práticos” que o orientarão a ter certeza da profissão escolhida;

3)      O Jornalista é o profissional da notícia e deve ter uma forte veia investigativa, afinal, antes de “repassar” informações é necessário que o Jornalista verifique a veracidade dos fatos, acompanhe-os in loco e aí sim os divulgue;

4)      Jornalistas também precisam gostar de escrever e/ou tirar fotos (já ouviram falar em Fotojornalismo? Notícias contadas unicamente através de fotos!)

5)      Para os alunos que não saem do computador e das redes sociais, tem crescido cada vez mais o mercado de Comunicação Digital Multimídia, ou seja, as grandes empresas têm investido bastante na divulgação de suas marcas através de redes sociais;

6)      Há a possibilidade também do Jornalista trabalhar com edição, ou seja, de todos os dados coletados pelo jornalista, cabe ao editor definir o que realmente é relevante para o público: Qual enfoque será dado? Quanto tempo terá a reportagem? Como misturar sons e imagens em perfeita harmonia, etc.

7)      O salário inicial de um jornalista gira em torno de R$2500,00 na capital Paulista, porém quanto maior a empresa para a qual se trabalha maior o salário recebido;

8)      Para quem gosta de televisão, mas não possui veia artística para ser ator, talvez a melhor opção seja ser apresentador de telejornal. Você estará na televisão, porém de uma forma diferente.

9)   Há a possibilidade também de trabalhar com Assessoria de Imprensa e assim, fazer parte dos maiores eventos que acontecem no mundo artístico, sendo esta a sua profissão!

10)   E por fim, por que não ser um correspondente internacional? Já pensou em ser o responsável por levar todas as notícias que acontecem lá fora para o seu país?

Pois bem, então mãos a obra porque o mundo está girando, há milhões de coisas acontecendo neste exato momento e precisamos de Jornalistas para nos trazer as notícias!

Um beijo e até a próxima!

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Fonte:

http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/comunicacao-informacao/jornalismo-686486.shtml

Dez motivos para ser...

Publicado em 14/10/2013

A nova série: 10 motivos para ser...

Queridos leitores de Vida de Estudante! É com imenso orgulho que apresento para vocês, o primeiro post da série “10 motivos para ser...”!

De repente você se vê com os seus 14 ou 15 anos e todos começam a perguntar “Vai fazer vestibular pra quê?”.  E aí você pensa: “Eu....eu...eu quero ser....sei lá o que eu quero ser!”.

Sempre defendi a ideia de que é muito cedo decidir o que queremos fazer para o resto de nossas vidas, tendo apenas 17 anos, mas enfim, já que é assim que tem que ser, pretendo aqui ilustrar 10 motivos para escolher uma ou outra profissão!

Trata-se de uma série inédita, e se você já acompanha os meus posts, deve saber que não será nada convencional!

Apresento-lhes: 10 motivos para ser ENGENHEIRO!

1-      Há pelo menos 10 opções de Engenharia: Civil, Mecânica, Alimentos, Florestal, Produção, Elétrica, Genética, etc.(e geralmente os anos iniciais do curso são iguais e só lá pelo 2º ou 3º ano, o aluno escolhe qual Engenharia quer seguir – ou seja, se você é bom em contas, mas não sabe se gosta de carros, comida ou fábricas, Engenharia é a melhor opção!);

2-      Engenheiros possuem uma das médias salariais mais altas do mercado de trabalho: Recém-formados recebem cerca de R$4.500,00 (Engenheiro de Minas), enquanto um profissional altamente especializado recebe por volta de R$22.000,00 (Engenheiro de Produção);*

3-      Engenheiros possuem um dos maiores campos de atuação do mercado, podem trabalhar com Vendas, Compras, Supply Chain, TI, Finanças, e pesquisa recente mostrou que a maioria dos Diretores de Multinacionais são Engenheiros;

4-      Se você escolher ser Engenheiro, sem dúvida sua família automaticamente vai perdoar todas as vezes em que você quebrou ou desmontou alguma coisa, e sempre vão dizer “Eu sempre soube que ele seria Engenheiro”;

5-      A Engenharia é uma das áreas que mais cresce no Brasil. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 150 mil vagas de Engenheiro não foram preenchidas entre 2010 e 2012 e a falta de Engenheiros Civis gerou um prejuízo de R$26,5 Bilhões devido às falhas dos projetos em obras públicas;

6-      Você tem que realmente gostar de Cálculos e Física. Vai passar por várias provas, trabalhos e noites sem dormir. Mas depois de formado, se alguém tiver dúvidas em números e operações, vão dizer “Fale com o fulano, ele é Engenheiro!”;

7-      É a única profissão cujo nome em Latim significa “ingenium”, ou seja, aquele que possui formação técnico-científica, capaz de resolver problemas complexos!

8-      Vai ter amigos da faculdade pelo resto da vida! Amigos que saberão exatamente como você o orgulho que é ser Engenheiro (e sim! Vão também achar que nenhuma outra profissão é completa o bastante quanto Engenharia!);

9-      Engenheiros ao longo da faculdade e do dia-a-dia, vão trabalhando e mudando o seu mindset, ou seja, possuem um jeito de ver o mundo, questionar e resolver problemas de forma altamente efetiva. Eles sempre conseguem olhar pra alguma coisa, e dizer algo que nós nem sequer havíamos reparado;

10-   E por fim, Engenheiros possuem a mais completa missão enquanto profissão, que envolve Inovação= Ideia + Implementação + Resultados, ou seja, um único Engenheirinho é capaz de ter uma ideia nova, executá-la e ainda apurar os resultados! 

Existe profissão mais completa para quem (assim como muitos de nós) tem vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo?

Boa sorte futuro Engenheiro!!!

*Fonte: www.engenhariae.com.br

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

 

 

A PROVA de que é possível cada um fazer sua parte

Publicado em 11/10/2013

Meus queridos leitores de Vida de Estudante!

Novamente, quero comentar sobre as minhas andanças por esta metrópole maluca chamada São Paulo.

Estava eu voltando do trabalho, às 18h de uma quinta-feira, quando errei o caminho e fui parar na Av. Rebouças...se vocês conhecem, eu estava perto de todas aquelas lojas de roupas. 40 minutos depois, e eu ainda estava no mesmo lugar. Decidi virar à direta na primeira rua e fui seguindo o fluxo, uma vez que todo mundo teve a mesma ideia que eu!

Alguns minutos e muitos carros depois, fui parar na Av. Gabriel Monteiro da Silva, enquanto ainda tentava chegar à Av. Rebouças. E ao olhar para o lado, percebi algo que me chamou muito a atenção.

Eu e os meus detalhes! De repente acontece aquela velha cena: Uma lâmpada se acende na cabeça e eu penso: “Como nunca percebi isso antes?”

Vi a figura que vocês podem ver ao lado: uma formiga desenhada! Uma grande formiga desenhada com seus mínimos detalhes! Até aí, pensei se tratar apenas de mais um desenho destes que os artistas costumam fazer pela cidade. Quando o trânsito andou, percebi que a formigona estava desenhada não em um muro, mas sim em uma grade! E sim, a formiga que eu vira de outro ângulo, não passava de “tiras” de desenhos indecifráveis.

Corri pra pegar o celular e tirar foto das tiras (e hoje peguei o maior trânsito novamente, para conseguir uma foto de um ângulo que vocês pudessem ver a formiga!)

Sempre ouvi dizer que “se cada um fizer sua parte, vamos chegar ao longe”, mas para ser sincera, nunca gostei muito desta frase. Normalmente, ela é usada para longos projetos, ou para utopias....e embora no começo cada um realmente faça a sua parte, ao passar do tempo, alguns esquecem, outros desistem, outros simplesmente desaparecem...comprometendo assim, o todo, que dependia da partezinha de cada um.

Fiquei pensando se uma das grades que contém uma parte da formiga estivesse pintada de preto: A pobre formiguinha já não existiria. E de repente eu pensei: “olha...e não é mesmo que até em coisinhas pequenas, se cada um fizer sua parte, teremos um TODO!?”

Que sirva de inspiração para você, como serviu para mim! Uma coisa pequena e simples, que fez diferença e mudou o dia da minha Vida de Estudante!

Caso queiram ver a formiga está pintada nas grades da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, no lado esquerdo da via, bem na junção com a Av. Rebouças!

 Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Ideia Genial

Publicado em 30/09/2013

Olá meus queridos leitores da coluna Vida de Estudante!

Hoje quero comentar sobre aqueles momentos na vida em que de repente parece que aquela famosa “lâmpada” se acende em nossa cabeça e dizemos “como não pensei nisso antes?”.

Como vocês sabem, estou de volta à sala de aula, o que me traz um material e uma bagagem deliciosa para compartilhar com vocês!

Na semana passada, tive uma aula sobre “Políticas Educacionais”, um assunto que no mínimo é polêmico.  Iniciamos algumas discussões sobre conteúdos e assuntos a serem debatidos e logo chegou a hora de falarmos sobre as avaliações.

Lembro bem do quanto eu não gostava desta parte na escola e na faculdade, porque embora necessárias, as avaliações são tão...iguais...! Estudar, “decorar” a matéria, ir fazer a prova, se desesperar, ter o famoso “branco” e sair da prova irritada, com a sensação de que não foi possível dar o melhor.

Eis que a minha professora, uma gracinha, aliás, professora Ana Paula uma garota super nova e extremamente competente que de cara já se tornou meu exemplo, informa que teremos sim algumas avaliações e trabalhos no decorrer do curso, mas que a critério dos alunos, poderão ser refeitos.

Opa...Refazer? Ao perceber as carinhas de interrogação dos alunos, a professora logo esclareceu: “ Você faz a prova e tira 7,0 por exemplo. Se você achar que pode e quer melhorar a sua nota, você estuda mais e faz a prova novamente”.

PLIM! A lampadinha se acendeu na minha cabeça! E a intenção não é exatamente essa mesmo? Oras! Você estuda e vai fazer a prova, se esquecer de alguma coisa, se tiver o tal “branco” ou se desesperar, tem a oportunidade de estudar e de se preparar mais, para melhorar a nota e consequentemente aprender mais e mais.

De repente aquilo pareceu tão claro, tão correto e tão óbvio para mim.

Se a ideia de colocar crianças desde pequeninas na sala de aula é fazer com que elas aprendam e as avaliações servem para medir a eficiência deste aprendizado, por que não acabar com este mito de “prova” e simplesmente transformar esta etapa do aprendizado num desafio divertido, igual ao videogame, onde a gente sempre tem “mais uma vida” e onde é possível desafiar os nossos limites cada vez mais?

Com certeza esta é uma boa ideia que pretendo aplicar!

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Tio Tungstênio

Publicado em 12/09/2013

Meus queridos leitores de Vida de Estudante!

Quero hoje comentar sobre um dos livros mais interessantes que eu já li: Tio Tungstênio de Oliver Sacks, publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letras.

A biografia de Oliver Sacks, agora com mais de 50 anos, é narrada pelo autor com todos os detalhes relevantes para nos encantar com suas histórias

Oliver nos guia por uma fantástica aventura de questionamentos e descobertas como a fotografia, o raio- X, os experimentos infantis para provar a existência de Deus, a radioatividade, os conceitos de Energia, entre tantos outros.

“Como um mineral apresenta um índice de refração tão baixo a ponto de desaparecer na água?”, “Como o diamante e o carvão podem ser feitos do mesmo elemento?”, “Como um elemento pode se apresentar em diferentes cores, dependendo do seu estado de oxidação?”, “De quê é feito o Sol?” e outras questões que no mínimo nos deixam intrigados e nos mostram que muitas das situações vividas em nosso cotidiano, são simplesmente QUÍMICA!

Oliver ainda faz uma narração toda especial da Segunda Guerra Mundial, e dos anos de sua infância, passados em um internato. Comenta sobre sua família e sobre particularidades de Londres na década de 40.

Nomes como Marie Curie, Mendeleiev, Nielhs Bohr, Lavoisier e Robert Boyle são citados assim, como se fossem nossos amigos próximos, o que de certa forma nos aproxima ainda mais das Ciências.

O autor cita ainda passagens de sua vida familiar, como as noites de Natal, os momentos em que torcia para esquecerem a porta do laboratório de seus pais aberta para que Oliver pudesse xeretar e sobre o delicioso laboratório de seu tio Dave.

Posso garantir que o foi livro com conteúdo Científico mais gostoso que eu li até hoje e que todos os capítulos foram devorados como se eu estivesse lendo um romance sobre a vida de alguém....sobre a vida de Oliver, de sua família e de seu querido Tio Tungstênio!

Recomendo!!!

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Licenciatura ou Bacharelado

Publicado em 30/08/2013

Meus queridos leitores de Vida de Estudante, hoje eu quero falar especificamente aos meus leitores que estão cursando a Graduação.

Lembro-me muito quando logo no 2º semestre da minha graduação em Química, alguém da Coordenação da Faculdade entrou na sala e jogou a informação: “Você deverão assinar neste formulário a opção pelo Bacharelado ou pela Licenciatura”.

OI?? Como assim?

Eu mal sabia o que era a tal Licenciatura. Eu sabia que a minha formação seria “Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas”, nada, além disso.

Em uma sala de faculdade, e você há de concordar comigo, muitas vezes encontramos alunos de etapas anteriores, de etapas posteriores, e muitas vezes até de cursos diferentes do que nós estamos cursando.  E não demorou muito a surgirem os comentários do tipo “Ah! Credo! Licenciatura é para dar aula!”...” Eu hein? Dar aula, tô fora!”.

Lembro que fiquei impressionada com estes comentários e pensei: “Meu Deus, por que toda essa aversão a dar aulas? Deve ser tão legal!”. Em pouco tempo percebi que os meus colegas de curso pensavam muito diferente de mim.

Da minha turma de na época uns 30 alunos, só 5 se inscreveram para as disciplinas da Licenciatura. E os motivos eram os mais diversos: Alguns diziam “não ter paciência para isso”, outros estavam preocupados em não aumentar o valor da mensalidade (porque infelizmente as disciplinas da Licenciatura eram cobradas à parte) e outros que se inscreveram para a Licenciatura me disseram “Ah! Se nada der certo na minha vida, eu faço uma prova de concurso público e vou dar aulas!".

Enfim...comecei a cursar a Licenciatura e posso dizer que adorei as disciplinas. Elas ensinam muito mais do que “como ser professor”. Você aprende a ser Educador. E ser Educador é importante em todos os âmbitos das nossas vidas. Ainda não tive esta experiência, mas creio que cada um dos ensinamentos que tive nas disciplinas como Didática e Psicologia do Aprendizado vão me ajudar muito quando eu for mãe.  São ensinamentos muito valiosos para tudo, desde o mundo corporativo, quando muitas vezes nós somos obrigados a manter a Inteligência Emocional para encarar certos desafios, até a vida Social e o que tanto se fala atualmente sobre conseguir se colocar no lugar do outro.

Ora, vejam só, durante uma reunião de trabalho esta semana, ouvi falar sobre auxílio Psicológico para um colega e  ao conversar 5 minutos com ele descobri o problema: Dificuldade em aprender as tarefas a serem executadas. Touché! Psicologia do Aprendizado e Didática na prática. Quem diria que essas disciplinas sairiam tão rápido da minha sala de aula (Tá vendo como quando um professor fala “Você vai precisar disso na sua vida, um dia!”, isso acontece mesmo?).

Hoje, fazendo parte da equipe do Educadores Online fico mais chateada e irritada ainda com as “piadinhas” que se fazem sobre os professores e quando ouço comentários do tipo “Se nada der certo na minha vida, vou ser professor!”. Que história é essa?

Vejamos: você meu leitor está estudando para um dia ter qual profissão? Médico, Engenheiro, Químico, Arquiteto, Advogado, Escritor, Publicitário??? E me diz uma coisa, quem é que te ensina tudo isso? Quem te ensinou as cores, os números primos e as letras do alfabeto? Quem te ensina sobre as leis, sobre as incríveis operações matemáticas que os Engenheiros fazem, e quem te ensina a escrever e a projetar enormes arranha-céus?  Pois é...um professor, não é? Alguém que segundo a maioria das pessoas “nada deu certo na vida dele” e ele virou professor.

Ainda bem! Ainda bem que ainda temos professores! Ainda bem que ainda temos cursos que além da Pedagogia oferecem esta possibilidade aos estudantes da Graduação, como Química, Matemática, Física e Biologia. E aos coordenadores de curso, peço encarecidamente que ao entrar nas salas de aulas dos novos alunos, expliquem do que se trata a licenciatura, bem como os benefícios em cursá-la, para o aluno e para a sociedade.

E você? Vai ficar só no Bacharel ou vai juntar-se a nós nesta incrível e deliciosa aventura que é ensinar, aprender e trocar conhecimentos e experiências todos os dias?

Um beijo e até nosso próximo encontro!

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

 

Essa nossa jornada

Publicado em 20/08/2013

Meus queridos leitores de Vida de Estudante!

Como não poderia deixar de ser, quero falar hoje sobre um assunto que de certa forma todos nós pelo menos ouvimos algo a respeito nestas últimas semanas: A Jornada Mundial da Juventude promovida pela Igreja Católica! Quero deixar claro também meus queridos leitores, que não quero aqui expressar opiniões religiosas. Religião é algo ímpar, que cada um sabe sobre a sua, sobre o tamanho de sua Fé, ou sobre os motivos para não tê-la. Porém, algo que mobilizou a juventude mundial, e obviamente milhões e milhões de estudantes do mundo todo, merece a nossa atenção nesta coluna.

 Tudo começou em 1984, quando o então Papa João Paulo II celebrou na Praça de São Pedro no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude, por ocasião do Ano Santo da Redenção. Nesta celebração, o Papa entregou aos jovens a Cruz, que se tornaria um dos símbolos da Jornada e ficaria conhecida como “a Cruz da Jornada”.

O ano de 1985 foi declarado o Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas e aqui podemos perceber quando foi que começamos a ganhar força, ou perceber a força enorme que nós, jovens, temos.

Em 1986, tivemos oficialmente a 1º Jornada Mundial da Juventude, ocorrida em Roma cujo tema foi “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês!”.

Em 1987, o encontro ocorreu em Buenos Aires, na Argentina e consolidou-se como um evento no “calendário oficial” dos jovens, quando mobilizou mais de 1 milhão de pessoas.

A partir deste ano, os eventos ocorreram nos mais diversos países: Espanha, Polônia, Estados Unidos e em 1995 houve a maior Jornada em número de participantes já realizada até hoje: 4 milhões de jovens reuniram-se nas Filipinas.

Depois tivemos França, Itália e Canadá em 2002, encerrado a participação do Papa João Paulo II. Em 2005 ocorreu na Alemanha a 1ª Jornada Mundial da Juventude conduzida pelo Papa Bento XVI. Em 2008 foi a vez da Austrália e em 2011 novamente a JMJ ocorreu na Espanha.

Finalmente em 2013, temos a 1ª Jornada conduzida pelo novo Papa Francisco e a 1ª JMJ realizada no Brasil, e a Jornada continua ocorrendo a cada 2 ou 3 anos e instituiu-se a tradição do Papa sempre anunciar no último dia da Jornada, o local onde a próxima será realizada, neste caso, na Polônia em 2016.

Na semana da Jornada ocorrida no Brasil, muito se ouviu falar do Papa e foi emocionante acompanhar suas palavras, sempre tão carinhosamente endereçada aos jovens, como eu e você! O simpático Papa Francisco, falou sobre a importância da família, sobre a necessidade das pessoas mais velhas deixarem bons exemplos nesse mundo para nós, e principalmente sobre a humildade.  Peço licença a você meu leitor, para reproduzir aqui, uma das mais importantes frases ditas pelo Papa Bento XVI neste evento: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios”.

Sim! A juventude! NÓS!

Já pararam para pensar nisso? Muito se fala sobre futuro e sobre a juventude... mas já pararam realmente para pensar que TUDO o que vai acontecer no mundo nas próximas décadas, será através das nossas mãos? Que grande responsabilidade!

Todas as inovações tecnológicas, os novos políticos, as novas tendências, as descobertas da ciência, ou seja, daqui a alguns anos, pode ser que EU e VOCÊ sejamos os grandes responsáveis pelas importantes mudanças no mundo em que vivemos.

Se por um lado esta é uma grande responsabilidade, por outro também temos uma grande oportunidade em nossas mãos. E mais importante do que a oportunidade, como já falamos algumas vezes nesta coluna, é à vontade e a esperança de fazer do mundo um lugar melhor. O primeiro passo para mudar algo, é acreditar que essa mudança pode ocorrer, e estar sempre preparado para responder a qualquer um que nos pergunte a razão de acreditarmos!

A resposta é simples: porque nós jovens, ainda acreditamos nas pessoas! E ainda acreditamos em um mundo melhor, e continuamos fazendo o possível e o impossível para deixar um lugar melhor para os nossos filhos e netos!

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

CONCURSO CULTURAL NO VIDA DE ESTUDANTE

Publicado em 16/08/2013

Qual é a melhor lembrança da sua Vida de Estudante?

Uma coisa é fato: Por mais que o tempo passe, algumas coisas ficam pra sempre na nossa memória: O cheirinho de pão-de-batata recém-saído do forno da cantina, a Ednalva e a tia Célia inspetoras da escola que brigavam comigo quando eu não ia com o uniforme completo, eu e as minhas amigas tomando nosso lanche sentadas em rodinhas no chão da “quadra-verde”, as deliciosas “Feiras de Ciências” e tantas outras memórias inesquecíveis.

Muitas destas memórias meu querido leitor, estão descritas no meu segundo livro “Nem Sempre Acontece na vida de Lua o que parece” que conta a história da personagem título do meu primeiro livro “Lua...O Anjo Terrestre”. Após passar por muitas dificuldades e aventuras, Lua conhece Valter, seu melhor amigo e depois de alguns anos e muitas pessoas que cruzarem seus caminhos, eles se reencontram e partem para uma feira de ciências no exterior criando cada vez mais memórias inesquecíveis da Vida de Estudante.

E você meu leitor? Qual é a sua memória inesquecível da época da Escola?

Hum...vejamos...acho que está faltando um incentivo para que você se lembre!

Eu e a equipe Educadores Online preparamos uma surpresa para você!  Estou curiosíssima para saber qual é a melhor memória da sua Vida de Estudante, a que mais te dá saudade e a que você gostaria de compartilhar conosco.

 A resposta mais criativa vai ganhar os meus dois livros autografados, além de ter sua memória da vida de estudante compartilhada com a Lua e seus amigos no último livro da trilogia!

Já pensou na sua memória de estudante ser publicada em um livro? Vamos! Estou curiosa em receber a sua resposta!

Grande beijo!

Flávia Cerri Paiva

     

Pois é, pessoal! Gostaram da surpresa? Este é o mais novo Concurso Cultural do Educadores Online! Para participar basta já ter curtido a página do Educadores Online e postar a sua resposta aqui nos comentários, nesse post mesmo!

A nossa querida escritora, pessoalmente, irá escolher a melhor resposta, que como vocês viram, irá fazer parte da trama de seu terceiro livro! Não é bacana?!

Não importa se você ainda está estudando, porque suas memórias podem ser até do ano passado, do semestre passado, não importa!

O prazo para postar sua resposta começa hoje e vai até o dia 31/08/2013!

Então vamos lá! Estamos curiosas para saber sua história!!

Adélia Lopes

Educadores Online

 

Regulamentos: http://www.educadoresonline.com.br/fique-por-dentro/miscelanea

Cresça e Apareça

Publicado em 08/08/2013

Meus queridos leitores de Vida de Estudante!

Meus queridos estudantes de Ensino Fundamental, Ensino Médio, Graduação, Pós-Graduação, Cursos diversos...  Simplesmente estudantes! Não há como descrever o que eu senti neste sábado à tarde, quando comecei a “zapear” pelos canais da TV e vi um novo quadro no programa ‘Caldeirão do Huck’ na TV Globo, chamado “Cresca e Apareça”!

Ao ouvir a descrição de como seria o novo quadro, me encantei e decidi acompanhá-lo na hora: Escolas do Brasil todo serão visitadas pelo apresentador do programa, junto com uma personalidade famosa pelo que faz, seja qual for sua profissão.

A escola escolhida para a estreia do quadro foi o Colégio Padre Antônio José dos Reis, no pequeno povoado de Ipoeirinha, localizado no Município de Conceição do Coité a aproximadamente 250 km da capital da Bahia, Salvador. O colégio considerado de pequeno porte tem sob sua responsabilidade o ensino e a aprendizagem de 140 alunos do Ensino Fundamental e pasmem um orçamento anual de R$ 5.000,00! Isso mesmo, a diretora do Colégio tem menos de R$15,00 por dia para manter a estrutura necessária para garantir a educação de 140 crianças.

Pois bem, nesta estreia quem acompanhou o apresentador do programa foi o renomado Carlos Saldanha, que dirigiu “Rio”, “Rio 2”, além dos filmes de animação da série “A Era do Gelo” que foram sucesso no mundo inteiro.  Juntos, eles entraram em uma sala com alunos entre 8 e 10 anos e simplesmente perguntaram: “O que vocês querem ser quando crescer?”. Como esperado, médico, ator e jogador de futebol apareceram logo, porém, misturadas a estas, apareceram também nutricionista, marceneiro e contador de histórias. Depois disso, Luciano Huck pediu que as crianças adivinhassem quem era o Carlos Saldanha e lá veio mais uma série de respostas infantis, que arrancam sorrisos de qualquer pessoa: palhaço, mágico, equilibrista...sempre no meio daquela bagunça de uma sala de aula com alunos excitados por algo novo.

Luciano Huck contou que Carlos Saldanha é diretor de filmes de animação e propôs aos alunos, que juntos criassem uma história. Não demorou muito, até que a historinha estivesse pronta: “Passo Preto e Caramelo”. Passo Preto era um jumento, amigo, inteligente e trabalhador. Caramelo era um alazão “metido”. Os dois estavam em uma estrada e viram alguém precisando de ajuda. Passo Preto decidiu ajudar, enquanto Caramelo nem se importou. O jumento foi então para a cidade, levando as pessoas que havia socorrido e desde então, passou a ser tratado como herói. Caramelo ficou se mordendo de raiva e inveja.

Meu Deus! Como não se emocionar com esta história? Alunos de 10 anos falando ao seu modo sobre o rico e o pobre, o feio e o bonito, sobre ajudar ao próximo, sobre reconhecimento, sobre emoções como raiva e inveja, e o melhor de tudo, com uma moral na história: Independente de quem você seja você pode sim, fazer o BEM ao próximo!

Ao final da história, o apresentador propôs pintarem o muro do Colégio (que devido à escassez de recursos, só recebera uma demão de cal branca). A sugestão foi aceita e alunos, professores, diretora, Luciano Huck e Carlos Saldanha juntos, fizeram uma linda pintura no muro. Deixaram-no colorido e Carlos Saldanha até desenhou “Blue”, o seu famoso personagem dos filmes “Rio”. Além disso, os patrocinadores do programa doaram 2000 livros, 20 computadores e um parquinho completo atendendo aos pedidos dos alunos.

Parabéns à TV Globo e ao Programa do Luciano Huck por esta iniciativa. Um quadro que não fala sobre namoro, fofocas, Reality Shows... algo realmente inspirador e que muito contribui para a formação de crianças do Brasil todo! Este quadro “Cresca e Apareça” é realmente encantador e que venham mais e mais escolas a serem visitadas por vocês!

Mais detalhes e o vídeo completo do quadro, no link abaixo:

http://tvg.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/O-Programa/noticia/2013/07/huck-e-carlos-saldanha-transformam-realidade-de-criancas-no-sertao-da-bahia.html

Grande beijo,

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

 

 

Que só exista o lado bom

Publicado em 01/08/2013

Meus queridos leitores de Vida de Estudante!

Preciso contar para vocês o que me aconteceu: estava voltando do trabalho num dia frio e chuvoso da semana passada, quando parada no engarrafamento gigantesco no conforto do meu carro, olhei para o lado e me deparei com a seguinte frase: “ Me colocaram do lado podre da sociedade, com muita arma, muita droga e muita maldade!!!” Entrei em choque e imediatamente peguei o celular para tirar uma foto e mostrar para vocês. Havia uma assinatura indecifrável, como podem perceber na foto.                                    

O engarrafamento pareceu providencial e eu me peguei viajando em pensamentos. Ora...quem terá escrito essa frase? Será um homem? Uma mulher? Será um jovem em um dia ruim? Será alguém que só tem dias ruins?  Será um de nós?

Olhei de repente para o meu carro que não é ‘chique’ mas foi conquistado com esforço, olhei para o celular que repousava no compartimento próprio para ele com mais uma das tantas capinhas que eu coloco e nunca me satisfaz, olhei para o rádio que tocava uma música que falava algo como “Se jogar é viver, celebrar, só prazer” gravada no meu pen-drive com pedrinhas brilhantes, olhei para a minha bolsa no banco de trás junto com as várias blusas que eu fui tirando ao longo do dia, conforme o frio diminuía e pensei: “É...acho que eu fui colocada no lado bom da sociedade!”.

É inerente ao ser humano esse costume de comparar. Senti-me uma pessoa egoísta por esse pensamento. O engarrafamento andou e eu senti uma coisa estranha...como se me afastando daquela frase  eu também estivesse me afastando daquela pessoa!!! Minha vontade era voltar e ficar lá, esperando que o dono da frase aparecesse.

Seja lá quem for...eu tenho certeza de que é um de nós! Ou pelo menos gostaria de ser! Quantas pessoas morreram de frio na semana passada por não ter um abrigo? Quantos jovens cresceram cercados pelas drogas ao invés de brinquedos e doces? Quantos jovens aprenderam cedo que “polícia e ladrão” não é só o nome de uma brincadeira? Quantos jovens queriam ter a chance de ter um futuro, de ser um estudante e se ‘cansar’ das provas, e se chatear com notas baixas, e se irritar com professores que inventam trabalhos de última hora e estar deprimidos porque essa semana voltarão às aulas?

Infelizmente a nossa sociedade é cruel. Muitas vezes uma criança é realmente colocada no lado ‘podre’ da sociedade e nós - eu, você e nossos familiares - pouco fazemos para que esta criança tenha ao menos uma chance de lutar para chegar um pouquinho mais perto que seja do ‘lado bom’!

Quando foi a última vez que você ajudou alguém? Um simples sorriso, um bom dia pra um desconhecido, não parar o carro na faixa de pedestres, dar lugar a um idoso no ônibus, se oferecer para carregar sacolas? Não falo sobre grandes atos, mas sobre pequenas parcelas que juntas formam o todo.

Confesso que isso aconteceu em uma sexta-feira e esse pensamento tomou conta do meu final de semana. Voltei pra casa pensando o que eu poderia fazer para que de alguma forma aquela pessoa que escreveu no muro sentisse um reflexo da sua frase. E a primeira decisão foi usar o melhor caminho que me foi dado: Educadores Online! Porque esse é o nosso papel: EDUCAR! Fazer a nossa parte e ensinar e incentivar você a fazer a sua, para que um dia não existam mais ‘lados podres’ na sociedade e todas as crianças que nascerem independente de sexo, raça ou lugar, tenham o direito de fazer parte do ‘lado bom’!

Vamos fazer um teste simples? Tentar colocar em prática aquela velha história de “Já fiz a minha boa ação do dia!” Será que fez mesmo?

Por favor, comentem aqui qual foi a sua boa ação do dia!

Já dizia o poeta “Gentileza gera gentileza!”

E eu não sou hipócrita de achar que simplesmente a gentileza das pessoas será capaz de acabar com o problema das drogas, das armas e da maldade citadas pelo nosso ‘amigo secreto’, mas invariavelmente, a gentileza aparece quando que você se coloca no lugar do outro, e assim geramos uma corrente, um se colocando no lugar do outro, até que alguém se coloque no lugar do nosso ‘amigo secreto’ e talvez possa fazer alguma coisa por ele!

Eu acredito no nosso potencial e você?

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

E lá vem o segundo semestre

Publicado em 24/07/2013

Meus queridos leitores de Vida de Estudante!

Confesso que estava com saudades! Tive um mês atípico: mês de preparação para o lançamento do meu livro! Muitas fotos, detalhes, entrevistas (vocês podem conferir tudo no endereço https://www.facebook.com/media/set/?set=a.544893155548538.1073741825.483510388353482&type=3), e eu gostaria de aproveitar o espaço e agradecer muito por todo o apoio da nossa querida Adélia Lopes e de seus lindos sobrinhos!

Mas agora a vida volta ao normal, para mim e para você!

Deixa eu adivinhar...você já está sentindo aquele friozinho na barriga e aquela vontade de fazer tudo ao mesmo tempo para aproveitar o restinho de férias que tem? Ou você já está chateado, com aquela impressão de que as suas férias passaram rápido demais?

Ora, ora, vamos lá! Sim, eu também estou assim, mas quer saber?  Este é o nosso semestre. Geralmente o segundo semestre é mais rápido, vai de agosto a novembro, são 4 meses de aulas que temos para aprender, estudar, fazer provas, trabalhos e tentar recuperar as notas que talvez não tenham sido assim tão boas no primeiro semestre.

Aliás, vamos a uma pausa nesses pensamentos! Vocês sabem de onde surgiram as férias?

Principalmente nós estudantes, devemos muito a um empregado do Senado Norte Americano, chamado John Silvy, que em 1835 se chateou com a quantidade de trabalho que tinha para fazer e decidiu tomar uma atitude. John Silvy trabalhava na limpeza do Senado e sabia exatamente onde determinados documentos eram arquivados. Naquela época, havia 2 gavetas em uma certa mesa: uma gaveta para os Projetos de Lei que seriam lidos e aprovados e outra gaveta para os Projetos que nem sequer teriam uma chance de ser lidos. Muito espertinho, John Silvy redigiu um documento atestando que os trabalhadores teriam algumas semanas de descanso por ano e o colocou na gaveta dos Projetos de Lei que seriam lidos no Senado. Desta forma, algum tempo depois, o Projeto foi lido e aprovado (dizem que como o Projeto estava na gaveta dos Projetos que seriam lidos, teoricamente, ele já havia passado por um crivo e assim, os Senadores não contestaram).

Foram instituídos nos Estados Unidos em 1835, 2 meses de descanso por ano, um em Dezembro e outro em Julho. E o mundo inteiro passou a copiá-los.

No Brasil, o termo “férias”, vem de “féria”, um sinônimo de salário e popularmente associado ao mês em que não se trabalha, porém o salário é recebido ao final do mês. Etimologicamente, a palavra férias vem do Latim “feriae”, que significa “dia de descanso ou dedicado a festas”.

Nos Estados Unidos há um estudo em curso sobre as pessoas que possuem problemas de coração, e analisando-se resultados preliminares, a incidência de ataques cardíacos é menor nas pessoas que tiram férias ao menos uma vez por ano.

E graças ao nosso amigo John Silvy, nossos professores precisam de férias duas vezes por ano, o que automaticamente nos obriga a ficar em casa também duas vezes por ano! Bendito John Silvy!

Mas a verdade é que uma hora as férias acabam e é hora de retomar a nossa rotina e aprender coisas novas, quem sabe entrar em um semestre novo na faculdade, ou como já disse anteriormente, aproveitar este novo semestre como uma segunda chance para aprender e recuperar a nota baixa do primeiro semestre!

Infelizmente, com o passar dos anos, vamos perdendo a inocência das crianças e esquecendo nossas memórias infantis, mas faça um exercício: tente se lembrar da sua 4ª série do Ensino Fundamental e do quanto era gostoso retornar às aulas e rever os amigos!

As férias são ótimas sim, mas tenho certeza de que elas só são tão esperadas e aproveitadas porque entre elas temos os períodos de aula, que embora hoje possamos dizer que nos cansamos e que muitas vezes não gostamos, será extremamente importante lá na frente!

Vamos lá queridos estudantes! Coragem! Estamos juntos nessa caminhada de sucesso rumo às próximas férias!

E ah! Prometo não ficar mais tanto tempo longe, ok?

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Fonte: http://www.mundoconectado.com.br/index_arquivos/CURIOSIDADES/Arquivos%20Anteriores/A%20origem%20das%20frias.pdf

Já pensou em escrever um livro

Publicado em 11/07/2013

Olá meus queridos amigos e leitores de vida de estudante!

Conforme se aproxima a data do lançamento do meu próximo livro, invariavelmente acabo conversando mais sobre este lançamento e estou impressionada com a quantidade de pessoas que me dizem “Eu escrevo algumas coisas também”, “eu também escrevi um livro, mas nunca pensei em publicá-lo”. Isso me assusta, pois penso na quantidade de histórias maravilhosas, “Cristian Greys”, “Edward Cullens” e possíveis fenômenos da literatura mundial que podem estar jogados em uma gaveta qualquer. E é justamente sobre isso o que eu quero falar.

Tem uma frase do grande escritor e poeta Pablo Neruda, que diz: “Escrever é fácil, você começa com letra maiúscula, termina com ponto final e coloca ideias no meio!”; pois é, publicar um livro é muito mais fácil do que se imagina. Veja abaixo os 10 passos mais importantes que devem ser seguidos por quem deseja se aventurar nessa ideia de publicar um livro*:

1)      Obviamente, tenha uma história. Ou pelo menos partes dela em mente e aos pouquinhos vá “complementando”. Crie personagens e episódios pelos quais eles vão passar. Envolva-os em situações que podem ser cômicas, tristes, divertidas, etc. Mas comece sempre com o bom e velho “Começo, meio e fim”.

2)      Anote em um bloquinho de rascunhos, toda vez que colocar um dado no texto, como nomes de personagens, datas, cores e detalhes importantes que podem ser retomados no decorrer do texto. Eu particularmente prefiro escrever à mão e depois aos poucos passar para o computador. Mas isso é indiferente. Você deve escrever da forma como se sentir melhor.

3)      Use “marcadores” de tempo, como a divisão em capítulos. Normalmente o tempo em um livro não acompanha o tempo cronológico. Livros contam histórias que podem durar anos, ao passo que o autor, geralmente leva menos de um ano para escrevê-lo e esse “passar do tempo” pode ficar rápido demais, ou lento demais.

4)      Para escritores de primeira viagem, é muito mais fácil escrever em terceira pessoa: “Ela estava em casa quando...”, “O menino que acreditava que podia voar...”, “O pai da garota a acompanhou...”. E ah! Para mim, sempre foi mil vezes mais fácil escrever no escuro (sim! Eu sei que isso faz mal e vocês não devem seguir ) e com uma música tocando bem baixinho ao fundo.

5)      Basicamente, não pense em escrever um best seller logo de cara. Muitos escritores de sucesso que hoje fazem parte da Academia Brasileira de Letras escreveram dezenas e até centenas de livros que nem sequer ficaram conhecidos. Trate inicialmente de escrever e acreditar: “Este é o meu livro! E estou fazendo o meu melhor.”

6)      Não escreva por dinheiro. Se você nunca gostou das aulas de Literatura, Redação e Interpretação de Texto, quem sabe sua habilidade não seja com os números, ou com pessoas? Esta atividade pode se tornar maçante e as chances de não dar certo são imensas.

7)      Pense: “Eu vou me cansar de ler esta história?” Acredite! Durante o processo de edição de um livro, é necessário ler cerca de 30 vezes a história. Se o próprio autor se cansar, é um sinal claro de que algo deve ser mudado.

8)      Voilá! Você já tem uma história e a certeza de que quer publicá-la! Agora você tem duas alternativas: Pode enviar a sua obra para análise das editoras e torcer até encontrar alguma que queira investir no seu trabalho; ou você mesmo investir e fazer uma “produção independente”. Existem dezenas de editoras especializadas no primeiro livro de um autor ou pequenas tiragens. Entre em contato comigo através dos comentários, que eu posso indicar algumas boas editoras!

9)      Após definida a editora, começam os trabalhos de verdade: Revisão gramatical, revisão textual, definição da capa e desenhos, registros de Direitos Autorais, solicitação do selo ISBN (“código de barras”, que permite a comercialização dos livros em livrarias), mais revisões, mais autorizações, ficha catalográfica, liberação para impressão (assinando cada uma das folhas da sua obra), etc. Sinceramente, esta é a parte da qual eu menos gosto!

10)    O evento do lançamento do livro é quando o autor apresenta sua obra para o público. Normalmente, é nesta data que o público vê pela primeira vez a obra do autor. Escolher um bom local para o lançamento é fundamental. Normalmente as livrarias e editoras oferecem um “pacote” com o lugar do lançamento, os convites, um banner para divulgação, e até garçons para o serviço de coquetel que costuma ser servido na data do lançamento. É importante que o local seja de fácil acesso e atentar para a data e horário do evento (evitar o “horário de pico” permite que mais convidados cheguem ao local marcado).

Espero que estas dicas tenham sido de grande valia e que faça você buscar aquela historinha que você escreveu há anos e está empoeirada jogada no fundo da sua gaveta. Espero de verdade que ela vire um livro de muito sucesso, e que ele esteja logo logo nas minhas prateleiras, porque é claro que eu quero um exemplar! E autografado, viu?

Grande Beijo,

    Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

    *Para livros classificados como ficção pela ABL.

Intercambiando

Publicado em 30/06/2013

s'il vous plaît, me gustaría to make an Intercâmbio!

Queridos leitores de Vida de Estudante! Hoje estou aqui para falar da importância de um Intercâmbio na vida de qualquer estudante.

Na semana passada, retomei o contato com algumas pessoas devido ao lançamento do meu livro, e tive uma grata surpresa quando uma grande amiga da época da faculdade me disse: “Infelizmente não poderei ir ao lançamento do seu livro! Vou fazer um curso de Inglês e estarei em Oxford em julho!”. Uau! Oxford! Que máximo!

Isso fez com que eu recordasse a época em que eu fiz o meu intercâmbio: passei um mês estudando Inglês, em uma Universidade de Houston, nos Estados Unidos. Posso dizer que foi um dos melhores meses já vividos. Cada uma das oportunidades foi única, inigualável e por mais que o tempo passe, eu nunca esqueço.

Hoje, o local que dispara como primeira opção para intercâmbio dos estudantes brasileiros é o Canadá. Em segundo lugar, aparecem Estados Unidos, seguidos por Reino Unido, Austrália, Irlanda, Nova Zelândia, África do Sul, Suíça, Espanha e Alemanha (de acordo com o site viajeaqui.abril.com.br).

Muito mais do que o contato com um novo idioma, passar um tempo em outro país proporciona ao estudante a oportunidade de conhecer novas pessoas e estar em contato com culturas totalmente diferentes. Os cursos de idiomas são muito procurados por estudantes estrangeiros, motivo pelo qual, geralmente em classes regulares são encontrados em média 15 estudantes de diferentes nacionalidades.

Os professores deste tipo de curso são orientados a inspirar e incentivar os alunos a compartilhar sua cultura, por meio de atividades que desenvolvam a fala e a escrita no idioma que se deseja aprender. Geralmente, no primeiro dia de aula, os alunos fazem um teste para que sejam distribuídos em salas de acordo com os níveis de conhecimento no idioma.  Em seguida, as atividades se iniciam: Apresentações sobre o país de origem dos alunos, músicas, filmes, atividades interativas, teatro, internet, intercalados com algumas provas, dependendo da didática do curso. Ao final do período, após o teste final, os alunos geralmente recebem seus diplomas e uma pequena festa de confraternização.

Os cursos geralmente duram 30 dias, e podem estar associados a outras atividades (Programa Au Pair, antigamente conhecido como “baby sitter” ou High School, ou seja, o Ensino Médio que é cursado fora do Brasil).

Infelizmente o investimento ainda é alto.  Para fazer um curso básico de Inglês nos Estados Unidos durante 30 dias, o estudante gasta em média R$10.000,00 já considerando o valor das passagens, hospedagem e documentação. Entretanto, as opções estão aumentando e eu gostaria de falar especialmente do programa Ciências Sem Fronteiras, uma opção valiosa para estudantes brasileiros. Trata-se de um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio da concessão de bolsas de estudos no exterior.

De qualquer forma, com ou sem bolsa de estudos, posso dizer que o intercâmbio vale cada centavo do que é investido e de nenhuma outra forma, se consegue o que só este tipo de programa proporciona: Perceber que o mundo é muuuito maior do que pensávamos! E que a Bíblia e o Alcorão, por exemplo, podem sim conviver em paz e ficar lado a lado em uma apresentação na aula de Inglês.

Mais informações sobre o Programa Ciências Sem Fronteiras no site http://www.cienciasemfronteiras.gov.br.

Até nosso próximo encontro! 

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

 

 

 

 

 

 

 

Desculpem o transtorno...

Publicado em 19/06/2013

Queridos estudantes que acompanham a minha coluna no Educadores Online, estive um tempinho ausente, mas o motivo é bom: as correções finais do livro Nem Sempre Acontece, meu segundo livro que será lançado no dia 20/07 (Estão todos convidados, viu? Em breve daremos mais detalhes aqui).

Na última semana, algo mudou no Brasil, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. E qual não foi minha surpresa ao receber notícias de que outros Países se juntaram à nossa luta! Falo do “Movimento Passe Livre”.  Quero deixar claro que não pretendo expor opiniões políticas, tão pouco falar sobre a mídia no Brasil.

Quero falar sobre algo que me deixou realmente emocionada: ver os estudantes juntos, unidos, lutando por aquilo que acreditam! Em meio a toda a confusão que se estabeleceu em São Paulo, devido aos protestos gerados pelo aumento de tarifa do transporte público de R$3,00 para R$3,20, uma frase chamou a minha atenção e a de milhões de civis ao redor do mundo: “Desculpe o transtorno, estamos lutando pelos seus direitos!” (Variáveis como “desculpe o inconveniente, estamos tentando mudar o Brasil” também foram notadas).

Que coisa incrível! Um dos últimos grandes movimentos estudantis de que se tem notícia e entrou para a história do Brasil, foi o movimento “Diretas Já”, quando mais de 1 milhão de pessoas se reuniram na Praça da Sé, na capital paulista, para lutar pelo direito de escolher diretamente o Presidente da República. Infelizmente na época, a reivindicação não recebeu o número necessário de votos para ser aceita.

Mas nós não desistimos. Em 1992, devido à inúmeras denúncias sobre corrupção do ATÉ ENTÃO Presidente Fernando Collor, nós, os estudantes novamente saímos às ruas para lutar pelo que acreditávamos. Estava oficialmente inaugurado o “Movimento Cara-Pintada”, com adesão ainda maior do que no Movimento pelas Diretas Já: Cerca de 1 milhão de pessoas em São Paulo, e estimativas não oficiais de cerca de 100 mil pessoas em Recife, Salvador e Brasília.  Agora sim! No dia 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados votou a favor da instauração do processo de impeachment, que fatalmente terminaria com a deposição do Presidente Collor do cargo.  Para preservar seus direitos políticos, em 29 de dezembro de 1992, Fernando Collor renuncia ao cargo e tínhamos então a primeira grande vitória do povo.

A população literalmente foi às ruas, pintou o rosto de verde e amarelo (o que, aliás, serviu para demonstrar que esta luta era fundamentalmente da população, do povo e não de partidos políticos), gritou palavras de ordem e conseguiu o que queria. Tenho muito orgulho deste capítulo da nossa história recente.

E tenho mais orgulho ainda, por estamos vivendo hoje um novo capítulo da nossa história, quando um pequeno grupo de estudantes a princípio, se reuniu para fundar o “Movimento Passe Livre” e em pouco mais de 10 dias já conta com militantes no Rio de Janeiro, Brasília e Florianópolis, além de Dublin na Irlanda.

Falando especificamente deste movimento, considero o motivo válido e justo. Porém conversando com muitas pessoas, o comentário é sempre o mesmo “Só não vale depredar!”. Mais uma vez, o movimento estudantil está sendo admirado e apoiado por muitos brasileiros, só não gostamos de ver o estado em que nossas ruas e avenidas principais ficam após os protestos: Lixo espalhado, peças quebradas, sem falar nas pessoas que sem querer acabam se machucando! Isso não é legal! E considero um ponto de atenção aos líderes do movimento.

Mas...após dado o recado, minha mensagem de hoje é: Parabéns estudantes! Por mais uma vez, acreditar!!! Acreditar no que desejamos, acreditar que podemos sim, mudar o mundo. Acreditar que por mais conformados que alguns de nós estejamos sempre vai haver um estudante inconformado que vai levantar uma bandeira, seja pelas eleições diretas, pelo impeachment de um Presidente, pelo aumento da tarifa do transporte, e por qualquer motivo que seja contra a nossa ideologia estudantil!

Até nosso próximo encontro! 

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, estudante e escritora.

Pra que complicar?

Publicado em 04/06/2013

Olá meus queridos leitores da coluna Vida de Estudante!

Estou aqui hoje para falar sobre o livro de Javier Naranjo “Casa de las estrellas – El Universo contado por los niños”, lançado em 1999 pelo Grupo Editorial Alfaguara, que tem feito o maior sucesso nas redes sociais.

É incrível o poder que as crianças têm de simplificar tudo, não?

Se me perguntassem a definição de água, por exemplo, sendo eu uma Química, adulta, racional e cercada de convenções, certamente responderia: Trata-se de uma substância composta físico-quimicamente por duas moléculas de Hidrogênio e uma molécula de Oxigênio, e constitui-se em um dos mais importantes elementos que propicia a vida no Planeta Terra, e inclusive constitui cerca de 70% dele.

Já a pequena Luísa de 8 anos respondeu à mesma pergunta: “Água é um suco que não tem gosto de nada”! Simples assim!

Pra que pensar em Físico-Química, em composições, moléculas, vida no Planeta, se a resposta pode ser baseada num simples “suco”?

Outra resposta interessante foi a do garotinho Duván de 7 anos para a pergunta “O que é céu?”. Para você o que é o céu? Tente responder assim, com a primeira palavra que lhe vier à cabeça!

Para mim, o céu é a parte visível a olho nu, do Espaço Sideral na qual a Via Láctea e o Planeta Terra estão inseridos.  

Pois bem...para o Duván, o céu é simplesmente “a casa das estrelas”.

Ora, ora...A vida seria tão menos complicada se todos nós fôssemos apenas “crianças grandes”, se pudéssemos apenas crescer e manter a inocência que tínhamos quando pequenos.

Aliás, citando uma frase interessante do amigo Renan Andrade: Já repararam como as crianças brigam e em alguns minutos já estão brincando de novo? É porque para elas, a felicidade de brincar juntas é mais importante que o orgulho de não perdoar o motivo da briga.

Deixo aqui, mais algumas definições do livro Casa de las estrellas para inspirar nossa semana e despertar as crianças que vivem aí e aqui dentro de nós:

Família – “ É um lugar onde há muita discussão e todos se querem bem.” (Alejandra – 10 anos)

Instante – “É redondo.” (Edison – 8 anos)

Mistério – “Quando a mamãe sai e não me diz onde vai.” (Juan – 8 anos)

Pensamento – “Hum...estou pensando.” (Jonathan – 10 anos)

Vida – “Um coração que tenho aqui dentro.”  (Paulina – 10 anos)

Guerra – “É quando a vida está bagunçada.” (Sandra – 8 anos)

Flávia Cerri de Paiva 

 

De repente trinta

Publicado em 28/05/2013

Mas assim tão rápido? Até ontem eu estava confusa tentando responder à pergunta “O que você quer ser quando crescer?”

Na verdade, sempre achei meio complicada essa história de ter que decidir aos 17 anos o que vamos fazer para o resto de nossas vidas. Eu por exemplo, cresci acreditando que eu seria médica. Mas sempre gostei de Química e me via no futuro como uma cientista. Gosto muito também de Astronomia e por diversas vezes já pensei em abandonar tudo no Brasil e ir arrumar um emprego na NASA. Acho que por isso comecei diversos cursos na faculdade até me encontrar (sem falar do 1 ano de “cursinho pré-vestibular que eu fiz, até ter uma ligeira ideia do que eu queria para a minha vida).

A nossa vida seria tão mais fácil se pudéssemos dar um “forward”, e passar para a cena seguinte, como se faz com os filmes; aí poderíamos ver exatamente como seria se tomássemos este ou aquele caminho, e poderíamos parar e voltar para a cena anterior e mudar tudo e tomar outro rumo e seguir para ver o resultado e ir e voltar quantas vezes quiséssemos até testar todas as possibilidades.

Acho que é por isso que eu gosto tanto do filme De Repente 30 (“13 going on 30”), com os talentosos Jennifer Garner e Mark Ruffalo como protagonistas. O filme de 2004 retrata a vida de uma adolescente da década de 1980, que ao sofrer uma desilusão amorosa, em sua festa de 13 anos deseja ter 30 anos, ser bem sucedida e ter um namorado... E voilá, como num passe de mágica, no dia seguinte ao aniversário, Jenna (Jennifer Garner) acorda com 30 anos, bem sucedida e namorando um astro do futebol americano.

A grande sacada é que Jenna descobre ter tudo o que sempre sonhou quando mais nova, mas não está feliz como achou que estaria. E depois de idas e vindas, tem a possibilidade de voltar a ter 13 anos e repensar suas escolhas e suas idéias. 

Ao final do filme somos levados à vida de Jenna agora com 30 anos pela “segunda vez”, completamente diferente da primeira.

Infelizmente não temos esta chance em nossas vidas e temos que fazer agora, as escolhas que podem mudar o nosso futuro...

Mas felizmente, nossas escolhas não são imutáveis. Quem disse que o que eu escolher agora será para sempre? Quem disse que eu não posso me arrepender e voltar atrás e querer fazer tudo de novo de um jeito diferente?

É essa é a minha mensagem para os meus queridos leitores do Educadores Online: Ousem! Não tenham medo... Se acham que é hora de mudar o caminho outrora escolhido, mudem!

A vida é curta...e quando percebemos, já temos 30....Mas assim tão rápido?

Sim!

Eu já estou com quase 30...e quer saber? Eu ainda não sei ao certo o que eu quero ser quando crescer e acho que tenho todo o direito de não saber, como você também tem!

O importante é descobrir algo que se goste de fazer, algo que dê prazer e que nos faça felizes ...não importa se é ser médico, astronauta ou bailarina, se é escrever mil histórias, ver bons filmes, ou simplesmente, tomar um café e apreciar uma leitura no site Educadores Online enquanto se pensa “O que eu quero ser quando crescer mesmo?”.

Flávia Cerri de Paiva

Muito prazer

Publicado em 22/05/2013

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre desconfiei dessa história de “um dia você vai sentir falta da época da escola...”. Sempre imaginei que eu nunca sentiria falta de ter dezenas de trabalhos diferentes para fazer, de ter que estudar para as provas das matérias das quais eu gostava, mas também para as matérias com as quais eu não me identificava.

Mas, o tempo foi passando... Ensino Fundamental, Ensino Médio, Faculdade, e aqui estou eu: Me preparando para voltar à sala de aula em uma Pós-Graduação e participando do incrível projeto Educadores Online.

Um grande amigo me apresentou ao Projeto e de imediato abracei a ideia. E sabe por quê?

Porque eu acredito de verdade, que a causa raiz de muitos de nossos problemas esteja na sala de aula.

Opa...na sala de aula? Naquela eu que eu tinha aulas de Matemática e que eu era obrigada a decorar a Tabela Periódica dos elementos Químicos?

Sim! Aquela mesmo!

Depois de algum tempo, entendemos que há muito mais que a escola pode nos oferecer do que o simples conhecimento das operações matemáticas, uma fórmula mágica de química ou a inserção social em um grupinho, as famosas “tribos”, tão importantes na formação da nossa personalidade; mas infelizmente, só nos damos conta disso, anos depois de sair da sala de aula.

                                                       

 

 

 

 

 

 

 (Essa aí é minha turma  na Escola São José dos Padres de Sion!)

E eu posso dizer que sim....hoje eu acredito no que me disseram anos atrás...eu sinto muita falta da escola, dos amigos, do aprendizado, do convívio com as pessoas... e esse é o meu papel no projeto Educadores Online: tentar mostrar HOJE para você estudante, o mundo maravilhoso que uma sala de aula pode lhe proporcionar.

Muito mais do que uma sala cheia de alunos diferentes, você terá a oportunidade de enxergar a sua sala de aula como uma oficina de ideias. Ideias estas que podem quem sabe ser ensinadas em uma sala de aula para as próximas gerações.

Vem comigo?

Flávia Cerri de Paiva, paulista, 26 anos, Química, e escritora.